segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bolonha

The fewer beings who have the knowledge the more precious it becomes
Brainiac - Superman the animated series (DCAU), episodio "Stolen memories"

[Não é esta a filosofia do processo de Bolonha?]

há tempos deixaram o episódio no youtube, e partilhei aqui no blog, mas como acabou por ser retirado do youtube por violação de copyright, também removi daqui.


Para mim, esta série animada foi a melhor série do Superman que já vi.
Muita gente pode dizer que "Batman - The animated series" é melhor... eu não contesto. Mas eu sou mais fã do kryptoniano.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

FAITH OF THE HEART

by Diane Warren and Russell Watson

It's been a long road getting from there to here
It's been a long time, but my time is finally near
and I can feel the change in the wind right now
Nothing's in my way
and they're not gonna hold me down no more
No they're not gonna hold me down
Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart

It's been a long night trying to find my way
Been through the darkness, now I've finally had my day
and I will see my dream come alive at last I will touch the sky
And they're not gonna hold me down no more no they're not gonna change my mind

Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got faith, I've got I've got I've got faith... faith of the heart

I'm going where the winds so cold, to see the darkest days
But now the winds are free...only winds have changed
I've been to the fire and I've been to the rain
But I'll be fine cause I've got faith… faith of the heart

Cause I've got faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe I can do anything
I've got strength of the soul and no one's gonna bend or break me
I can reach any star, I've got , I've got I've got I've got faith....faith of the heart
faith of the heart I'm going where my heart will take me
I've got faith to believe and no one's gonna bend or break
I can reach any star, cause I've got faith, cause I've got faith, faith of the heart


(Música do genérico de "Enterprise / Star Trek - Enterprise" ... provavelmente a mais controversa de todas as séries de Star Trek, mas com uma excelente letra que se adapta a muitos cenários...)

domingo, 15 de maio de 2011

Uma paciência de Job

No final do século passado, um ano antes de acabar a minha licenciatura, estive hospitalizado, e num quarto isolado durante um mês.
As visitas foram muito limitadas, afinal eu estava isolado por um motivo...
Durante um mês, algumas pessoas que eu conhecia há anos mas com quem eu raramente me cruzava visitaram-me e aproveitaram para criticar o meu tipo de vida, que diga-se, de passagem, não conheciam.
O diagnóstico, feito pelos médicos apontou para algo que eu não tinha como controlar até ter sido hospitalizado.
Recentemente, a história repetiu-se. Voltei a estar hospitalizado. Estando eu longe da Madeira há cerca de 5 anos (só passo por lá no Verão e no Natal), o mesmo tipo de críticas voltou a surgir... por telefone, mais uma vez de pessoas que não fazem ideia do meu tipo de vida. E até de pessoas que acabaram de me conhecer e que não fazem mesmo ideia do que dizem...
A quantidade de barbaridades que tenho de ouvir quando tenho problemas de saúde é bem pior que os problemas de saúde em si.
Aliás... Da última vez que saí do hospital, as ordens médicas foram para levar a minha "vida normal que costumava levar".
Quem me conhece bem, e sabe o tipo de vida que eu levo... para começar... não me trata por "Carlos"... que é o nome do meu pai.
Mas ... eu vivo sozinho há cerca de 5 anos. Muito raramente tenho colegas seja em casa, seja a fazer seja lá o que for que ande a fazer.
A "pessoa" que passa mais tempo comigo é o Scratchy, o meu já velhinho portátil.
Eu não vou dar a ninguém, detalhes do meu estado de saúde.
Mas garanto que ouvir mais de uma dúzia de pessoas fazer críticas (distintas e erradas) sobre a minha vida, a minha saúde, e até sobre a minha vida pessoal é daquelas coisas que muitas vezes me faz pensar "ainda bem que vivo sozinho". Se não tiraram um curso de medicina, não estão a tratar do meu caso, e não conhecem resultados nenhuns de exames que eu tenha feito... façam-me um favor: Guardem a vossa opinião.
Porque eu considero isto bullying.
Façam um favor melhor a si mesmos: metam-se nas vossas vidas e não formulem opiniões sobre assuntos que não percebem.
A minha vida não é um jogo de futebol sobre o qual todo e qualquer idiota tem uma opinião...
Se a ideia é fazer críticas negativas, estando eu doente ou em recuperação, acreditem que eu não me importo de estar sozinho.
Mandem um email...
Fico a saber quem devo marcar como spam.
É preciso saber ouvir todo o tipo de críticas sim.
Mas há certas alturas em que eu prefiro ouvi-las de quem SABE do que fala...

PS:- esta frase dá-vos direito a falar de toda a nossa classe política, a quem só interessa fazer política e não, tratar de assuntos de interesse nacional.
-Para justificar o título deste post:
http://en.wikipedia.org/wiki/Book_of_Job

Sobre o festival eurovisão...


Isto é algo a pensar agora nesta campanha eleitoral... Só quem estiver satisfeito com a situação actual do paíse volta a votar "nos mesmos"... seja direita ou esquerda: não quero um governo nem com socialistas nem com sociais democratas. Seja Louçã, Portas ou Jerónimo... tanto me faz: Não quero nenhum dos outros 2.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Contactos, clones e ideias

Passei grande parte dos últimos 5 anos da minha vida sozinho.
É verdade que tencionava só passar 2 anos nesta "vida". Isto não é vida, mas tem de ter um nome, e a melhor aproximação ainda é "vida".
Muitas vezes é confortável esta "solidão". Não há conflitos, não há chatices...
Mas a troca de ideias com pessoas principalmente da área em que eu trabalho é algo de que eu muitas vezes sinto falta.
Ter 4 cadeiras em regime tutorial num semestre é tremendamente cansativo, para qualquer ser humano normal ( É quase um Kobayashi Maru )
Quanto mais para alguém com problemas de saúde.
O regime tutorial só costuma funcionar quando há muito poucos alunos.
Nem dava para discutir assuntos por telefone ou chat a não ser com os professores...
Duas cadeiras em regime tutorial e 3 em regime "normal" parece-me o ideal...
Faz-me alguma impressão só estar rodeado de gente bem mais nova, ou ver amigos e antigos colegas com a minha idade casados, já com 2/3 filhos.
Fico feliz por eles. Não foi esse o caminho que a minha "vida" levou.
Ainda tive azares que me obrigaram a tomar decisões que noutras circunstâncias ninguém tomaria. E ainda há quem me pergunte se eu estou "bom da cabeça".
Se calhar não. Mas recordo que de facto não conheço absolutamente ninguém que trabalhe em Matemática que seja completamente "normal".
Provavelmente este é o preço que tenho de pagar se quero ser um matemático sério.
E se o preço é esse... pagá-lo-ei.
Há um ano e alguns meses atrás, lembrei-me de uma brincadeira que fiz há uns anos.. uma foto montagem, em que eu e outros 2 eus estávamos a a trabalhar.
Repeti a brincadeira... juntei texto, e...
Durante alguns meses, uma sequência de 6 ou 7 fotos acompanhadas de textos onde eu e os meus duplicados, a que chamei indevidamente "clones", - mas que provavelmente tornou a piada mais acessível a muita gente- discutíamos todo o tipo de disparates, foi parar ao meu facebook.

O facebook, o msn, o gtalk, o skype, o telemovel e todos esses meios electrónicos não substituem o contacto real com as pessoas.
Os meus "clones" não são reais... (mas divertem-me).
Por vezes, quando estou cansado e incapaz de trabalhar, escolho aleatoriamente pessoas no meu email/sms e mando-lhes uma mensagem.
" Olá.. como vai a vida..."
Se obtiver resposta... óptimo. Vamos lá trocar emails. :)
Se não obtiver... simples, vamos lá escolher outra pessoa.
Por vezes, é o suficiente para ganhar energia e motivação para trabalhar... e às vezes de uma conversa que não tem nada de especial, surge uma ideia.
E as ideias são a melhor matéria prima com que se faz Matemática.
Depois de ter voltado a estar internado... cortei a internet no telemóvel.
Passo menos tempo ligado à net (incrível não é?)
E passo mais tempo a ler...
As pessoas andam ocupadas... eu também.
E a "vida" continua.

PS: neste conjunto totalmente desconexo de ideias deve haver uma que preste

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bullying


A menina que chamas de gorda, passa dias sem comer para perder peso.
O menino que chamas de burro, quem sabe tenha problemas de aprendizagem.
A menina que acabaste de chamar de feia passa horas a arranjar-se para que pessoas como tu a aceitem.
O menino que provocas e gozas na escola, pode receber maus tratos em casa e só estarás a contribuir para destruir a sua auto-estima.
Se és contra o BULLYING, compartillha!

Cruzei-me com isto hoje no facebook...
O Facebook é provavelmente uma das maiores perdas de tempo da actualidade... No entanto, serve para passar mensagens.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A bad day

Hoje é um daqueles dias. Olho para as minhas folhas cheias de cálculos e raciocínios mas o meu cérebro fez greve
Ok... há anos que o meu cérebro faz mais greve do que trabalho: Só um neurónio, de nome neurótico trabalha.
Os outros, por imenso tempo pensei que tinham morrido ou desaparecido.
Mas afinal, estão ali a consumir energia, a ocupar espaço e a não fazer nenhum...
Se eu os despedir, onde contrato outros?

Para não ajudar estou sob os efeitos de uma chata insónia da qual desconheço as causas.
Olho para as minhas linhas de código e só me apetece desligar o computador.
Abro o email... ok, dá para passar 5 minutos entretido.
Olho para o meu brainiac (Hum... prometo um dia explicar o que é o meu brainiac) e continua a apetecer-me desligar o computador.
Ligo os auscultadores, e memorizo umas demonstrações de construcções de integrais estocásticos. Já estão tão percebidos que só a minha memória se opõe a guardar. Há uma forma de lhe dar a volta...
Voilá! Estão lá dentro. Esperemos que a minha memória não tenha a estúpida vontade de as apagar.
Toca o telemóvel. A minha mãe quer saber como estou.
"-Estou bem!"
Pode servir-lhe conforto mas a mim não serve. Há um mês "estava bem" e caí para o lado.
Hoje estou mal dormido...
O Real Madrid perdeu com o Barcelona.
Não há mensagens interessantes no facebook...
É um bom dia para arrumar coisas na memória.
Amanhã deve ser um bom dia para trabalhar.



Até amanhã cérebro. Hoje não te aborreço mais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Colapso...

No dia 17 de Março, ao caminhar pela faculdade, de acordo com médicos e testemunhas tive uma convulsão, perdi a consciência, estive caído no chão com "movimentos involuntários". Fui levado para as urgências do Hospital Garcia Orta e estive internado durante 3 semanas e 1 dia.
É uma daquelas coisas que consegue tirar-nos a motivação para fazer seja o que for por algum tempo.
Um colapso...
Não vou falar do (mau) actual estado do país... Já fiz algumas postagens no facebook sobre o assunto, mas chega. Não me apetece discutir política. O estado a que os nossos políticos levaram o nosso país devia merecer um castigo bem severo. Algo que o voto não é capaz de fazer, e que não está previsto na nossa constituição.
Por isso chega. Não quero saber do estado do país. Faço piadas com ele... e nada mais. Não fui eleito para pensar nisto. Não ganho nada com isso.

Estou farto de ter idiotas, problemas de saúde, burrocracias, e eteceteras a complicar-me a vida.
O que me aconteceu não era suposto acontecer...

Estou cansado, e um pouco desmoralizado. Tenho um teste depois de amanhã...
Uma tese para fazer... e cadeiras para "despachar".
Se eu regressasse no tempo até 1995 e me contasse a sorte dos meus últimos 10 anos, muitas decisões seriam diferentes. [Obviamente, sem esse conhecimento, as coisas seriam iguais]
Agora... estou preso a uma telenovela, que se eu estivesse a ver, já tinha mudado de canal.
Mas não tenho essa hipótese.
A vida não é fácil para ninguém, portanto, vamos lá ver se consigo acabar a telenovela com um final feliz.
O que eu mais quero neste momento é... ok, não conto. Vamos lá continuar a manter parte da minha vida como deve ser: privada, mesmo que a resposta seja a coisa mais natural e vulgar.

Até uma próxima oportunidade...


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