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domingo, 6 de setembro de 2015

"Férias"...

De momento tenho alguns dias livres, embora deva começar nesta semana com explicações de 12º.


Dias para acabar de redesenhar o meu site pessoal, este blog e o meu blog de explicações.
Ainda quero escrever um programa "tabela de verdade" para calculadoras Texas Instruments.
(Alguém interessado em oferecer-me uma TI-84 Plus CE ou uma TI-Nspire CX CAS ? )
Fazer versões actualizadas dos cadernos/pdf's de exames, pelo menos de Matemática B e Matemática de 9º ano.
O de Matemática A 12º já está pronto.
O de Matemática B 11º, está em andamento. Tenho de fazer umas correcções face à versão anterior, para além de adicionar os exames de 2015, mas penso que deve ser o próximo a ficar pronto.
O de Matemática 9º, deste ano, ainda nem comecei...

A parte final passa por actualizar o script LaTeX utilizado nos anos anteriores e por a correr numa consola Linux,recorrendo ao TeX Live, ou em Windows recorrendo ao MikTeX.

Na verdade tenho usado imensas ferramentas. Algumas estão listadas na segunda página dos pdf que disponibilizo.

Fora estes trabalhos mais informáticos, tenho de preparar mais material para o novo programa de Matemática A 10º ano, pois já me chegaram pedidos de explicação, e o que tenho é de longe insuficiente.

Na verdade, o que eu gostaria de fazer era ir para ali estudar alguns assuntos que estão em modo de pausa há algum tempo.
Começo a receber notícias dos meus explicandos a informar-me que entraram no ensino superior.

Tendo em conta a minha experiência pessoal, muitas vezes não sei se deva dar-lhes os parabéns ou os meus pêsames.

Olhando à volta, absolutamente ninguém tem a minha história. Todos têm histórias diferentes, com características bem distintas. Algumas histórias bem stressantes, mas a maioria teve uma passagem "limpa", sem incidentes, o que leva quem mal me conhece e por algum motivo cruza-se com episódios da minha história pessoal, a duvidar de mim.

Tenho coisas mais interessantes para fazer.

Mas não me pagam contas... pelo menos ainda.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um futuro brilhante...

Muitas vezes vejo comentadores a dar opiniões sobre o presente e o futuro do país.
Se for na TV, acabo por mudar de canal ou simplesmente desligá-la e ir fazer algo mais interessante.
O futuro do país...
Neste momento eu vejo o meu futuro a tender para "sem abrigo".
Tenho uma licenciatura em Matemática...
Larguei 2 mestrados.
Já aturei muita gente parva na vida e já engoli muitos sapos (como pode demonstrar a minha gastrite crónica).
"Bom dia sr empregador. Sei calcular integrais, resolver equações diferenciais, percebo algumas coisitas de grupos e aneis, já não me lembro de grande coisa de grupos de Galois, a última vez que fiz alguma coisa com eles tinha menos 12 anos, não gosto de Investigação operacional, mas sou perito em álgebra linear, Análise complexa e percebo umas coisitas de Análise Funcional e Análise numérica. Sim, também de Computação numérica, mas neste momento não tenho computador decente para fazer disso... Tem algum emprego bem pago para mim? "

Explicações.. bem... por aqui não me dão uma perspectiva de futuro a longo prazo.
"É sempre preciso de Matemáticos"- ouço quem não faz ideia do que diz a falar.

Verdade seja dita. Recuso-me a voltar a trabalhar com quem já me atraiçoou uma vez. Recuso-me a voltar a lidar com gente estúpida que contribuiu para que eu chegasse ao ponto em que estou hoje.

É incrível como fui prejudicado por decisões que não foram minhas! Decisões que não me deram outras hipóteses a não ser ter de tomar decisões por vezes drásticas...

Vejo muitas pessoas com ideais giros, muitas filosofias e psicologias baratas, e imensas frases feitas.
Que fiquem com elas... Eu não acredito no pai Natal.
Não mas imponham. Não quero saber. Desapareçam.

Um pedido de desculpas nunca fez mal a ninguém.
Façam o vosso trabalho decentemente. Sejam profissionais e... metam-se na vossa vida.
Brincar com o futuro dos outros devia ser crime.

Vendo bem, se fosse crime... não servia de muito porque a justiça por cá funciona bem mal.

É melhor começar a procurar uma ponte... vou mesmo precisar de um tecto.

Esperança? Não me façam rir... Já são muitos anos a ver sonhos esfumar-se.

E pensar que um dia... esqueçam! Realmente, os sonhos são para os caloiros.


Até à próxima.

quarta-feira, 7 de março de 2012

(Des)Honestidade Académica

Quando se fala de desonestidade académica, muitas vezes ocorre-nos coisas como exames fraudelentos, copianço, entrega de trabalhos feitos por outras pessoas...
Recordo-vos que existem outros tipos de fraude académica.
Avaliações que mudam as regras a meio ou no fim do ano lectivo, notas atribuídas sem qualquer avaliação, e até, imagine-se, professores que com juízos pre-determinados limitam as opções, ou complicam mesmo a vida dos alunos.
Mas quando se fala de fraude académica, o elo mais fraco é "sempre" quem está a ser avaliado, nunca quem avalia.
Portanto, eu sou a favor da chamada "avaliação dos professores".
Quem chega ao cargo de professor deve ser periodicamente avaliado psicologicamente, e também ser periodicamente avaliado na área que lecciona. Para termos um ensino de qualidade, os professores devem ser igualmente libertos dos excessos de burocracias que muitas vezes impede que sejam preparadas boas aulas. Aliás, algumas aulas são tão más que é até imoral exigir a presença de um aluno.

Não me venham com tretas: Por melhor que seja e mais experiência que tenha um professor, uma aula pouco ou nada preparada é algo desonesto e irresponsável:com o futuro das pessoas não se brinca (o mesmo recado deve ser dado ao nossos políticos).

Este tipo de avaliação não se deve cingir ao ensino pré-universitário.
A filosofia "quero posso e mando" não pode ter lugar por ninguém em nenhum grau de ensino, e honestamente, devia ser considerada crime.

Este outro tipo de desonestidade académica é um dos muitos factores que me faz ter decidido afastar-me definitivamente de faculdades e universidades.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um ano para esquecer...

Se mudando de ano a vida mudasse... Eu gostaria que 2011 chegasse ao fim bem depressa.
No entanto, não há nada que suporte cientificamente a crença popular "ano novo, vida nova"...
Aliás, os últimos 10 anos da minha vida devem servir como contra-exemplo para essa crença.
Mas 2011 foi particularmente mau.
Mortes de familiares, internamentos graças a sérios problemas de saúde, e o "fim" da minha carreira académica.
Como consolo disse-me o meu antigo professor, colega e amigo professor Dinis Pestana :
"Espero que continues de algum modo, uma vez que não é necessário ter nenhum grau para se ser um Ramanujan."
Deixei "fim" entre aspas, pela simples razão que, como qualquer mortal, não sei o que me espera o futuro.
A verdade é que...
Estou farto de ser limitado pela arrogância, e ideias pré-concebidas de pessoas que por trabalhar em ciência deviam saber que "certeza" é uma coisa que não devia existir.
Estou farto de ter de contar os tostões para viver.
Estou farto de ver políticos a mentir, roubar, e anunciar austeridades impunemente.
Estou farto de uma comunicação social parcial que nos atira constantemente areia para os olhos em vez de falar de assuntos realmente importantes.
Estou farto de pessoas que fazem questão de se meter na minha vida sem fazer ideia do que tem sido a minha vida.
Estou farto de ter razões de queixa... (E SIM, eu tenho mesmo... e muitas)
Estou farto dos meus problemas de saúde.
Estou farto do mau nome que a Matemática tem, quando de facto, o mau nome deve-se a maus profissionais e a maus alunos.
...
Que venha 2012...
O fim do mundo?
O meu mundo já acabou algumas vezes... Se 2012 for o fim do mundo, é só mais um.

2011 foi tão mau que dá para contar pelos dedos de uma mão os momentos bons e ainda sobram dedos...

2011 foi um ano para esquecer.
Será que 2012 será assim tão mau? Pelo menos eu, estou disposto a dar-lhe uma hipótese...

[Que remédio, não é? A menos que eu arranje uma máquina do tempo, não tenho como saltar directamente para 2013 ou 2014]

Posso não precisar de um grau... mas preciso de ver dinheiro a entrar na minha conta...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O azar faz parte da vida.

Conhecem aquela a sensação de ter uma pessoa a dar-vos palpites ou a julgar-vos pelas decisões que tiveram de tomar na vida?
Obviamente se as pessoas soubessem com antecedência o que ia acontecer após tomar certas decisões, provavelmente não as teriam tomado.
Cada um de nós teve experiências únicas que acabaram por modelar quem somos e a nossa forma de agir perante as situações.
Por isso, muitas vezes o que me apetece dizer a certas pessoas é algo do tipo:
"Com todo o respeito que mereces: e se fosses à merda?"
ou um mais simples;
"Mete-te na tua vida: eu fiz o que tinha a fazer e acabou".
É como vocês fazerem uma aposta (2 euros) no euromilhões, não sair, e depois vir alguém criticar-vos por terem escolhido os números errados!
Mas eu, por norma, mesmo que apeteça muito, evito insultar as pessoas, e quando se tornam muito chatas, começo a evitá-las.

A vida não traz livro de instrucções. Cada um vive como pode e consegue, de acordo com a sorte ou o azar que vai tendo na vida.
No entanto, há quem deva ser chamado à atenção.
Quem, por estupidez, mesquinhez ou arrogância, complique, estrague ou destrua a vida dos outros, deve ser responsabilizado...

Por exemplo, no meu caso, quem são as pessoas para me apontar o dedo se por exemplo eu me recusar a voltar a por os pés na UMa em certas circunstancias, a regressar à fcul ou, tiver abandonado dois mestrados?
Certas decisões não foram nada fáceis, outras resumem-se a uma questão de não querer voltar a ter seja o que for com pessoas que perderam a minha confiança e o meu respeito.

Se com isso estou a complicar a minha vida?.. A minha vida já é bem bem complicada e que sabem as pessoas dela? as pessoas sabem o que eu quiser que elas saibam, e fora disso sobram boatos.

Como encontrei há dias no facebook:

Sim... eu desisti de 2 mestrados.Não me arrependo. E depois? Mas também deixo bem claro, que o principal problema foi sempre a estupidez de pessoas, e não os meus vários problemas de saúde.

O azar faz parte da vida.
Respeitem as pessoas e suas decisões.
Isto é algo que já estou farto de dizer, mesmo aqui, neste blog... embora de outras formas.
Deixem os juizos lá para Deus, se forem crentes, e se não forem, pensem na (mesmo que longíqua) hipótese de estarem enganados e serem julgados pelo Deus que vocês sempre afirmaram não existir.

Até à próxima.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Regressos

No dia 31 de Julho regressei definitivamente à Madeira.
Recordo que a 8 de Setembro de 2006, meti-me num avião em direcção a Lisboa, rumo a um novo futuro...
Quase 5 anos depois, a situação é pior do que estava em 2006.
"Os sonhos são para os caloiros" dizia Philoctetes, no filme de animação da Disney, Hércules.

Começo a pensar que ele tinha razão.

Não vou por-me a filosofar sobre os meus azares e acções dos últimos 5 anos.
Mas condeno quem me apontar o dedo. Fiz os possíveis e o que estava ao meu alcance.
Estou cansado, arruinado e a precisar de vigilância médica. Aliás... ainda tenho de contactar um médico por cá, pô-lo a par da minha situação e entregar-lhe (uma cópia d')a minha documentação médica.

Regresso à minha velha condição.
Cinco anos depois vejo muitos antigos alunos, (ex-)colegas, familiares e conhecidos bem colocados em empresas, com as vidas mais ou menos bem organizadas (com alguns problemas mas nada de mais... problemas todos têm).

Mais uma vez a pergunta é:
E agora?

Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990