sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A ténue fronteira...

  Há poucos anos dei explicações de Probabilidades e Estatística a um aluno que tinha uma Casio fx-CG20, mas que no exame só podia usar uma calculadora científica e tabelas. Nada de calculadora gráfica ou programável. Depois de confirmar a informação (confirmar coisas destas às vezes é difícil), passei-lhe o programa da animação ao lado, para treinar o uso da tabela da Normal (0,1)
Como tive oportunidade de confirmar dias mais tarde, o explicando, só com uma calculadora científica (sem a normal, pois hoje em dia há-as com várias distribuições estatísticas), já fazia tudo bem. No fim teve boa nota.

Entre um professor que limite o uso a calculadoras não programáveis e um que permita o uso de calculadoras programáveis, mas limpe a memória das máquinas prefiro o que limita o uso a máquinas não programáveis.

"Limpar a memória" não é uma operação assim tão "limpa" como se possa imaginar. Algumas máquinas possuem programas gravados no sistema operativo e que podem ser recuperados depois de uma limpeza.
(Só a título de exemplo: algumas versões, não todas, dos modelos Casio CFX-9850GB PLUS tinham um catálogo de programas... podem ver neste vídeo do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=wZLyATImQLE a partir de 25:29, - e sim, na década passada eu tive vários alunos e explicandos com máquinas destas...)
Outras calculadoras apenas têm programas que "equilibram" as coisas, isto é, que lhes dão funcionalidades que outras máquinas mais recentes têm.

E cábulas? Certamente que a maioria deve ter.
Mas se cábulas na calculadora fizerem a diferença... provavelmente o teste está mal feito.

Até à próxima e bom fim-de-semana.

PS: A menos que seja alguém que eu conheça e trabalhe em Estatística... nem se dê ao trabalho de me contactar para pedir o programa da animação.
Esses contactos serão ignorados.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ossos do ofício (VI): Gregos e troianos

Agradar a todos é tarefa difícil, se não mesmo impossível.
Alunos que não gostam dos seus professores são uma constante em explicações.
Não que os professores sejam maus.
Isto é Matemática. Há 'sempre' alguém 'que não presta'!
Muitas vezes tenho de ser 'advogado do diabo', e mostrar que o professor de que o explicando não gosta, nem é assim tão mau.
Por vezes... menos de 10% das vezes, a "má fama" do professor tem de ser discretamente investigada.
Nem vou dizer é quantas vezes, o explicando tem de ser investigado.
"O cliente tem sempre razão"...
Ai sim? Não se fiem nisso.
Nestas lutas entre gregos e troianos prefiro não me meter. É impossível agradar a todos, mas há que ser honesto e racional.
Neste ramo, é mesmo grave quando 'o cliente' tem mesmo razão.
E infelizmente, às vezes tem! Que se faz nesses casos?
Entrar na guerra?
Fingir que nada se passa?
Cada grego é um grego.
Cada troiano é um troiano...
Cada caso é um caso.
Não se pode generalizar.
Agradar a gregos e troianos nunca foi fácil, e se calhar é melhor nem tentar.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ossos do ofício (V): Ética!

Qual deve ser a ética de um explicador?
A pergunta é simples e parece ter resposta simples.
Mas, parece que não é bem assim.
Eu tenho o meu próprio código de conduta.
Que é incompatível com "infracções nas avaliações" .
As avaliações estão a cargo dos professores, e quando tudo corre bem, eles nem sabem que eu existo.
Quando as coisas correm mal... eu continuo a preferir que eles não saibam que eu existo, mas nem sempre é possível.
Não gosto de ser arrastado para filmes que eu não pedi.
Mas quando sou, tento fazer o que me parece correcto.

Que deve fazer um explicador quando recebe 4 fotos de um mesmo teste, a decorrer... 3 dos quais, de pessoas que desconhece?

A resposta é simples: avisar os docentes que estão a vigiar o teste.
Obviamente os "fotógrafos" não ficarão contentes.
Os docentes avisados também não.
E eu também não!

Ignorar as 4 fotos não é boa ideia. São quatro!

Moral da história: eu tenho de passar a desligar telemóveis e Internet durante os testes!

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