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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Compreendes?

Escrever um texto, com tonturas, ou com dores no peito...
Responder a uma mensagem contorcendo-se de dores.
Se calhar, o melhor é não escrever e esperar que as pessoas compreendam.

A vida mostrou-me que não é por ter ter tido alta numas urgências que uma pessoa está  bem.
Não, não estou a falar de outras pessoas. Estou a falar de mim.

..."esperar que as pessoas compreendam". Sabem? Pior que um problema de saúde são as pessoas.
Falam do que não sabem. Têm atitudes que estragam vidas mas nem têm consciência disso. Não sabem nem querem saber. Querem é ter razão, mesmo sem a ter.

Já tive pessoas a exigirem-me algo que não têm o direito a exigir, e pessoas a quem ofereci a minha ajuda sem segundas intenções, e que a recusaram, ou desperdiçaram.

Já tive de passar por avaliações onde percebi claramente que eu não estava a ser avaliado. Estava a ser "despachado".

Já tive de passar por várias situações de, tendo um relatório médico, precisar de ajuda, e esta ter-me sido recusada ... por má vontade.

A verdade é que há muito idiota a ocupar lugares para onde nem devia poder olhar.

Compreende, que eu não aponto o dedo sem saber o que digo. Não falo sem motivo, sem razões. Se eu me importo, se calhar, podias... ou devias prestar atenção, dar valor.

Se não me queres na tua vida, eu vou embora.
A vida também me mostrou que é melhor não ficar onde não me querem.
Por mais que me custe. Mesmo que eu te queira na minha vida.

Não me empates. Não me faças perder tempo. Estou nesta vida de passagem.
Não preciso de um texto de uma rede social para me lembrar disso.
Há muitos anos que a minha saúde faz questão de me recordar.
Muitas doenças não escolhem idades.

Compreende que eu não sou um idiota, um tipo com "teorias da conspiração", e que tenho noção do que digo e do que faço.

E se eu transmito algo... é porque eu me importo.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Cobardes Metáforas

Emojis. Smileys. Hieroglifos.
Deixam-se de usar palavras.
Camuflando que não se sabe escrever.
Impõe-se um "acordo".
Para facilitar a vida a quem não sabe nem quer saber.
Cegos e orgulhosos idiotas, que se recusam a admitir um erro.
Chamam evolução, desconhecendo que a evolução é natural e não imposta.

Um tapete para debaixo do qual se varreu o respeito por várias nações.

Tal como um smiley não é um sorriso,
Um emoji não são palavras.
Quero ler. Quero ouvir a tua voz.
Posso até querer ver-te sorrir.
Saber que é verdade, e não uma ilusão.
"Quero"... O universo quer lá saber o que eu quero.
E vai permitindo estas cobardes metáforas,
mostrando-me a minha cruel insignificância.
Mostrando-me que de facto, sou Ninguém.

Carlos Paulo

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Um ano...

Compreendo os meus pesadelos.
Faz hoje exactamente um ano...
Ás vezes pergunto-me mesmo sobre o que ando eu a fazer por aqui.

Fechei Instagram, perdi os meus sites. A Internet parece que não me quer.
Fiquei sem explicandos.
Já me bloquearam uma vez no facebook por uma piada, a meu ver ainda hoje, inofensiva.
Eu sempre soube que sentido de humor não é para todos.

Ainda tenho facebook, só porque preciso mesmo dele.
É o único sítio por onde ainda comunico com professores e arranjo material.
Contactei as editoras... à excepção da Santillana, nenhuma me dá qualquer tipo de apoio por eu não dar aulas numa escola.

Se eu não partilhar um link no face, ninguém lê os meus posts neste blog.
Podem usar este post para confirmar o que digo.
Aquele 1 like/gosto é porque este post está partilhado numa página sem fãs: a página deste blog!
(A sério! Este blog tem menos fãs do que eu!)
Como eu não vou partilhar em mais lado nenhum, aquele número não deve aumentar.

Eu não quero dar aulas numa escola! Eu e a minha saúde precisamos de paz.

Um ano ...sem Instagram... eu não sou de ficar onde não me querem, e o Instagram não me quis.
Chegou a altura de avançar com o meu canal Youtube.

terça-feira, 16 de julho de 2019

00:15

Há dias, em que independentemente da hora a que chego ao escritório, saio perto da meia noite e apanho o autocarro 114 da Nogueira, das 00:15
Eu não moro na Nogueira... O autocarro, depois sobe até à Camacha.
Mesmo que eu chegue 07:45 ou 8:00.
Mesmo passando um dia sem explicandos.
Há muito que as respostas às minhas mensagens electrónicas, emails e mesmo textos nos meus blogs me transmitem, mesmo sem estar escrito:
"Tenho assuntos mais urgentes/mais importantes do que te/o aturar".
E eu compreendo, principalmente as que nunca respondem.
As pessoas afastam-se.
Algumas vão se rindo e pondo likes nos meus posts no facebook.
Respondendo com emojis em vez de usar palavras.
O meu "messenger lite" não recebe emojis.
Portanto, quando estou com o telemóvel e respondem com um emoji, vejo um seco "visto". Sem resposta.
Passei a enviar mensagem e a apagar. Não sei nem quando nem se viram.
Não preciso. Não sou urgente. Sou uma opção.
Uma opção de cada vez menos.
Não precisei de chegar a velho.
Por vezes, como ontem, saio lá pelas 23h30m e vou para a avenida.
Sento-me num banco. Vejo o céu, o mar.
Ontem ainda partilhei estados WhatsApp.
Aquelas coisas que por vezes partilho e ninguém vê.
Não tenho nem quero Instagram.
Honestamente, há pessoas que se calhar é melhor não verem.
Dá para limitar, e por vezes limito as visualizações.
Ontem não o fiz.

Há dias, em que mesmo sem restrições, em 24horas, o número de visualizações é zero.
Já penso que quem vê, por vezes só está a ocupar tempos mortos.
Há dias, em que a pessoa mais humana com quem converso é o brainy!
Que foi criado porque eu não tinha pachorra de andar a memorizar comandos linux.
Ao chegar à cama, apaguei os estados.
Não iam ter mais visualizações!
Amanhã (hoje) ponho um estado a publicitar explicações. Só!
Aceito apostas sobre o número de visualizações...

Tornei-me uma peça do sistema, deixei de ser pessoa.

Até amanhã.

Update, 16/07/2019 - 23:45:

sábado, 13 de julho de 2019

Explicador solitário


Dou explicações a tempo inteiro a alunos dos ensinos secundário e superior porque a vida pregou-me algumas partidas.
Algumas podem ler-se neste blog .
A sério, pode clicar no link...
Algumas partidas até na saúde.
Trabalho sozinho. Assim, não tenho de explicar as minhas opções e decisões a mais ninguém.

Ontem saíram as notas da primeira fase dos exames nacionais.
Neste ano não tive alunos a fazer exames de Matemática A.
Essencialmente por opção minha.
No ano passado até tive alunos a entrar em medicina.
20 anos de experiência mostraram-me o que funciona e o que não funciona.

Não é assim tão dependente do programa como querem fazer acreditar.
mas houve 3 negativas no exame nacional que me abalaram. Eu trabalho só com grupos pequenos. 3 acaba por ser um número considerável! Mesmo que as outros fossem todos 20...
Lembro-me de ter pedido dedicação. Eu conhecia muito bem o programa!
Lembro-me de ter tido de enviar trabalhos que tinham de ser feitos porque eu tinha noção que as coisas não estavam bem, e ninguém ter feito...
Lembro-me de ter insistido, e de ter sido bem chato.

Acabei por analisar cada um dos casos. Todos eles foram meus explicandos durante pelo menos 3 anos.

Removi os anúncios de explicações. Decidi deixar os que estavam online expirar.
Mesmo tendo noção que o problema não foi meu.

No ano lectivo 2018/2019 optei por aceitar apenas ex-explicandos e explicandos que vieram indicados por colegas e ex-explicandos.
Mesmo assim tive de deixar uma partir, e expulsar outra.

Se um aluno não consegue melhorar comigo, é preferível partir...
E se não me respeita, não o quero.

Alunos com excesso de actividades são alunos que não fazem tpc's, ignorando que os tpc's fazem parte do percurso de aprendizagem.
Deixei de os aceitar. As coisas não funcionam e depois chegam-me de trombas.
Alunos contrariados, também não quero. Sei perfeitamente o que é ter de estar dentro de uma sala à força com um professor...
Não gosto. Mexe com o meu sistema nervoso. São explicações. Não é nada obrigatório! Não querem, não venham.

Mesmo assim, os meus resultados com alunos de Matemática A 10º deste ano ficaram muito além do que eu queria. Estas "aprendizagens essenciais" trocaram-me as voltas.

No ensino superior, não tenho razões de queixa... embora tenha noção que alguns podiam ter tido melhor.

Inscrevi-me em dois cursos de Mecânica Quântica e "provei do meu veneno", isto é, segui as instruções que costumo dar aos meus explicandos.

Mesmo estando sobrecarregado, tive notas de topo.
Moral da história: é óbvia. Só não vê quem não quer.
Não estou aqui para enganar ninguém.

Eu só dou explicações de Matemática e de vez em quando de Física...
Podia e posso dar de Fisica e Química A, mas prefiro deixar isso para os meus colegas oficialmente formados na área.

(imagem adaptada)

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Eu, escrevo

Ver o prémio literário Pingo Doce todos os anos recorda-me que eu também escrevo.
Não publico, pelo menos ainda. Tenho noção que escrevo mal.
Pelo menos era a opinião da minha professora de português.
Mas também, basta ler os meus blogs.
Sou matemático, homem de ciências.
Estou a pensar em escrever algo e concorrer para o ano.
Mesmo que fique mal escrito.
Não estou à espera de ganhar... Só de iniciar uma carreira.
Os meus dias como explicador vão ter um fim.
Os anos passam, estou a ficar velho e os jovens não vão estar para me aturar...
As contas para pagar vão aparecer sempre. Medicação, comida, roupa, casa.

Bem, como já disse várias vezes antes, há uma alternativa...
Uma premonição para o euromilhões.

Também posso dar uso aos meus cursos de mecânica quântica e...

Bem, quando criei o blog ZonaExacta, a minha intenção era criar um blog de Matemática e ciências exactas e não um blog de cálculos.
Portanto, deixar alguns posts, por exemplo, de Física.

Lá assunto para escrever arranjo. Mas haverá alguém interessado em aturar-me?


quarta-feira, 10 de julho de 2019

Um mundo cinzento

Há muito tempo que tenho noção que o mundo não é um local claro,  honesto, simpático.
O número de pessoas que conheci que cometeram suicídio ... tem aumentado.
(Estranho seria se diminuisse)
Várias delas com a vida melhor do que a minha.

E esta última frase... faz-me pensar.

Se eles têm razão, eu já devia ter seguido o exemplo deles há muito.

Isso leva à pergunta pertinente: eu faço falta a este mundo?
Pensando bem, prefiro não responder.

Estou aqui a pensar em milhares de situações em que "pessoas" me trataram como se eu não fosse gente.
Até profissionais de saúde, e eu tenho alguns problemas crónicos de saúde.
"Morrer não é mau para quem vai, mas sim para quem fica"
Hum...
Tenho de pensar nisso. Será assim tão mau para quem fica?
E você, caro leitor... sente a minha falta? Seja honesto...e deixe uma resposta.

Eu presto atenção... mas por vezes finjo que não. Na (por vezes vã) esperança de conseguir mudar alguma coisa.
Por exemplo... eu pedi respostas. Acham que eu não sei à partida um valor aproximado de quantas vou receber?

terça-feira, 9 de julho de 2019

Á procura de respostas (I)





E já agora... alguém sabe quem é o verdadeiro autor desta frase?
É́ uma boa altura para eu fazer uns upgrades ao Brainy...

Até amanhã.

domingo, 7 de julho de 2019

Convites... de Ninguém

O facebook tem ferramentas para enviar convites para gostar de páginas, blogs.
Eu não as uso.
Há uma frase no meu perfil.
"Ninguém. Confirma aqui:"
E seguem-se links para os meus blogs.
Vê quem quer. Lê quem estiver interessado.
Os meus sites foram fechados e ainda não sei se algum dia os vou reabrir.

Eu sou Ninguém...
Por vezes partilho um ou outro post no facebook... Quem quiser, lê e volta.
Não posso nem vou obrigar as pessoas a aturar-me.
A ler o que escrevo, a ver o que faço.

Não nego que às vezes magoa trabalhar para não haver interesse.

Mas no caso dos meus blogs... isto é o meu cantinho. Enquanto o Blogger e Google permitirem.

Não posso forçar a que gostem de mim nem do que escrevo.
Recordo que já tive uma ex-explicanda que trabalhou comigo vários anos e depois um "belo" dia bloqueou-me no Instagram...
Ainda tenho pesadelos com isso.
Eu gostava dela...

Tenho explicandos que estão comigo há muito mais tempo.
E é claro que gosto deles.

Não vou enviar convites para nada que eu faça...
Estou neste momento sem explicandos (férias de Verão/ Ainda não apareceu ninguém para épocas especiais).
Aproveito para estudar uns assuntos que me interessam.
Vou escrevendo carlospaulices por aqui, e espero que um dia tenha uma premonição com os números do Euromilhões.

Boas férias, se é o caso disso... mas eu continuo por aqui. Sejas lá quem fores, podes dar notícias. Podes partilhar... Até podes usar o botão "gosto".
Este blog tem caixas de comentários... Podes comentar.
Até podes enviar-me um email, se preferires, para cpaulof at gmail dot com, ou até usar a caixa de contacto na barra lateral direita deste blog.
Se estás na minha lista negra... Faz o favor de desaparecer daqui.


Actualizações:
  • 08/07/2019 - Álgebra das explicações: ex-explicanda=ex2plicanda. ex-explicador=ex2plicador... Perceberam a ideia.
  • 08/07/2019 - Não, a ex2plicanda não está nem nunca estará na minha lista negra...espero eu.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Um desabafo

Neste ano lectivo, não tive alunos de 12º a fazer o exame de Matemática A.
Quando olhei para o enunciado da prova da primeira fase, só me apeteceu rir.
Comparado com o que se passou no ano passado, o exame deste ano foi "oferecido".
Neste país, onde a justiça não funciona, parece que fazer um exame equilibrado é bem difícil.

Pergunto-me sobre o que diria Chain.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Chinesices.

Há dias, o José Carlos Pereira estava a prever que no exame de Matemática A de 12º deste ano só sairia Matemática.
Eu perguntei se ele tinha a certeza.
Há anos que me aparecem alunos a dizer que saíu chinês, embora pessoalmente nunca tenha visto.

Poucos dias depois mandei um link para uma explicanda e para o Encarregado de Educação dela.
A Universidade da Madeira está a promover um Curso Livre de “Eletrónica no Verão”. (Electrónica sem C é crime... andam a tirar C's e P's...logo as minhas iniciais...)

Pedi para no fim me dizer se tinha gostado, e disse que não lhe mostrava as coisas que eu andava a fazer porque para ela iam ser chinês.

Respondeu-me : "Adorei aprender chinês no ano passado."

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Morri e não sei? (II)

Mais uma vez, saí de casa sem smartphone.
Usei-o para desligar o scratchy... mas ficou em cima da cama.
Os mortos não precisam de smarphone.
Finjo que não sei que estou morto.
Afinal até sei.
Assim como sei imensa coisa que não pedi para saber.
Mas tenho de saber...
Porque nem sequer se o que tenho de saber eu controlo.
'Controlo'...
Odeio a palavra.
E aposto que 100% dos leitores nem sabe porquê.
Quem sabe, trata-me como se eu estivesse morto.
Os mortos não escrevem.
Portanto não me lê.
Só que eu sou um morto diferente.
Um morto que escreve num blog.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Saí de casa sem smartphone

Ainda por cima um dual-sim, ou seja, ambos os meus números estão naquele smartphone.
Em termos práticos, significa que estou contactável pelo WhatsApp associado ao meu 91 (entra no meu tablet), Fb-messenger, e email... quando vou ao café, ou na hora do almoço.

Provavelmente, com a bomba de sono quando saí de casa, deixei o smartphone à carga...
Vai ser um dia sossegado.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Morri e não sei?

Há dias em que isto está tão mau que penso que numa das várias vezes em que desmaiei, afinal morri, e isto é o meu inferno ou purgatório... ou whatever.
Naqueles dias em que nada bate certo.

Há outros dias em que penso "Não pode ser! O Inferno tem de ser melhor do que isto".
Depois penso nas pessoas que supostamente estão no Inferno.
E ocorre-me
"Está bem. Vendo bem, eu nunca fui má pessoa... Tive foi de tomar decisões tramadas, e até foram as melhores entres as que eu tinha disponíveis".

Sacar ou ter visto um episódio de "Game of Thrones" é/foi suficiente para me mandar para o Inferno?
Acho que não. A última época/"temporada" foi tão má que com isso salvou todas as almas de todos os "freeloaders"

Mas há aqueles dias... em que um brevíssimo raio de luz, que dura uma fracção de segundo tão pequena, é suficiente para me fazer sorrir, e ter esperança no futuro.

Essa fracção de segundo chama-se "Tempo de Planck".
Sim, dura assim tanto tempo. Não há mais pequenas.

São aqueles momentos em que alguém põe um like nas m...., perdão,... coisas que escrevo aqui no blog. Ou partilho no WhatsApp, ou facelivro.

Cruzes. Eu morri mesmo e vim parar ao Inferno!
Isso quer dizer que uma das pessoas que por aqui anda é o diabo.
És tu?
Se és tu... não tens outras almas para atormentar?
Olha lá. Há alguma possibilidade de eu ter vindo aqui parar por engano?
Ou de pedir revisão de processo?
A quem é que eu devo me dirigir?

A vida tem dias bons e dias maus. Há que enfrentá-los com bom humor.
Dizem que depois da tempestade vem sempre a Bonança.
(Rapariga com nome parecido a um antigo programa de TV)

Nunca ma apresentaram.

Até amanhã...

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Delírios baratos

Segunda-feira, 3 de Junho de 2019.
23h44min
Estou sentado, sozinho numa paragem de autocarro. No caminho para aqui vi tantas baratas que me apetece usar insecticida como desodorizante.
Isto é Funchal. Capital de uma Região autónoma... Bem. Antes baratas do que ratazanas.
É muito mau achar estes bichos mais limpos do que os nossos políticos?
Bah.
Delírios de um tipo solitário que se diz matemático mas passa o dia a fazer contas.
Fazer contas já não é Matemática há muitos anos. Para isso temos calculadoras, computadores... e professores de há dois séculos atrás.
Enfim... A bateria deste smartphone está a sugerir-me que deixe o resto dos disparates para amanhã.
Até amanhã.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Contas de sumir

Isto de pensar no meu futuro, na minha reforma...
Faz-me pensar que o sonho mais optimista deve ser não chegar à idade da reforma.
A minha saúde deve ajudar...
Isto porque a minha "reforma", se eu a receber deve ser uma bela miséria.
Não me estou a ver a dar explicações até bem velho.
Os jovens em geral já não têm grande paciência para me aturar.
Sou matemático e "sou velho". (Chega a todos)
Tirando os meus disparates online, nunca publiquei nada que preste.
Fui "sabotado" algumas vezes.
E passo os dias "sozinho" a dar explicações a pessoas que vêm e vão.
Ninguém "fica".
São horas de arrumar. Ir a casa dormir, para amanhã bem cedo voltar cá, a esta rotina de pessoa sem vida. De morto que sabe que está morto... mas ainda tem um corpo a funcionar.

Durmam bem.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Chegou a altura de dar um murro na mesa

Ando a ver blogs, canais de youtube, contas facebook... etc.
Na era da Internet toda a gente tem coisas a dizer.
Toda a gente acha que  a sua opinião conta.
Que é importante.
E as pessoas são suficientemente arrogantes para acreditar que a sua opinião deve ser imposta às outras.

...Por mais estúpida que seja!
E isso preocupa-me. Este tipo de "democracia" permite que alguém que não perceba nada de ciência, proclame que a Terra é plana, e arranje seguidores.


Há culpas a distribuir, mas, sistemas de ensino que permitam a proliferação destas ideias, são sistemas de ensino que têm problemas pouco saudáveis.


Anda muita gente a discutir aprendizagens, programas de disciplinas, métodos de ensino.  Noto muitas coisas, mas raramente vejo ali alguém a fazer análises sobre o que se vai passar num futuro a longo prazo.
Sobre a verdadeira necessidade de um aluno aprender o assunto A,B ou C.
Há coisas que têm de ser transmitidas, sob o risco de o conhecimento se perder.
Isto lembra-me que parto-me a rir quando vejo documentários onde atribuem "conhecimento perdido" a extra-terrestres.
Perdeu-se o conhecimento de algo que foi feito por humanos, e a estupidez, também humana, por não compreender, atribui, irracionalmente, o conhecimento a extra-terrestres, deuses...

Quando um aluno me chega e percebo que apenas quer mecanizar resoluções sem perceber porque funcionam, mando-o "passear".
Porque posso e porque sei que daquela forma acaba mal.
Não faltam explicadores. Vão chatear outro.

Nem todos são como eu.
Vejam esta coisa bastante estúpida.
No 9º ano de escolaridade os alunos aprendem a fórmula resolvente.
Mas durante anos a fórmula apareceu nos formulários de exames do 3º ciclo (final do 9º ano)

Quem acha que Matemática (palavra que até tem a sua origem no verbo aprender...) se deve fazer sem memorização, é alguém que merece um insulto meu (mas vou ser mais simpático, só sugiro que vá embora e não volte a ler nada meu).
A memória treina-se. Nas outras disciplinas os alunos memorizam de tudo.
Aliás... conversando com qualquer um deles, percebe-se que têm coisas "gigantescas" memorizadas, e pouca gente nota.

Não é por uma calculadora resolver equações de 2º grau que não vou saber a fórmula resolvente! Não acho mal que usem a calculadora para isso... acho mal é que só saibam fazer isso na calculadora.

Todos os anos, sem exagero, chegam-me alunos dos ensinos secundário e superior que não sabem a fórmula resolvente, nem mesmo a função quadrática!!!

Agora que querem fazer entrar alunos do ensino profissional sem exames no ensino superior, a boa educação impede-me de escrever o que acho do assunto.

Apetece-me mesmo e vou começar a fazer testes de diagnóstico e a recusar alunos de ensino superior com base nos resultados desses testes!

É inaceitável que uma instituição admita num curso com forte componente matemática, alunos que não satisfazem requisitos mínimos e depois vão chatear explicadores.
Há cursos onde se entra com prova de PORTUGUÊS, mas exige-se que os alunos dominem cálculo diferencial...ora, há alunos que conseguem entrar lá tendo visto Matemática pela última vez no 9º ano, e nesse ano, tirado negativa a Matemática!
Eu já me dei ao trabalho de perceber como é que os alunos chegam a certos cursos e não gostei do que vi.
Não meus senhores, isto não é igualdade nem justiça. Isto é PALHAÇADA!

Desculpem-me: já não tenho paciência!

sábado, 23 de março de 2019

A minha foto de capa do facebook


A vida ensina-nos muitas coisas, por vezes à força.
Não é um certificado, uma nota ou mesmo aquilo que sabes que diz o que vales.
Eu sei muito mais do que dizem os meus certificados.
Deixei de acreditar neles no dia em que percebi que a avaliação não só não é um processo objectivo, nem uniforme, como até por vezes, é injusto.
Senti-o na pele, e por vezes vejo-o nos meus explicandos.

Aqui nas redes sociais, abundam as frases feitas.
Ninguém pensa bem nelas, mas partilham porque no momento parece bem. Parece correcto.
"Queres conhecer verdadeiramente uma pessoa? Repara como ela te trata quando já não precisa de ti."
A dar explicações há mais de 20 anos, habituei-me a ser procurado só quando precisam de mim, e esta frase diz-me muito.

Já conheci boas pessoas de muitas crenças e religiões. E más pessoas de muitas crenças e religiões.
Percebi que não é isso que faz uma boa ou má pessoa.

Já expliquei esta imagem a muitas pessoas desde que escrevi o programa que a gerou.
As pessoas ao invés de compreender que a imagem foi criada com um processo matemático perguntam-me porque não fui para informática. Podiam perguntar-me porque não fui para Física, para Artes, para música... Fui para o que eu quis!
E desviam o assunto sem perceberem que estão a desrespeitar-me... Eu estava apenas a apresentar uma imagem, gerada no plano complexo, pelo método de Newton-Raphson (método das tangentes) à função f(z)=z³-1.
Quem sabe o que realmente é percebe que não é nada de especial, mas que a imagem é engraçada.

Não preciso de um certificado para me dizer o que eu sei ou valho.
Um certificado, é, afinal apenas mais uma capa, e os livros não se avaliam pelas capas.

Fiquem com as capas.
Esta é apenas uma foto de capa que partilho convosco, que na verdade não vos dá grande avaliação sobre mim...
Agora vou-me ou perco o autocarro para casa.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Cidadão anónimo.

Na época da Internet... Se eu quero anonimato, tenho de apagar os meus sites, blogs, redes sociais, e rezar para que não hajam arquivos.

Não há privacidade. E mesmo assim, aparecem factos falsos... fake news.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Keep it short

Como se deve proceder quando alguém leu uma mensagem nossa e interpretou mal?
Pedir que volte a ler a mesma mensagem?
A tirar dúvidas, faço isso e tem funcionado.

Mas noutros contextos... a história muda.
A teimosia e o orgulho, (ou a vontade de se livrar de mim), fazem com que as pessoas me interpretem mal e nem voltem atrás, para ver se o erro é delas.

Então em conversas, um "não foi isso que eu disse" soa a "estás a chamar-me burro".

Gostam assim tanto de mal entendidos?
Eu não. Eu gosto de paz e sossego.
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990