Lembro-me de entrar numa sala de aula e o programa da disciplina ser menos de 50% semelhante ao que me foi apresentado aquando da candidatura. Isso aconteceu porque o professor que fez o programa original, não era o professor responsável pela disciplina. Isto não foi um caso isolado... mas sim, quase a norma!
Pensei que depois de vários episódios desonestos na licenciatura – de onde destaco, disciplinas escolhidas pela universidade, classificadas na minha documentação como 'opções', ou um seminário que o professor transformou na cadeira que lhe apeteceu e deu notas sem uma avaliação objectiva –, que estava a entrar num sítio objectivo e honesto...
Mas isso não aconteceu. Nem sequer tive sorte com o sítio onde fiquei alojado (Em 2006 não haviam residências para alunos de mestrado)...
Coordenadores de mestrado que preferiam estar fazer outra coisa qualquer, e que chegaram a me dizer alguns sérios disparates.
Ouvi uns (disparates) giros sobre 'as minhas' opções na licenciatura... opções, que como referi acima, não foram minhas!
Veio o processo de Bolonha, ou como prefiro chamar, de 'Burlonha', ou 'Borlonha'... e novos programas, mais uma vez significativamente diferentes dos que me foram apresentados!
Mas que raios! Vender gato por lebre não é crime?
A gota de água foi a referência feita por um professor (idiota) à nota do seminário da licenciatura seguida de um 'nem devia estar aqui'....
(Se nem devia estar ali, porque aceitaram a minha candidatura? Já agora, faz ideia do que se passou nesse seminário, noutra instituição de ensino superior? Para fazer um comentário desses, tem de 'saber tudo' ou não tem legitimidade).
Chegou o momento de dizer 'BASTA' ... plano B: mudança de área geográfica.
Mais uma vez, não tive lá muita sorte. Os problemas foram outros...
(Voltei a ouvir uns comentários giros sobre as 'minhas' opções na licenciatura...)
mais do que uma vez cheguei a entrar numa sala de aula com a nítida sensação 'a minha nota está predefinida, independentemente do que eu fizer... '
Chantagens, erros informáticos, problemas de saúde, hospitalizações (sim, plural!),... enfim...
Os anos 2006-2011 foram mesmo maus!
Ouvi imensos disparates que culminaram na minha decisão de não voltar a Burlonha, essa terra de burlões que dá pelo nome oficial de 'ensino superior'.
Na minha história pessoal, o dia 31 de Julho de 2011 ... merece o título 'dia da liberdade'! Muito mais que o dia 25 de Abril de 1974...
Sabem? Eu acabei o secundário com 20 a Matemática, 20 a Física, com ... esqueçam.... isso foi no século XX...
E isto são CarlosPaulices no século XXI.
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Burlonha, terra académica dos burlões
domingo, 12 de maio de 2013
Os bons, os maus e eu
Por estes dias anda a circular pela Internet um vídeo viral onde um individuo é visto a "dar uma lição de moral" a uma professora.
Pelo que ele diz, o problema daquelas aulas é que passam mais tempo a ler do que a aprender.
Bem, agora que toda a gente tem uma câmara no telemóvel estes casos vão começar a surgir mais vezes.
Se isso contribuir para uma melhoria na qualidade do ensino, acho bem. Se vier apenas para dar espectáculo... raios partam esta sociedade!
Nos meus 21* anos de estudante eu apanhei professores de muitos tipos.
Vários excelentes, muitos muito bons, imensos bons, duas mãos cheias de maus.
No fim, só há dois tipos de professores que ficam nas nossas memórias. Os bons, por serem bons, e os péssimos, pelos motivos opostos.
Professor é uma profissão tremendamente importante, e quem não tem vocação para o fazer nem devia estar no lugar, pois está a estragar o futuro de muita gente.
Lamento Erasmo, o mundo não é perfeito. Há professores que deviam estar noutra profissão.
O mau
O que é que faz um professor cair na categoria de mau?
Há muitos tipos de maus professores, por isso é complicado responder a isto.
Eu também já tive professores que se sentavam à mesa e se punham simplesmente a ler folhas ou o manual.
E sim, é verdade, com esses não aprendi nada ou quase nada.
Algures ainda antes de chegar ao secundário, aprendi a ler os livros em casa.
Em muitos assuntos aprendi muito mais do que nessas "aulas de leitura", e o hábito ficou..
No superior, os maus aumentaram drasticamente.
Lembro-me particularmente de umas aulas práticas de introdução à programação onde só ligámos o computador três vezes.
Mais uma vez tive de tomar a iniciativa e passar tempo à frente do computador, a aprender o que devia ter aprendido nas aulas.
O que chateia é estes indivíduos fazerem-nos perder tempo a ir a estas aulas tornando-as obrigatórias.
Outro foi um que passava as aulas a apresentar acetatos com fórmulas...
Mas esse, eu já estava vacinado..
"As aulas são sempre assim? Se são eu fico em casa."
"As práticas são piores"
"Ah bom..."
Baldei-me às aulas e tive o melhor exame da disciplina.
Houve outras aulas de outras disciplinas a que não tive hipótese de assistir por doença ou por sobreposição de horários por no ano anterior ter passado imenso tempo hospitalizado, e que fizeram imensa falta, como no caso da última disciplina que fiz na licenciatura, e que sem espanto foi a minha pior nota.
Aliás, as minhas piores notas não se deveram a maus professores, mas sim à minha saúde.
Tive vários tipos de maus.
Os que não preparavam aulas e metiam os pés pelas mãos. Os que simplesmente copiavam de um papel para o quadro e depois atrapalhavam-se com questões simples. Os que exigiam que soubéssemos coisas que nunca fizeram parte sequer dos programas das nossas disciplinas/curso e penalizavam-nos pelas lacunas e fizeram avaliações bem injustas (tive um que uma vez distribuiu notas entre 10 e 12 sem qualquer tipo de avaliação porque assumiu "que nós não percebíamos nada do assunto...")
E então, em ambos os mestrados que frequentei, mas principalmente no primeiro, bem, dava para escrever um livro.
Mas a minha maior dúvida que ficou desse 1º é:
" Como é que só com dois alunos se pode fazer tanta trampa numa só disciplina?".
Outra é: "para que é que nos pedem certa documentação se nem olham para ela?".
Enfim... Vamos passar aos bons porque dos maus ainda não contei nada e só as memórias conseguem dar-me tonturas (!).
O Bom
Felizmente, há bons professores e estão longe de ser uma minoria. Encontrei esta imagem no facebook
E de facto mostra uma das grandes características de todos os bons professores: Está preparado.
Muita gente ignora o que essa preparação custou.
O bom professor não dá aulas que possam ser consideradas "perda de tempo".
O bom professor está à vontade na área que ensina (ou se não está, aparenta estar).
O bom professor não é aquele que nos facilita as avaliações e só dá boas notas. O bom professor é aquele que ensina.
Existe uma comunidade no facebook, o grupo "eu agradeço a um professor" , que tem a capacidade de de vez em quando me fazer lembrar de todos os bons professores que tive.
Lembro-me de pelo menos dois que uma vez até se deram ao trabalho de se deslocar à faculdade só para me dar uma aula extra. ou dos que me visitaram/contactaram há dois anos no hospital Garcia Orta, onde estive internado algumas semanas.
Ainda hoje, de vez em quando mantenho contacto com eles. Aliás, com o nascer das redes sociais, consegui coleccionar alguns por lá.
Espero não lhes ter dado maus vícios.
Para concluir partilho uma lista frases que deixei há uns anos numa nota numa rede social:
The art of teaching is the art of assisting discovery. ~Mark Van Doren
Who dares to teach must never cease to learn. ~John Cotton Dana
I like a teacher who gives you something to take home to think about besides homework. ~Lily Tomlin as "Edith Ann"
A good teacher is like a candle - it consumes itself to light the way for others. ~Author Unknown
Good teachers are costly, but bad teachers cost more. ~Bob Talbert
What the teacher is, is more important than what he teaches. ~Karl Menninger
Don't try to fix the students, fix ourselves first.
The good teacher makes the poor student good and the good student superior. When our students fail, we, as teachers, too, have failed. ~Marva Collins
-O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.
Teaching is leaving a vestige of one self in the development of another. And surely the student is a bank where you can deposit your most precious treasures. ~Eugene P. Bertin
-Um professor afecta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influencia
A teacher who is attempting to teach without inspiring the pupil with a desire to learn is hammering on cold iron. ~Horace Mann
The best teachers teach from the heart, not from the book. ~Author Unknown
* Na verdade, mesmo fora do ensino acho que sempre sempre serei estudante, para além de qualquer outra coisa que eu faça na vida para garantir a minha subsistência,.
Pelo que ele diz, o problema daquelas aulas é que passam mais tempo a ler do que a aprender.
Bem, agora que toda a gente tem uma câmara no telemóvel estes casos vão começar a surgir mais vezes.
Se isso contribuir para uma melhoria na qualidade do ensino, acho bem. Se vier apenas para dar espectáculo... raios partam esta sociedade!
Nos meus 21* anos de estudante eu apanhei professores de muitos tipos.
Vários excelentes, muitos muito bons, imensos bons, duas mãos cheias de maus.
No fim, só há dois tipos de professores que ficam nas nossas memórias. Os bons, por serem bons, e os péssimos, pelos motivos opostos.
Professor é uma profissão tremendamente importante, e quem não tem vocação para o fazer nem devia estar no lugar, pois está a estragar o futuro de muita gente.
Lamento Erasmo, o mundo não é perfeito. Há professores que deviam estar noutra profissão.
O mau
O que é que faz um professor cair na categoria de mau?
Há muitos tipos de maus professores, por isso é complicado responder a isto.
Eu também já tive professores que se sentavam à mesa e se punham simplesmente a ler folhas ou o manual.
E sim, é verdade, com esses não aprendi nada ou quase nada.
Algures ainda antes de chegar ao secundário, aprendi a ler os livros em casa.
Em muitos assuntos aprendi muito mais do que nessas "aulas de leitura", e o hábito ficou..
No superior, os maus aumentaram drasticamente.
Lembro-me particularmente de umas aulas práticas de introdução à programação onde só ligámos o computador três vezes.
Mais uma vez tive de tomar a iniciativa e passar tempo à frente do computador, a aprender o que devia ter aprendido nas aulas.
O que chateia é estes indivíduos fazerem-nos perder tempo a ir a estas aulas tornando-as obrigatórias.
Outro foi um que passava as aulas a apresentar acetatos com fórmulas...
Mas esse, eu já estava vacinado..
"As aulas são sempre assim? Se são eu fico em casa."
"As práticas são piores"
"Ah bom..."
Baldei-me às aulas e tive o melhor exame da disciplina.
Houve outras aulas de outras disciplinas a que não tive hipótese de assistir por doença ou por sobreposição de horários por no ano anterior ter passado imenso tempo hospitalizado, e que fizeram imensa falta, como no caso da última disciplina que fiz na licenciatura, e que sem espanto foi a minha pior nota.
Aliás, as minhas piores notas não se deveram a maus professores, mas sim à minha saúde.
Tive vários tipos de maus.
Os que não preparavam aulas e metiam os pés pelas mãos. Os que simplesmente copiavam de um papel para o quadro e depois atrapalhavam-se com questões simples. Os que exigiam que soubéssemos coisas que nunca fizeram parte sequer dos programas das nossas disciplinas/curso e penalizavam-nos pelas lacunas e fizeram avaliações bem injustas (tive um que uma vez distribuiu notas entre 10 e 12 sem qualquer tipo de avaliação porque assumiu "que nós não percebíamos nada do assunto...")
E então, em ambos os mestrados que frequentei, mas principalmente no primeiro, bem, dava para escrever um livro.
Mas a minha maior dúvida que ficou desse 1º é:
Outra é: "para que é que nos pedem certa documentação se nem olham para ela?".
Enfim... Vamos passar aos bons porque dos maus ainda não contei nada e só as memórias conseguem dar-me tonturas (!).
O Bom
Felizmente, há bons professores e estão longe de ser uma minoria. Encontrei esta imagem no facebook
E de facto mostra uma das grandes características de todos os bons professores: Está preparado.
Muita gente ignora o que essa preparação custou.
O bom professor não dá aulas que possam ser consideradas "perda de tempo".
O bom professor está à vontade na área que ensina (ou se não está, aparenta estar).
O bom professor não é aquele que nos facilita as avaliações e só dá boas notas. O bom professor é aquele que ensina.
Existe uma comunidade no facebook, o grupo "eu agradeço a um professor" , que tem a capacidade de de vez em quando me fazer lembrar de todos os bons professores que tive.
Lembro-me de pelo menos dois que uma vez até se deram ao trabalho de se deslocar à faculdade só para me dar uma aula extra. ou dos que me visitaram/contactaram há dois anos no hospital Garcia Orta, onde estive internado algumas semanas.
Ainda hoje, de vez em quando mantenho contacto com eles. Aliás, com o nascer das redes sociais, consegui coleccionar alguns por lá.
Espero não lhes ter dado maus vícios.
Para concluir partilho uma lista frases que deixei há uns anos numa nota numa rede social:
The art of teaching is the art of assisting discovery. ~Mark Van Doren
Who dares to teach must never cease to learn. ~John Cotton Dana
I like a teacher who gives you something to take home to think about besides homework. ~Lily Tomlin as "Edith Ann"
A good teacher is like a candle - it consumes itself to light the way for others. ~Author Unknown
Good teachers are costly, but bad teachers cost more. ~Bob Talbert
What the teacher is, is more important than what he teaches. ~Karl Menninger
Don't try to fix the students, fix ourselves first.
The good teacher makes the poor student good and the good student superior. When our students fail, we, as teachers, too, have failed. ~Marva Collins
-O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.
Teaching is leaving a vestige of one self in the development of another. And surely the student is a bank where you can deposit your most precious treasures. ~Eugene P. Bertin
-Um professor afecta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influencia
A teacher who is attempting to teach without inspiring the pupil with a desire to learn is hammering on cold iron. ~Horace Mann
The best teachers teach from the heart, not from the book. ~Author Unknown
Bom resto de fim de semana
* Na verdade, mesmo fora do ensino acho que sempre sempre serei estudante, para além de qualquer outra coisa que eu faça na vida para garantir a minha subsistência,.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Acabar com mitos...
Um dos maiores erros de julgamento de pessoas da Matemática que já enfrentei foi o de confundirem matemáticos que trabalham em áreas como análise numérica, investigação operacional, ou mesmo inteligência artificial com informáticos e vice versa.
É dos erros mais estúpidos e mais reveladores da ignorância das pessoas.
Não assumam esta "ignorância" como ofensa É um facto!
Constou-me que numa suposta instituição de ensino superior conseguiram até fundir as disciplinas de análise numérica e investigação operacional. Não fui confirmar, nem vou me dar ao trabalho.
Análise numérica é Análise Matemática. Não é Matemática computacional, não é Cálculo, não é um conjunto de receitas que se possa utilizar. A análise numérica desenvolve métodos que permitem obter boas aproximações para as soluções exactas de problemas, quando estas existem. Nasceu muito antes da informática!
Claro que esses métodos podem ser implementados computacionalmente. Ou seja, uma pessoa que trabalhe em Análise numérica, não é um "mero programador", ou uma pessoa que apenas segue algoritmos.
Regra geral um problema tem de ser bem estudado por forma a que a pessoa da análise numérica acabe por conseguir desenvolver um algoritmo que permita, num número finito de passos obter uma "boa" aproximação.
Aqui, a noção de "boa" depende do problema.
A investigação operacional lida essencialmente com problemas de optimização. Dada a natureza da Análise numérica, e mesmo da Análise Matemática, é natural que tenham algumas àreas em comum!
Ninguém de bom senso, e conhecedor cometerá o erro de fundir uma cadeira de Análise Matemática com uma cadeira de Investigação Operacional.
Porque o farão com Análise Numérica? Por ter uma componente computacional? Por ambas poderem tratar de alguns problemas em comum?
Análise Numérica e Investigação Operacional são áreas bem distintas e vastas. Tenham juízo!
Se apenas olham para as áreas com a visão muito míope de "conjunto de algoritmos" sugiro que consultem um oftalmologista.
Agora, vamos ver, confundir uma pessoa de Análise Numérica com um informático... Acho que muito informático se sentirá ofendido com esta confusão, e vice versa. É como confundir uma ave de rapina com um réptil.
(Ninguém é réptil nem ninguém é a ave de rapina... a comparação é que é do mesmo tipo...)
Quando eu ontem disse que mostraria como é que o computador pode resolver o problema de Alhazen, não estejam à espera de uma resposta 100% informática... aliás, o tratamento será mais do tipo, 99% Matemático e 1% Informático, e digo isto porque tenho aqui várias páginas A4 manuscritas com deduções e testes de fórmulas.
Para tratar de problemas matemáticos, os computadores não fazem milagres.
Apenas executam algoritmos que são o fruto de (geralmente) muito trabalho por parte de pelo menos um matemático.
O informático consulta o material do matemático para estas coisas...
Meu nome é Carlos Paulo e eu sou matemático *
*Embora apenas licenciado pré-Bolonha em Matemática, e tenha tido duas frequências em mestrados
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Austeridade... e contenção de despesas: o fim de mais uma era.
Se em 2011 vi-me forçado a abandonar o mestrado... a verdade é que no cenário actual, mesmo que eu quisesse, no presente ano lectivo, continuar seria impossível.
A tal de "crise" de que muitos falam, para algumas pessoas está a sair bem cara.
Não só ser-me-ia impossível pagar as propinas, como seria impossível estar deslocado.
Por cá na Madeira, os medicamentos deixaram de ser comparticipados.
(Ok, os meios de comunicação social dizem que o governo está a montar um esquema para nos devolver,nos centros de saúde o dinheiro das comparticipações... mas obviamente isto não é solução: os centros de saúde já andam cheios de doentes, e muitas pessoas passam o dia no trabalho, e quando saem, o centro de saúde já fechou... mas não vou discutir o assunto aqui, deixo isso para os nossos comentadores políticos das TVs, que tipicamente não fazem ideia do que dizem).
A mim, a contenção de despesas, em breve vai obrigar-me até a cortar na Internet (Sim, eu vou ficar sem Internet, e este blog, no qual eu publico de forma irregular, deve cair no limbo por tempo indeterminado).
Não é a dar explicações por cá que vou conseguir aguentar-me.
A alternativa seria dar explicações no Funchal, mas os transportes públicos estão a ficar bem caros com todos estes aumentos ditados pelos idiotas que acham que assim vão "salvar" Portugal, e só compensaria com um número adequado de alunos... e com uma sobrecarga de trabalho da a minha parte. Não está fora de hipótese, mas dado o cenário actual, é algo que tem de ser muito bem estudado.
Escrevo estas linhas no meu já velhinho Pentium IV com mais de 10 anos.
Estou a poupar o Scratchy para os meus projectos e trabalhos. Ás vezes pergunto-me até quando aguentará, visto que comprar um substituto também está fora dos meus planos...
2012 pode não ser o fim do mundo, mas, vai a caminho de ser o fim do mundo tal como eu o conheço.
"Deus escreve direito por linhas tortas"
Esperemos que sim...
A tal de "crise" de que muitos falam, para algumas pessoas está a sair bem cara.
Não só ser-me-ia impossível pagar as propinas, como seria impossível estar deslocado.
Por cá na Madeira, os medicamentos deixaram de ser comparticipados.
(Ok, os meios de comunicação social dizem que o governo está a montar um esquema para nos devolver,nos centros de saúde o dinheiro das comparticipações... mas obviamente isto não é solução: os centros de saúde já andam cheios de doentes, e muitas pessoas passam o dia no trabalho, e quando saem, o centro de saúde já fechou... mas não vou discutir o assunto aqui, deixo isso para os nossos comentadores políticos das TVs, que tipicamente não fazem ideia do que dizem).
A mim, a contenção de despesas, em breve vai obrigar-me até a cortar na Internet (Sim, eu vou ficar sem Internet, e este blog, no qual eu publico de forma irregular, deve cair no limbo por tempo indeterminado).
Não é a dar explicações por cá que vou conseguir aguentar-me.
A alternativa seria dar explicações no Funchal, mas os transportes públicos estão a ficar bem caros com todos estes aumentos ditados pelos idiotas que acham que assim vão "salvar" Portugal, e só compensaria com um número adequado de alunos... e com uma sobrecarga de trabalho da a minha parte. Não está fora de hipótese, mas dado o cenário actual, é algo que tem de ser muito bem estudado.
Escrevo estas linhas no meu já velhinho Pentium IV com mais de 10 anos.
Estou a poupar o Scratchy para os meus projectos e trabalhos. Ás vezes pergunto-me até quando aguentará, visto que comprar um substituto também está fora dos meus planos...
2012 pode não ser o fim do mundo, mas, vai a caminho de ser o fim do mundo tal como eu o conheço.
"Deus escreve direito por linhas tortas"
Esperemos que sim...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
E tudo o vento levou...
Desistir de uma coisa importante não é algo que se faça facilmente nem sem perder imenso tempo a pensar.
Estou cansado e farto. Principalmente de pessoas.
Cheguei mesmo a um ponto em que tive de dizer basta.
Tenho 33 anos. Não ocupo o lugar que devia ocupar graças a uma série de azares, mas ainda mais graças a um conjunto de pessoas que foram aparecendo sequencialmente, e que uma a uma foram destruindo o que poderia ser o meu futuro.
Desde pessoas que tiveram a arrogância de por uma opinião acima de uma avaliação justa, a pessoas que irresponsavelmente não estiveram para preparar transições em alturas de mudança.
Sabem que uma vez, lá pelos meus 20 anos, tive um professor que me atribuiu um 10 (de 1 a 20) sem qualquer avaliação?
[Sabem que impacto isso tem na média de uma pessoa?]
Chegou a altura de procurar novos rumos... numa altura bem difícil, em que toda a gente aperta o cinto, onde os políticos só se preocupam em fazer entrar dinheiro nos cofres do estado e não se preocupam como.
Não esquecer o passado e, se possível divulgá-lo. Pode ser que com isso, se comecem a reduzir as atitudes de muita gente que não merece o cargo que ocupa.
"Não se julga um livro pela capa..."
Desistir "facilmente"? Se eu tivesse tido uma vida fácil não era aqui que eu estava...
Este é o último capítulo de um episódio neste blog.
Com sorte, novos e melhores episódios virão.
Estou cansado e farto. Principalmente de pessoas.
Cheguei mesmo a um ponto em que tive de dizer basta.
Tenho 33 anos. Não ocupo o lugar que devia ocupar graças a uma série de azares, mas ainda mais graças a um conjunto de pessoas que foram aparecendo sequencialmente, e que uma a uma foram destruindo o que poderia ser o meu futuro.
Desde pessoas que tiveram a arrogância de por uma opinião acima de uma avaliação justa, a pessoas que irresponsavelmente não estiveram para preparar transições em alturas de mudança.
Sabem que uma vez, lá pelos meus 20 anos, tive um professor que me atribuiu um 10 (de 1 a 20) sem qualquer avaliação?
[Sabem que impacto isso tem na média de uma pessoa?]
Chegou a altura de procurar novos rumos... numa altura bem difícil, em que toda a gente aperta o cinto, onde os políticos só se preocupam em fazer entrar dinheiro nos cofres do estado e não se preocupam como.
Não esquecer o passado e, se possível divulgá-lo. Pode ser que com isso, se comecem a reduzir as atitudes de muita gente que não merece o cargo que ocupa.
"Não se julga um livro pela capa..."
Desistir "facilmente"? Se eu tivesse tido uma vida fácil não era aqui que eu estava...
Este é o último capítulo de um episódio neste blog.
Com sorte, novos e melhores episódios virão.
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Kobayashi Maru,
Mestrado
quarta-feira, 15 de junho de 2011
1 dia de cada vez...
Em 2008, os meus planos eram gastar apenas 2 anos neste mestrado.
Mas como a vida nunca me corre bem, regressaram problemas de saúde que já deviam ter morrido,apareceram problemas na casa onde vivia, e neste momento... a minha conta bancária está "a zeros".
Por motivos de saúde... pode ser complicado envergar pela via de
"estudante-trabalhador".
Há 3 anos que não tenho um ano normal.
Desta vez, estou mesmo à espera de uma solução que venha do céu.
Posso dar explicações... há alguém interessado?
Se chumbarem é de graça...[ e eu fico na mesma...]
Mas como a vida nunca me corre bem, regressaram problemas de saúde que já deviam ter morrido,apareceram problemas na casa onde vivia, e neste momento... a minha conta bancária está "a zeros".
Por motivos de saúde... pode ser complicado envergar pela via de
"estudante-trabalhador".
Há 3 anos que não tenho um ano normal.
Desta vez, estou mesmo à espera de uma solução que venha do céu.
Posso dar explicações... há alguém interessado?
Se chumbarem é de graça...[ e eu fico na mesma...]
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Kobayashi Maru,
Mestrado
domingo, 5 de junho de 2011
Adeus... até um dia
Chegou a altura de começar a empacotar as coisas... Dentro de um mês e picos regresso definitivamente à Madeira.
Vou apenas fazer mais uma ou duas disciplinas, transferir o meu processo médico para o hospital do Funchal, pedir um certificado de todas as cadeiras que fiz (vou pedir que o mandem para a Madeira).
Devo andar longe do blog por uns bons tempos.
Regresso um dia...
Até lá!
Obrigado a todos os que por aqui passaram ao longo dos anos.
PS1: Morte ao regime (dita)tutorial/torturial no ensino superior.
PS2: Evitem ter mais de 2 cadeiras em regime tutorial... mas o melhor mesmo é: FUJAM disso.
PS3: Nem todos os regimes tutoriais são torturiais... mas garanto que depois de um torturial, o melhor a fazer é fugir dos tutoriais.
Vou apenas fazer mais uma ou duas disciplinas, transferir o meu processo médico para o hospital do Funchal, pedir um certificado de todas as cadeiras que fiz (vou pedir que o mandem para a Madeira).
Devo andar longe do blog por uns bons tempos.
Regresso um dia...
Até lá!
Obrigado a todos os que por aqui passaram ao longo dos anos.
PS1: Morte ao regime (dita)tutorial/torturial no ensino superior.
PS2: Evitem ter mais de 2 cadeiras em regime tutorial... mas o melhor mesmo é: FUJAM disso.
PS3: Nem todos os regimes tutoriais são torturiais... mas garanto que depois de um torturial, o melhor a fazer é fugir dos tutoriais.
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Mestrado
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Obrigação moral
Abandonando mais um (e desta vez último) mestrado, tenho a obrigação moral de divulgar o que me aconteceu, nem que seja apenas para garantir que o mesmo não acontece a outras pessoas...
Qual a forma mais correcta de o fazer?
E a pergunta realmente séria... E agora? O que é que vou fazer?
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Mestrado
sábado, 28 de maio de 2011
Jogo psicológico
"Tu já desististe de um mestrado.
Se desistes deste não és aceite em mais lado nenhum.
Vais fazer o que eu quero como eu quero."
Se desistes deste não és aceite em mais lado nenhum.
Vais fazer o que eu quero como eu quero."
Anónimo - 2008
Sim, eu concordo, a última frase é indecente... Foi-me dita por um professor que eu vou manter em anonimato, num semestre em que eu andava com quatro cadeiras em regime tutorial.
Depois disto, não sou obrigado a ter de aturar o mau humor nem os maus dias desse professor tendo eu estado recentemente hospitalizado e a tentar evitar situações de stress...
Aliás... neste momento, depois do último e-mail que recebi, eu até faço questão de não voltar a tê-lo como professor... mesmo que isso implique desistir disto tudo, que é o que estou a pensar seriamente em fazer.
O stress faz-me mal.
Depois disto, não sou obrigado a ter de aturar o mau humor nem os maus dias desse professor tendo eu estado recentemente hospitalizado e a tentar evitar situações de stress...
Aliás... neste momento, depois do último e-mail que recebi, eu até faço questão de não voltar a tê-lo como professor... mesmo que isso implique desistir disto tudo, que é o que estou a pensar seriamente em fazer.
O stress faz-me mal.
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Num mundo à parte
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Kobayashi Maru :Vade retro regime tutorial
Sugestão de amigo: Nunca se inscrevam em cursos (licenciaturas, pósgraduações, mestrados, doutoramentos, pós-docs, etc's) com várias cadeiras em regime tutorial. Nalgumas delas, perdem direitos, só têm deveres, e ainda têm de "ouvir" opiniões (erradas e injustas) de pessoas que acham que têm o direito de julgar e se meter na vossa vida, e de vos negar direitos que teriam se a cadeira funcionasse em regime normal...(Como por exemplo, o direito a ter problemas de saúde).
Este é um Kobayashi Maru que (quase seguramente) vai me fazer não acabar este mestrado... nem mais nenhum mestrado em lado nenhum.
Este é um Kobayashi Maru que (quase seguramente) vai me fazer não acabar este mestrado... nem mais nenhum mestrado em lado nenhum.
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Sugestão de amigo
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Kobayashi Maru (2)
Para quem não conhece o significado de Kobayashi Maru.
Em Star Trek II - The wrath of Kahn (1982), é um cenário de vitória impossível. Noto, que não é de vitória difícil, mas sim de vitória impossível. Quem quiser saber de mais detalhes que veja o filme.... O Star Trek de 2009 também aborda o conceito, mas percebe-se melhor no filme 1982.
[No de 2009 vemos Kirk a fazer batota e a vencer o cenário e por isso não ficamos com a ideia de vitória impossível]
Kobayashi Maru é o nome de uma nova secção deste blog, sobre situações de "vitória impossível"
Em Star Trek II - The wrath of Kahn (1982), é um cenário de vitória impossível. Noto, que não é de vitória difícil, mas sim de vitória impossível. Quem quiser saber de mais detalhes que veja o filme.... O Star Trek de 2009 também aborda o conceito, mas percebe-se melhor no filme 1982.
[No de 2009 vemos Kirk a fazer batota e a vencer o cenário e por isso não ficamos com a ideia de vitória impossível]
Kobayashi Maru é o nome de uma nova secção deste blog, sobre situações de "vitória impossível"
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terça-feira, 24 de maio de 2011
Kobayashi Maru (I)
Muitas vezes temos de fazer escolhas e somos confrontados com as consequencias dessas mesmas escolhas.
As minhas escolhas são consequencias de um grande conjunto de factores, e costuma ter em vista o melhor cenário possível.
Por vezes esse "melhor cenário" possível é mau, levando-me a pensar que ou decidi mal, ou então... "se isto é assim nem quero pensar como seria se eu tivesse decidido de outra forma".
Mas, olhando para trás...vejo a única forma de tomar decisões de outra forma seria sabendo o que sei hoje, e que por pior que seja a minha situação, ela é a melhor possível.
De facto... por vezes a vida é uma bonita trampa.
As minhas escolhas são consequencias de um grande conjunto de factores, e costuma ter em vista o melhor cenário possível.
Por vezes esse "melhor cenário" possível é mau, levando-me a pensar que ou decidi mal, ou então... "se isto é assim nem quero pensar como seria se eu tivesse decidido de outra forma".
Mas, olhando para trás...vejo a única forma de tomar decisões de outra forma seria sabendo o que sei hoje, e que por pior que seja a minha situação, ela é a melhor possível.
De facto... por vezes a vida é uma bonita trampa.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Bolonha
The fewer beings who have the knowledge the more precious it becomes
[Não é esta a filosofia do processo de Bolonha?]
há tempos deixaram o episódio no youtube, e partilhei aqui no blog, mas como acabou por ser retirado do youtube por violação de copyright, também removi daqui.
Para mim, esta série animada foi a melhor série do Superman que já vi.
Muita gente pode dizer que "Batman - The animated series" é melhor... eu não contesto. Mas eu sou mais fã do kryptoniano.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
FAITH OF THE HEART
by Diane Warren and Russell Watson
It's been a long road getting from there to here
It's been a long time, but my time is finally near
and I can feel the change in the wind right now
Nothing's in my way
and they're not gonna hold me down no more
No they're not gonna hold me down
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart
It's been a long night trying to find my way
Been through the darkness, now I've finally had my day
and I will see my dream come alive at last I will touch the sky
And they're not gonna hold me down no more no they're not gonna change my mind
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart
I'm going where the winds so cold, to see the darkest days
But now the winds are free...only winds have changed
I've been to the fire and I've been to the rain
But I'll be fine cause I've got faith… faith of the heart
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got , I've got I've got I've got faith....faith of the heart
faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe and no one's gonna bend or break
I can reach any star, cause I've got faith, cause I've got faith, faith of the heart
(Música do genérico de "Enterprise / Star Trek - Enterprise" ... provavelmente a mais controversa de todas as séries de Star Trek, mas com uma excelente letra que se adapta a muitos cenários...)
It's been a long road getting from there to here
It's been a long time, but my time is finally near
and I can feel the change in the wind right now
Nothing's in my way
and they're not gonna hold me down no more
No they're not gonna hold me down
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart
It's been a long night trying to find my way
Been through the darkness, now I've finally had my day
and I will see my dream come alive at last I will touch the sky
And they're not gonna hold me down no more no they're not gonna change my mind
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart
I'm going where the winds so cold, to see the darkest days
But now the winds are free...only winds have changed
I've been to the fire and I've been to the rain
But I'll be fine cause I've got faith… faith of the heart
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got , I've got I've got I've got faith....faith of the heart
faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe and no one's gonna bend or break
I can reach any star, cause I've got faith, cause I've got faith, faith of the heart
(Música do genérico de "Enterprise / Star Trek - Enterprise" ... provavelmente a mais controversa de todas as séries de Star Trek, mas com uma excelente letra que se adapta a muitos cenários...)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Contactos, clones e ideias
Passei grande parte dos últimos 5 anos da minha vida sozinho.
É verdade que tencionava só passar 2 anos nesta "vida". Isto não é vida, mas tem de ter um nome, e a melhor aproximação ainda é "vida".
PS: neste conjunto totalmente desconexo de ideias deve haver uma que preste
É verdade que tencionava só passar 2 anos nesta "vida". Isto não é vida, mas tem de ter um nome, e a melhor aproximação ainda é "vida".
Muitas vezes é confortável esta "solidão". Não há conflitos, não há chatices...
Mas a troca de ideias com pessoas principalmente da área em que eu trabalho é algo de que eu muitas vezes sinto falta.
Ter 4 cadeiras em regime tutorial num semestre é tremendamente cansativo, para qualquer ser humano normal ( É quase um Kobayashi Maru )
Mas a troca de ideias com pessoas principalmente da área em que eu trabalho é algo de que eu muitas vezes sinto falta.
Ter 4 cadeiras em regime tutorial num semestre é tremendamente cansativo, para qualquer ser humano normal ( É quase um Kobayashi Maru )
Quanto mais para alguém com problemas de saúde.
O regime tutorial só costuma funcionar quando há muito poucos alunos.
Nem dava para discutir assuntos por telefone ou chat a não ser com os professores...
Duas cadeiras em regime tutorial e 3 em regime "normal" parece-me o ideal...
Faz-me alguma impressão só estar rodeado de gente bem mais nova, ou ver amigos e antigos colegas com a minha idade casados, já com 2/3 filhos.
Fico feliz por eles. Não foi esse o caminho que a minha "vida" levou.
Ainda tive azares que me obrigaram a tomar decisões que noutras circunstâncias ninguém tomaria. E ainda há quem me pergunte se eu estou "bom da cabeça".
Ainda tive azares que me obrigaram a tomar decisões que noutras circunstâncias ninguém tomaria. E ainda há quem me pergunte se eu estou "bom da cabeça".
Se calhar não. Mas recordo que de facto não conheço absolutamente ninguém que trabalhe em Matemática que seja completamente "normal".
Provavelmente este é o preço que tenho de pagar se quero ser um matemático sério.
E se o preço é esse... pagá-lo-ei.
Há um ano e alguns meses atrás, lembrei-me de uma brincadeira que fiz há uns anos.. uma foto montagem, em que eu e outros 2 eus estávamos a a trabalhar.
Repeti a brincadeira... juntei texto, e...
Durante alguns meses, uma sequência de 6 ou 7 fotos acompanhadas de textos onde eu e os meus duplicados, a que chamei indevidamente "clones", - mas que provavelmente tornou a piada mais acessível a muita gente- discutíamos todo o tipo de disparates, foi parar ao meu facebook.
O facebook, o msn, o gtalk, o skype, o telemovel e todos esses meios electrónicos não substituem o contacto real com as pessoas.
Os meus "clones" não são reais... (mas divertem-me).
Por vezes, quando estou cansado e incapaz de trabalhar, escolho aleatoriamente pessoas no meu email/sms e mando-lhes uma mensagem.
" Olá.. como vai a vida..."
" Olá.. como vai a vida..."
Se obtiver resposta... óptimo. Vamos lá trocar emails. :)
Se não obtiver... simples, vamos lá escolher outra pessoa.
Por vezes, é o suficiente para ganhar energia e motivação para trabalhar... e às vezes de uma conversa que não tem nada de especial, surge uma ideia.
Se não obtiver... simples, vamos lá escolher outra pessoa.
Por vezes, é o suficiente para ganhar energia e motivação para trabalhar... e às vezes de uma conversa que não tem nada de especial, surge uma ideia.
E as ideias são a melhor matéria prima com que se faz Matemática.
Depois de ter voltado a estar internado... cortei a internet no telemóvel.
Passo menos tempo ligado à net (incrível não é?)
E passo mais tempo a ler...
Passo menos tempo ligado à net (incrível não é?)
E passo mais tempo a ler...
As pessoas andam ocupadas... eu também.
E a "vida" continua.
E a "vida" continua.
PS: neste conjunto totalmente desconexo de ideias deve haver uma que preste
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