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domingo, 18 de dezembro de 2016

O Físico

No ano lectivo 1994/1995 eu estava no 12º ano de escolaridade, no agrupamento de ciências, na escola secundária Francisco Franco.
De toda a turma, apenas eu e um colega tínhamos escolhido Física como opção.
A princípio, não tínhamos professor, mas quando finalmente nos arranjaram um, passámos a ter Física junto com outra turma.
Assim que saíram os resultados do primeiro teste, ganhei a alcunha "o Físico"...
Bem, só durou o 12º, e só naquelas aulas.
Acabei com 20 a Física... mas licenciei-me em Matemática.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Voyager I, a lua e ...?


Não é novidade. Recentemente a NASA anunciou que a sonda Voyager I entrou em espaço interestrelar, isto é, atravessou a fronteira do sistema solar.. para sair dele.
A sonda foi enviada em 1977, e foi a primeira sonda a enviar-nos fotos com "close-up"s de Júpiter, Saturno e de alguns dos satélites naturais (ou luas, se preferir) de ambos.
Estamos em 2013 e continuamos a receber sinais daquela, que é a sonda humana mais afastada da Terra.

Continua a funcionar, sem manutenção e com uma capacidade de armazenamento considerada anedótica pelos padrões de hoje em dia..
Mas..
Hoje em dia será que temos algo tão duradouro?
A maioria dos computadores e calculadoras que temos requer manutenção ao fim de algum tempo.
Claro que podemos sempre alegar que a sonda está no espaço, e que por isso ficou mais bem conservada...

Mas será que o capitalismo (selvagem) de hoje em dia permite que as empresas fabriquem algo duradouro?
Será que um DVD gravado há 10 anos será legível num leitor de daqui a 20 anos? Ou daqui a 200?
(Basta fazerem uma pesquisa online e já vêm que não..)
Na idade da informação, a informação é mais volátil do que nunca, e como já observei, mais poluída do que em qualquer outro ponto anterior na história.

Já que falamos da NASA, sabem quando foi a última viagem que levou tripulantes humanos à Lua?
De acordo com os registos oficiais, em Dezembro de 1972 (Missão Apolo 17).
Portanto, há quase 41 anos.

O facto de nunca mais termos lá ido está a fazer crescer o mito de que nunca lá fomos...e outras teorias da conspiração no mínimo ridículas.
Hoje em dia, por mais ridícula que seja uma teoria tem sempre seguidores e divulgadores, por isso, não é de estranhar.
Com a tecnologia que temos actualmente, já mandámos sondas para Vénus (missões Venera), Marte (várias), Plutão (Sonda New Horizons:se tudo correr bem, em 2015 teremos as primeiras imagens de Plutão)...
Mas nunca mais pusemos um homem na Lua. Sítio onde, a meu ver, até já devíamos ter uma base ou estação espacial.

Mas eu compreendo. É preferível apostar em orçamento militar para nos matarmos uns aos outros, em bancos e cargos políticos para pessoas que desconhecem a realidade nos sugarem o pouco que temos...

A exploração espacial, a saúde e a alimentação da poptulação mundial deviam estar no topo das nossas  prioridades

Por vezes ouço o estúpido argumento de que o que se gasta aqui ou ali dava para matar a fome a não sei quantas pessoas.
Muitas vezes é um argumento estúpido, fruto de pensar pouco ou nada no que se diz (mas nem sempre). Conhecem aquele ditado:
"Dá um peixe a um homem, e estás a alimentá-lo por um dia. Ensina-o a pescar e estás a alimentá-lo por uma vida"?
Ao investir em investigação, estamos a distribuir canas e redes de pesca...

No caso da investigação espacial está a render-nos tecnologias que utilizamos no dia a dia
(O leitor tem a internet ao seu dispor... pesquise e confirmará por si próprio o que digo).

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mitos da Internet: Coca-Cola e Pepsi


Os mitos que rodeiam a Coca-Cola muitas vezes não têm qualquer fundamente científico, ou são muito exagerados por alguma comunicação social irresponsável que não investiga o que noticia, ou que dá credibilidade a quem não deve.
Já recebi muitos emails sobre os malefícios da Coca-Cola. Alguns até sugeriam experiencias com ossos...
Que até repeti e não obtive os resultados anunciados nesses emails.

Incicialmente até pensei que fosse algum tipo de campanha pela rival Pepsi, mas de facto, também recebo  mensagens sobre os malefícios da Pepsi, com a mesma credibilidade que os da Coca-Cola.

Na era da internet estas mensagens repetem-se em redes sociais, em mensagens de telemovel, em blogues, em sites, e ao fim de algum tempo a fonte original sem credibilidade perde-se e temos centenas ou milhares (ou milhões) de réplicas da mensagem original que evoluíram e começam a ficar envolvidas em teorias da conspiração.

Recentemente, chegou-me uma notícia de 2012, que podem ler aqui:
http://gizmodo.uol.com.br/corante-caramelo-da-coca-cola-e-da-pepsi-pode-causar-cancer/

De repente, de boca em boca aquele "pode causar" tornou-se em "causa", sem motivo para isso.
De acordo com a notícia, uma pessoa tem de beber 1000 latas (330 litros, se estivermos a falar das clássicas latas de 33cl) por dia para confirmar...

330 litros!!!!


Bem... eu garanto que se beberem 330 litros de água, ou de álcool. ou de outra coisa qualquer por dia também devem conseguir arranjar problemas...

No caso da Coca-Cola, recordo que até o slogan "Primeiro estranha-se, depois entranha-se" da autoria de Fernando Pessoa serviu de argumento para "demonstrar" os malefícios da Coca-Cola.

Não vou defender nem promover nenhuma das marcas de refrigerantes.
Apenas que deixem de ir em cantigas ou de acreditar em tudo o que se publica ( e por vezes de forma exagerada) na internet ou mesmo nos jornais.
A credibilidade conquista-se com notícias sérias, com fontes credíveis, e no caso de dados supostamente científicos, com experiências que possam ser repetidas por outros por forma a que se obtenham os mesmos resultados.

Apresentar dados ou conclusões com base em fontes questionáveis, ou utilizar como título conclusões altamente improváveis é mau jornalismo, e de certa forma, tentativa de manipulação da opinião pública.

Sugiro que, na idade da informação, as pessoas tenham sentido crítico, e não reencaminhem nem partilhem "má informação" . Não é censura! É honestidade!

Lutemos pela despoluição da informação!
Queremos informação de qualidade!

Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990