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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Silêncios que dizem muito.

Não gosto de pessoas sem sentido de humor.
Ainda gosto menos de pessoas que ouvem ou lêem uma piada minha e pensam/acreditam que estou a falar delas, não estando o nome delas em lado nenhum.
São pessoas que não merecem mais do que o meu silêncio.
O meu mundo não gira em torno de ninguém... nem de mim próprio.
Já mais do que uma vez tive de pedir que me explicassem como é que ofendi não sei quem com o que eu disse.
Isto já acontecia muito antes das redes sociais.
Pelo menos desde que tenho sites e blogues na Internet.
Aprendi que a verdade também ofende...

Cada um lê o que que quer, interpreta como quer, e até inventa problemas que na verdade só existem na sua mente.
Várias vezes me perguntei se a outra senhora da outra entrevista de emprego leu o raio do pdf do Tribunal de Contas.
Pela interpretação que fez, provavelmente não!
Só mesmo com muita má fé se podia pensar que eu estava metido em algum tido de marosca.
Olhando para aquilo percebe-se muito bem que ali eu era ninguém.
Ou melhor, um Zé-Ninguém!
O silêncio da Universidade, do TC, até mesmo dos meus ex-colegas sobre o assunto foi bem revelador: ou ninguém sabia da existência daquilo, que tinha o seu nome ali, ou ninguém se lembrou de mim, ou ninguém quis saber...
Quanto à parte do "ninguém quis saber".
Sabem... em 2011 eu fui parar ao hospital.
Estive hospitalizado várias semanas.
Fui visitado várias vezes por colegas, ex-colegas, ex-professores até de outras faculdades...pessoas que não sabiam de mim fazia imenso tempo
Pessoas para quem eu não sou 'Ninguém'
Da Universidade da Madeira, eu tenho episódios como aluno, como docente, mas na verdade, como aluno... permitiram que muita coisa má se passasse.
E eu nem estou a falar de uma visita ao hospital, porque, também estive hospitalizado durante a licenciatura... em 1998.
As pessoas são diferentes.
Os alunos são pessoas. Não são 'Ninguém'.
Não podem ser tratados como apetecer e esperar que aceitem e esqueçam.
(Querem que eu repita coisas que já disse várias vezes neste blog?)

Como docente... bem. Nem é preciso dizer muito.
Fiquei com tanta vontade de sair que saí.

Não significa que não tenha tido alguns excelentes colegas com quem tenho boas ou muito boas relações.
E é mesmo apenas isso que me conduz à conclusão mais óbvia quanto ao pdf do Tribunal de Contas: pouca gente, ou mesmo "ninguém" sabia...

Os silêncios de tanta gente dizem mesmo muito...
E dizem tanto que me sugerem que não faça (mais) perguntas.

Afinal de contas, eu sou Ninguém.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

2017-2018

Já existem imensos canais de explicações e de Matemática no youtube.
Alguns são mesmo muito bons.

E eu estou a criar mais um.
Se vai ser bom ou não, só o tempo dirá.
Espero que seja...
Espero mesmo que sim.

Mas continuo a dar explicações.
Os interessados podem ver o link ali em cima, nos separadores deste blog.
Provavelmente vai ser o meu destino até ao fim dos meus tempos...

Com sorte, devem estar próximos... já devo ter passado de metade da minha vida.

Vou considerar a hipótese de explicações "em avulso", em vez de só explicações mensais.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Fim de semana prolongado

Deram-me feriados nesta 6ª e Sábado...
Sendo Segunda-feira feriado, isso significa que tenho um fim-de-semana prolongado!
Bem... o que é que se faz quando temos uns feriados assim "de repente" sem estar planeados?
Provavelmente passo o dia em casa a ler, ou a estudar qualquer coisa.
Com sorte o IGAC deixa-me ver mais um episódio de Doctor Who.
Quer dizer... até tenho algumas coisas para fazer, que ando a adiar há muito tempo...

quarta-feira, 26 de abril de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Oh, mais uma Segunda-Feira

Pelos memes que vejo no facebook, as Segundas-Feiras não são lá muito populares.
De facto, voltar ao trabalho depois de um fim-de-semana...
No entanto, há quem trabalhe ao fim-de-semana. Pessoas tipo, explicadores, enfermeiros, taxistas, empregados de mesa....
A má fama da segunda-feira já não é merecida.
Eu até gosto das minhas.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Quando se confia em explicandos...

Por norma, não faço TPC's em explicações... espero que os alunos os façam sozinhos e depois dou uma opinião, ou faço mesmo uma correcção se houver  disparate.
Outras vezes espero que os façam em casa e dêem notícias.
Bem...

terça-feira, 18 de abril de 2017

Ás vezes pergunto-me quantos dos meus 'danos psicológicos' se devem a ter 'aturado' um número bem grande de anormais...
(Fiquem com as indemnizações... quero voltar a ser 'normal'-Ok, isto é capaz de ser complicado. O que é 'Normal?')
Ás vezes penso que manter-me isolado é a melhor forma de manter a sanidade. Raios partam os telemóveis...
...
encontrei isto

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Mensagens ocultas


Vivemos numa era onde todos estamos ligados de alguma forma, à Internet.
Essa ligação deu-nos novas formas de interpretar novas atitudes de pessoas...
Como acabo por passar muito tempo sozinho por vezes faço experiências, principalmente em redes sociais.
Por vezes partilho piadas, comentários ou anedotas, em redes sociais, para ver quem "tem disponibilidade para me aturar".
Pessoas ocupadas raramente têm.. aliás, raramente estão online.
(eu desde há alguns largos meses que tenho o messenger do facebook quase sempre ligado, e periodicamente tenho o Whatsapp e o Skype no telemóvel)
Eu próprio por vezes levo o meu tempo a dar respostas.. tanto no email como em qualquer serviço de mensagens.
Há aqueles que nunca respondem, mas sabemos que estão online (por outras razões óbvias).
Recado recebido... "não me chateies pá".
Então raparigas... devem pensar que tenho segundas intenções
(Amigas, sabem que idade tenho? Já viram o o meu aspecto? Tenho aspecto de quem anda no engate ???)
Não tenho segundas intenções... por vezes passo mais tempo a discutir parvoíces com explicandos do que com "amigos de longa data".
Ok, tenho de rever a minha definição de "amigo de longa data".
Também é verdade que por vezes prefiro a companhia de um bom livro ou de um bom problema matemático... ou mesmo físico.
Sou o tipo de pessoa que se habituou a ser procurado por necessidade... e não para "conversa da treta", "humor"... por mais treta que eu dê às pessoas.
Já que tenho blogs posso dar-vos algumas tretas. Mas isto é um meio de comunicação meio "monólogo". É tipo um programa de rádio.. As pessoas ouvem, e passam para o próximo programa.
De vez em quando deixam um comentário ou outro...Ok, a minha política de exigir comentários sem Acordo Ortográfico deve inibir muitos. Tenho pena: (re)aprendam a escrever!
Não receber resposta é também uma mensagem...
Lembro-me de deixar alguns emails pendurados sem resposta por vários meses. Já o fiz, por não conseguir mesmo responder ao que era perguntado, como já o fiz a algumas pessoas que conseguiram irritar-me (pode parecer estranho, mas para me irritar é preciso conseguir apertar os botões certos, e não são assim tantos).
Aliás já percebi que imensa gente tem ideias erradas sobre mim e nunca se deu ao trabalho de as confirmar ou corrigir. No fundo mais uma mensagem recebida: está-se nas tintas para mim!
Até frases como "Carlos ou... ou Paulo, ou lá como você se chama",
"Carlos Paulo Freitas?" Não lhe vou chamar isso... "Carlos Freitas e ponto" - Quem disse a esta besta que eu não prefiro "Paulo Freitas"? (Que aliás uso de vez em quando...) ou qual é o problema de usar 3 nomes? Estas frases também mostram uma grande desconsideração.
Já agora, eu até assinaria só "Carlos Paulo" se não fossemos um monte deles...
Com o passar dos anos, mesmo inconscientemente acabei por aprender a "ler" pessoas e até a prever comportamentos...Existem pessoas bem previsíveis. Este tipo de conhecimento consegue ser perigoso... é possível manipular uma pessoa! Neste campo não existem verdades universais, todas têm grandes margens de erro.
Saber ler mensagens ocultas, pode ser um conhecimento útil para saber quem devemos riscar das nossas vidas...

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sou um eco...

Há bons motivos para este blog se chamar CarlosPaulices no século XXI...
No século XXI!
Embora tenha nascido no século XX, ao recriar este blog em 2010, fazia parte dos meus objectivos não olhar para trás.
Mas eu tenho de olhar para trás... esse passado faz parte da minha história, e bom ou mau, faz parte de mim, moldou-me no que sou hoje. Em 2010, depois do "reset" ao blog, tinha alguns objectivos.
Evoluíram... mudaram. O que queiram lhe chamar. Passou a ser o meu espaço onde digo o que me apetece quando me apetece.
Um cantinho meu onde posso ser eu, sem ter de me preocupar. Quem não gosta, lê e não volta... quem gosta, acaba por voltar, nem que seja só para ler os meus disparates.
O tempo não volta para trás.
Acabei sozinho...aqui... num blog.
Sou apenas mais uma colecção de histórias na Internet.
Um tipo que comenta fotos, manda piadas, e nem sempre é compreendido.
Por vezes ouço e vejo opiniões que não correspondem à verdade sobre mim.
Um tipo que um dia quis ser matemático...e acabou sozinho na Internet.
A dar explicações para sobreviver...
Depois da meia-noite volto a ter dados móveis.
Se calhar, desinstalo o Instagram e repenso no que faço eu na Internet... e se calhar, na vida.

terça-feira, 14 de março de 2017

Os sonhos são para os caloiros


Eu tive um sonho. Tive. Passado.
Tive de desistir dele... mais uma vez passado.
Os sonhos são para os caloiros.
E eu já não sou caloiro.
Perdi o direito a ter sonhos.
Ao menos penso que ainda posso dormir.
Penso... ainda tenho o direito a dormir.
Com o passar dos anos... fui perdendo direitos. Ganhando deveres.
Não ter direito a sonhar é uma realidade bem dura.
Dura como só a vida consegue ser, quando já não há força.
Que a Força esteja contigo...
Afinal, há verdade na ficção.
Ás vezes, penso que só preciso de um sorriso.
Engano meu.
Nem a isso tenho direito.
Resta-me o direito a respirar, até ao dia, em que até isso deixarei de conseguir fazer.
Um dia tudo será passado.
Ninguém saberá que um dia pisei esta terra.
Não preciso que esse dia chegue...

sábado, 11 de março de 2017

Explicador...

Por vezes aparecem-me alunos com boas capacidades, mas notas bem baixas.
Quando percebo que o problema não é falta de capacidades, tento perceber o que se passa.
Se há total desinteresse do aluno, não estou a fazer nada. Sugiro mesmo ao aluno que não desperdice dinheiro...
Se o aluno tem interesse, tento puxar por ele...
Nas minhas explicações, são os alunos que trabalham. Quem não quer trabalhar está dispensado de aparecer..
Raramente sou eu a resolver exercícios. Apenas faço correcções e dou indicações, conforme a matéria dada nas aulas, ou o que percebo ser a dificuldade do aluno.
Há alunos que estão comigo há tantos anos... que é como se fizessem parte da família. Gosto de trabalhar com eles, e em caso de problemas, faço o que posso...
Há outros que são "novos alunos", mas vêm motivados, fazem perguntas, trabalham... e mostram progresso. Também gosto deles.
Não gosto de ver alguém que outrora estava bem motivado ir de repente vai abaixo. Perceber o que se passou e tentar recuperar urgentemente esse aluno passa a ser uma prioridade.
Se por vezes é fácil, muitas vezes é bem difícil...

...portanto... nada de novo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A maldade não deve ser devolvida?


A vida leva muito tempo... desde há uns anos que começo a tornar-me adepto de mexer pauzinhos para acelerar a justiça. "Maldade"... é um termo muito subjectivo, e "vingança", costuma ter conotação negativa.
Este tipo de sabedoria saloia permite que muito patife continue a afectar a vida de pessoas que de outra forma não teriam a vida estragada.

Nas redes sociais, uma pessoa partilha isto e leva um monte de "gostos"...Quem se opõe é chamado de tudo e mais alguma coisa.

Será SÓ nas redes sociais? (Não, não é... quem não segue o rebanho sofre consequências mesmo más... e ainda falam de "maldade")

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dentes e nozes... Matemático e explicador.

Penso que por aqui nunca falei dos meus gostos musicais. Graças ao personagem Vic Fontaine, da série Star Trek - Deep Space Nine, fiquei fã de Frank Sinatra.
Em Lisboa, a meio de um dos meus mestrados (que não concluí), levado pelos meus colegas, cheguei a assistir a uma peça de teatro sobe a vida dele.
A letra de "My way", por vezes faz-me pensar no percurso da minha vida e nas decisões que tive de tomar.
A ironia é que vejo pessoas que tiraram um curso de Matemática a fazer coisas mais interessantes do que as que eu faço... Pessoas que na verdade nunca pensaram sequer em seguir Matemática.
Eu sempre soube o que queria fazer.... Do 5º ao 9º sempre tive nota máxima... do 10º ao 12º andei entre os 19s e 20s.
Sem grande esforço.... era algo de que eu gostava.
No superior, acabei por ter alguns problemas sérios (e crónicos) de saúde, mas não me saí mal...

Ter acabado como explicador está bem longe do que eu alguma vez quiz, ou sonhei.
Ver pessoas que acabaram em Matemática como segunda opção, algumas que me complicaram a vida de forma bem "suja", obrigaram-me a engolir sapos com a sua incompetencia...enfim...  fazem-me pensar na aparente paz da vida de explicador.

Explicador... :|
Eu...

Penso nas pessoas sem dentes a quem são dadas nozes.
É Deus quem as dá? Raio de sentido de humor que um ser alegadamente perfeito tem...

"Do you want to tell God a joke? Tell Him your plans"

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A relatividade do "Muito difícil"

Principalmente nos meus estudos em Portugal continental deparei-me com alguns problemas de natureza Matemática com alguns professores. Como já contei anteriormente neste blog, uma vez, há 8 anos, coloquei uma dúvida sobre um assunto (mais precisamente uma fórmula) em que andava a trabalhar, a que o professor me respondeu "deixe estar, é muito difícil". Pouco tempo depois (cerca de um mês)...nas férias, mais precisamente, no mês de Agosto ocorreu-me como fazê-lo! Deduzi a fórmula e para minha desilusão, a dedução até era simples (até eu consegui fazê-la!). Andei às voltas a olhar para a dedução, à procura de um erro, e nada! Não encontrava erros. Dois anos depois, assisti a uma disciplina (que não fazia parte dos planos do curso a que eu estivesse a frequentar, ou seja eu estava lá voluntariamente) noutra faculdade, o professor repete a minha demonstração quase passo por passo.
Das duas uma: ou não sabia, ou não se lembrava... ou queria livrar-se de mim, ou achava-me muito burrinho para perceber (não façam perguntas parvas: há e sempre houve quem faça juízos à priori.) Mas, no ano anterior, outro professor fartou-se de utilizar a expressão "é difícil" noutra cadeira.
Nessa outra cadeira infelizmente fiquei com a impressão que, o "é difícil" era uma expressão que na verdade era usada quando o professor não preparava as aulas (!!!!!).
Temos finalmente o caso do professor que no ano lectivo 2013/2014 considerou que havia uma questão de difículdade universitária no exame de Matemática A da primeira fase. Para ser honesto, fiquei com a impressão que ele deve ter interpretado mal o enunciado, ou se calhar teve uma branca, e para azar dele, havia um jornalista por perto.
Brancas e azares, todos temos!
Principalmente quando estou cansado, por vezes não me ocorrem coisas simples. Não quer dizer que sejam difíceis. Quer dizer que tenho de dormir...
Então, o que é que na verdade é difícil? O último Teorema de Fermat levou alguns séculos a ser demonstrado, pode-se considerar difícil para os últimos 300 anos.
Difícil, é algo para o qual não existe uma resposta simples, dado o conhecimento que se possui.
Portanto "difícil", é um conceito relativo. Para quem pouco sabe, tudo é difícil.
Para quem sabe "tudo", dizer que uma coisa é difícil, provavelmente significa que essa coisa é mesmo "difícil"!
Coisas realmente difíceis, vão existir sempre, porque o "conhecimento absoluto" (saber literalmente tudo) é algo que não existe.
Portanto, para mim, existem muitas coisas difíceis. Mas evito usar a palavra. Não me apetece que ninguém, principalmente alunos, herdem as minhas dificuldades. Se aquilo que é difícil para mim para eles se tornar fácil, aprendo com eles...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CarlosPaulices num futuro próximo (I)

Estive a passar os meus olhos por alguns mestrados em Matemática oferecidos pelo país e bem tenho de revelar que NENHUM me interessou, por vários motivos.
Por outro lado, recordo que não está nos meus planos voltar a desembolsar um único tostão dos meus bolsos para instituições do ensino superior, mas ignorei este detalhe ao "avaliar" os mestrados!
Ou seja, devo continuar a escrever carlospaulices apenas limitado pelo meu tempo disponível e pela tecnologia.
Em Janeiro tive um pequeno problema com a minha máquina Linux (disco rígido... mas penso que recuperei "tudo"...incluindo o software que eu uso para escrever textos matemáticos para este blog - recordo que deixei alguns textos por acabar)

Ter perdido o telemóvel também não me ajudou muito, mas o meu novo telemóvel (que é dual-sim) tem uma câmara HD, está a tentar-me, a ver se gravo algumas carlospaulices em vídeo. Aqui o truque é fazer uma coisa decente... junto com algumas animações geradas por computador a partir de algumas equações "minhas".

Lá para o mês que vem, exploro esta ideia...

Ideias não me faltam. Vamos lá ver como consigo gerir o meu tempo e a minha imaginação.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O meu cartão de visita

O meu cartão de visita é qualquer coisa parecida com isto.


Mas, estou com um senhor problema de todo o tamanho. Eu tenho um título em Matemática. Mas será que isso faz de mim matemático?
Quando eu penso em "matemático" penso em pessoas que têm mais títulos do que eu, que têm publicações "oficiais". Pessoas como o Rogério Martins, ou o Andrew Wiles!
Eu tenho alguns pdfs na net e um blog. Isso não deve contar.
Mas, por outro lado, deixar "matemaníaco" deve fazer com que eu venha a ser contactado por muitos psicólogos, a tentar tratar-me.
Tenham juizo! Estou bem como estou!
Vou deixar "matemático" até à próxima vez que precisar de fazer cartões.
Nessa altura se calhar, ponho "blogger quando se lembra".
Até amanhã!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Uma década (desempregado)... Três anos aqui...

Hoje, 31 de Julho é o dia em que comemoro o final do meu contrato com a Universidade da Madeira (UMa).
Dos últimos 10 anos, 5 foram passados em Lisboa a tentar tirar dois mestrados (obviamente não simultâneamente...)
Tendo em conta que não considero nem nunca considerei explicações um emprego (por motivos que não vou explicar..), isso significa que estou desempregado há 10 anos sem qualquer subsídio!
No dia em que abandonei o edifício pela última vez em 2004, ainda haviam cinemas no Anadia. Nesse dia assisti ao Spiderman 2.. (anos mais tarde assisti ao terceiro filme em Lisboa... o terceiro filme desiludiu-me, embora o tratamento que deram ao Venom fosse original, eu prefiro a abordagem da banda desenhada... com sorte é o que vão fazer agora numa das sequelas do Amazing Spiderman).
Nos anos seguintes as minhas idas ao cinema foram reduzindo... até hoje em dia em que deixei de ir ao cinema.
Não culpem os downloads por isso:
Uma ida ao cinema neste momento sai cara!
Não tenho saudades da UMa... muito pelo contrário, hoje até me apetece comemorar!.

Hoje também marca o 3º aniversário do meu regresso à Madeira, após ter abandonado o mestrado na
faculdade de Ciências e tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Quatro dias antes tinha tido alta da minha segunda hospitalização do ano... Dias antes, desmaiei quando ia almoçar com um colega e acordei numa ambulância, a caminho do hospital Garcia Orta onde passei a semana seguinte hospitalizado. Ainda hoje imagino o susto que o meu colega teve.(alguns meses antes, um episódio semelhante fez-me ficar hospitalizado durante três semanas, hoje em dia sei que os meus problemas de saúde são incompatíveis com o stress de ter de aturar bestas)

Só tenho pena de ter passado 5 anos em Lisboa, gasto uma fortuna e não ter ficado sequer com (mais) um título académico...


Os últimos 3 anos foram mais calmos, mais sossegados. Estudo a Matemática que me apetece, quando posso e me apetece... de vez em quando publico um texto aqui no blog. Tive o prazer de colaborar com o programa "Isto é Matemática", e com a "Gavela de Saberes" na Casa do Povo da Camacha.

Não sei o que me espera o futuro, mas dos últimos anos não tenho assim grandes recordações.


Esperemos que o futuro traga algo de novo e de bom...

Até amanhã... porque hoje, eu vou é comemorar...(Sozinho, para não variar...)


domingo, 6 de julho de 2014

(Des)Emprego e (ausência de) planos futuros.

Tendo em conta que tenho uma licenciatura pré Bolonha e frequentei dois mestrados com cerca de 75% da parte curricular feita em cada um deles... eu tenho mais cadeiras feitas que muitas pessoas com uma licenciatura à bolonhesa e dois mestrados.em Matemática
Mas, em termos práticos, se juntar a minha idade, isso complica-me a vida quando procuro emprego (nem vou falar dos meus problemas de saúde...)
Em http://www.euro-math-soc.eu/jobs-map, há uma lista de empregos para pessoas formadas em Matemática... Regra geral, pessoas doutoradas, e já agora com artigos publicados.
No meu caso, não está nos meus planos tirar doutoramento (já sonhei com isso...)
Nem mesmo um mestrado (também já esteve... pelo menos duas vezes)
Artigos? (ok, isso mantenho em aberto)

Mas, na remotissima hipótese de eu voltar a pensar nisso, há umas coisas a ter em conta:
  • Não volto a injectar um tostão meu numa instituição de ensino superior (ou seja, se for eu a ter despesa, nem pensar)
  • Não aceito um programa com aulas obrigatórias (a experiência mostrou-me várias vezes que muitas aulas são um desperdício de tempo, prefiro trabalhar ao meu ritmo em casa e não perder tempo, para além de que se um professor torna as aulas obrigatórias é porque já sabe que as suas aulas não valem nada e os alunos escapam se puderem).
  • Não aceito avaliações contínuas (a minha saúde já me pregou várias partidas no passado... e não é uma avaliação contínua que vai avaliar se no final eu realmente sei tudo o que é suposto saber. Fora isso, no ano lectivo 2006/2007 fizeram-me a avaliação contínua mais anormal da minha vida.. por falar nisso.. vem o ponto a seguir)
  • Recuso-me a trabalhar com pessoas que no passado já me arranjaram problemas (gato escaldado de água fria tem medo: recordo por exemplo que já tive notas dadas sem qualquer avaliação objectiva,  ou a tal situação estranha de avaliação contínua...)
  • Não estou minimamente interessado em regime tutorial (quando um regime tutorial se torna torturial, nunca mais queremos ver nada semelhante na vida)
  • Ter boas instalações médicas (nomeadamente umas urgências) por perto - Recordo que já estive hospitalizado várias vezes- as duas últimas vezes foram durante o segundo mestrado- E já tive vários episódios que me levaram às urgências..

Com tanto "não"... estão mesmo a ver que é altamente improvável. Só que como qualquer ser humano, tenho contas para pagar. Portanto... vou dando explicações, que está bem longe de ser o meu "emprego" de sonho.

:| I'm so screwed...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

As coisas que se lêem e as suas consequências.

O meu pequeno texto de Sábado sobre o limite considerado "universitário", deve ter sido o texto mais visitado dos últimos anos.
Recebeu vários comentários que o bom senso obrigou-me a não autorizar a publicação.
Alguns dos comentários eram acusações sem sentido, outros apontavam supostas falhas do sistema educativo, outros... enfim,.demonstravam a ignorância de quem os escreveu.
Finalmente acabei por proibir mais comentários nesse texto.
Eu simplesmente apresentei uma resolução de um limite, que apenas exige conhecimentos que são, ou deviam ser obtidos no ensino secundário, com os actuais programas (em vigor há vários anos), para refutar uma afirmação feita numa notícia.
A afirmação é grave porque quem está fora do assunto pode acreditar mesmo que estão a sair conteúdos de nível universitário nos exames nacionais! Tal não é verdade! Pelo menos, ainda... e para bem dos nossos alunos espero que nunca!
O problema é que uma notícia destas também é lida por alunos e encarregados de educação! E agora? A quem cabe a responsabilidade de informar que a notícia é um autêntico disparate?
Se esquecermos a irresponsabilidade da afirmação e o que está em jogo a situação é bem anedótica...e garanto que dei umas boas gargalhadas quando li a notícia pela primeira vez.
É como dizer a uma criança saudável de dois anos, que exigir que ela deixe de usar fraldas só faz sentido quando ela tiver mais de 18 anos... É óbvio que aos 18, é suposto não usar fralda... mas também é suposto ter começado muito mais cedo!.

Ainda tenho umas migalhas de esperança de que a afirmação tenha sido mal percebida pelo jornalista, que o suposto autor não tenha dito tal disparate.
Quando o fluxo de comentários disparatados/reprováveis cresceu, optei por ir ao site da notícia remover o meu comentário com um link para este blog.
Para meu azar, não consegui remover um dos meus comentários...

Com sorte, muitos desses leitores não voltarão.
Como certamente terão notado, neste blog, também deixei de aceitar comentários escritos ao abrigo do imposto Acordo Ortográfico de 1990.
É o meu protesto contra a ditadura que se vive em Portugal, onde o prestígio e uma economia manipulada são mais importantes do que um povo.
Não reconheço ao estado português o direito de me impor essa escrita artificial, e não a aceitarei aqui.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O cão que mordeu um homem.

Hoje, no que começa a ser habitual percurso Casa do povo da Camacha - Casa, fui atacado e mordido por um cão.
É a primeira vez na vida que tal me acontece.
Aprendi a ignorar os cães quando se punham a ladrar, e até hoje, funcionou sempre.
Eles chateavam-se por eu os ignorar, deixavam de ladrar e iam à sua vida.
Hoje, não foi bem assim. O cão (que estava acompanhado) atacou-me.
Meteu os dentes na minha perna esquerda.
Ao relatar a situação a minha mãe, ela diz-me:
"Eles não mordem ninguém".
Lá tive de mostrar-lhe a ferida ainda com sangue e perguntar-lhe
"Se não mordem, então o que é isto?"
E isto leva-me a perguntar o que fazem aqueles cães, sem coleira, no meio da estrada?
Ladram para toda a gente que passa, e agora atacam. Isto não pode ser!
Aquilo é caminho público.
Quando a ministra Assunção Cristas (abusivamente) ainda esta semana tentou limitar o número de cães por apartamento, tal como a maioria da população, achei ridículo.
É ridículo o tipo de controlo que o estado português já tem sombre as pessoas, isto já é passar de todas as marcas...
Só que, a verdade é esta:
Há muita gente que não sabe ter animais! Deixá-los à solta em locais públicos, sem qualquer tipo de identificação, a atacar pessoas sem provocação, não é saber ter animais.
O meu pai, disse que sabia quem é o dono ( o que para mim é incrível, tendo em conta que o animal não tinha mesmo qualquer tipo de identificação ) e deixei o caso nas mãos dele.
Não há muito a pensar: se não querem ver os (idiotas d)os nossos governantes a tomar decisões idiotas, sejam responsáveis.
No meu caso, estou a pensar que se volto a ver aquele cão à minha frente, a forma mais pacífica de resolver o problema será apresentar queixa em algum sítio. Cães sem identificação em locais públicos para mim, são cães vadios, e são uma ameaça à população...
Principalmente se começam a haver relatos de ataques a pessoas.
No meu caso, para os incrédulos,... Fiquei com uma perna e umas calças marcadas...
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990