quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E tudo o vento levou...

Desistir de uma coisa importante não é algo que se faça facilmente nem sem perder imenso tempo a pensar.
Estou cansado e farto. Principalmente de pessoas.
Cheguei mesmo a um ponto em que tive de dizer basta.
Tenho 33 anos. Não ocupo o lugar que devia ocupar graças a uma série de azares, mas ainda mais graças a um conjunto de pessoas que foram aparecendo sequencialmente, e que uma a uma foram destruindo o que poderia ser o meu futuro.
Desde pessoas que tiveram a arrogância de por uma opinião acima de uma avaliação justa, a pessoas que irresponsavelmente não estiveram para preparar transições em alturas de mudança.

Sabem que uma vez, lá pelos meus 20 anos, tive um professor que me atribuiu um 10 (de 1 a 20) sem qualquer avaliação?

[Sabem que impacto isso tem na média de uma pessoa?]

Chegou a altura de procurar novos rumos... numa altura bem difícil, em que toda a gente aperta o cinto, onde os políticos só se preocupam em fazer entrar dinheiro nos cofres do estado e não se preocupam como.

Não esquecer o passado e, se possível divulgá-lo. Pode ser que com isso, se comecem a reduzir as atitudes de muita gente que não merece o cargo que ocupa.

"Não se julga um livro pela capa..."

Desistir "facilmente"? Se eu tivesse tido uma vida fácil não era aqui que eu estava...

Este é o último capítulo de um episódio neste blog.
Com sorte, novos e melhores episódios virão.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Conversa da treta...

-"Cá para mim desististe do mestrado porque aquilo era muito difícil para ti."
-"Nada é difícil desde que se consiga trabalhar."
-"Só para ver qual foi a nota do teu último teste?"
-"18"
-"Devia ser uma cadeira da treta..."
-"Equações diferenciais estocásticas."

...Quem não sabe o que diz devia estar calado.
Quem quer dar conselhos, ao menos que tente saber do que fala...

Toda a gente tem uma opinião.
Mas em vez de eu ter 1000 000 de idiotas a dar-me opiniões... que tal ter de ouvir só o idiota que tem a opinião certa?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Regressos

No dia 31 de Julho regressei definitivamente à Madeira.
Recordo que a 8 de Setembro de 2006, meti-me num avião em direcção a Lisboa, rumo a um novo futuro...
Quase 5 anos depois, a situação é pior do que estava em 2006.
"Os sonhos são para os caloiros" dizia Philoctetes, no filme de animação da Disney, Hércules.

Começo a pensar que ele tinha razão.

Não vou por-me a filosofar sobre os meus azares e acções dos últimos 5 anos.
Mas condeno quem me apontar o dedo. Fiz os possíveis e o que estava ao meu alcance.
Estou cansado, arruinado e a precisar de vigilância médica. Aliás... ainda tenho de contactar um médico por cá, pô-lo a par da minha situação e entregar-lhe (uma cópia d')a minha documentação médica.

Regresso à minha velha condição.
Cinco anos depois vejo muitos antigos alunos, (ex-)colegas, familiares e conhecidos bem colocados em empresas, com as vidas mais ou menos bem organizadas (com alguns problemas mas nada de mais... problemas todos têm).

Mais uma vez a pergunta é:
E agora?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Voar

Eu queria ser astronauta
o meu país nao deixou
Depois quis ir jogar á bola
A minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar á escola
Mas o avô não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
Aquela dor não deixou

Ó meu anjo da guarda
Faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta e voar

O meu quarto é o meu mundo
O ecrãn é a janela
Não choro em frente á minha mãe
Eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
Vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar e dar o que tens para dar
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei


Tim

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Domingo, 17 de Julho de 2011

Acordei tarde.
Banho demorado... meti os livros na mochila, peguei no portátil, fui para a paragem.
Apanhei o autocarro.
Cheguei à faculdade. Apresentei a minha autorização ao segurança... que me abriu a sala do centro de Cálculo.
Liguei o computador.
Vi o email.
Fui ao facebook.
Abri a minha máquina virtual.
Abri a mochila, tirei o caderno e recomecei a estudar...
Chegou o colega
Pos-se a estudar
-São horas de almoçar...
Saímos... e pelo caminho tive tonturas.. e tive (mais um) episódio de convulsões... tipo ataque epiléptico.
Passei os 10 dias seguintes internado.

Não se passa nada de errado comigo... os médicos deram o seu melhor... fiz todo o tipo de exames
Eu não sou epiléptico.
Causas de convulsões (wikipedia)

... nop, nada disto.
Falta horas de sono -->nop...
Stress anormal/exagerado ---> nada de fora do costume
...

Yup... por vezes a vida é uma bonita trampa.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

1 dia de cada vez...

Em 2008, os meus planos eram gastar apenas 2 anos neste mestrado.
Mas como a vida nunca me corre bem, regressaram problemas de saúde que já deviam ter morrido,apareceram problemas na casa onde vivia, e neste momento... a minha conta bancária está "a zeros".

Por motivos de saúde... pode ser complicado envergar pela via de
"estudante-trabalhador".
Há 3 anos que não tenho um ano normal.
Desta vez, estou mesmo à espera de uma solução que venha do céu.

Posso dar explicações... há alguém interessado?
Se chumbarem é de graça...[ e eu fico na mesma...]

domingo, 5 de junho de 2011

Adeus... até um dia

Chegou a altura de começar a empacotar as coisas... Dentro de um mês e picos regresso definitivamente à Madeira.
Vou apenas fazer mais uma ou duas disciplinas, transferir o meu processo médico para o hospital do Funchal, pedir um certificado de todas as cadeiras que fiz (vou pedir que o mandem para a Madeira).
Devo andar longe do blog por uns bons tempos.
Regresso um dia...
Até lá!
Obrigado a todos os que por aqui passaram ao longo dos anos.


PS1: Morte ao regime (dita)tutorial/torturial no ensino superior.
PS2: Evitem ter mais de 2 cadeiras em regime tutorial... mas o melhor mesmo é: FUJAM disso.
PS3: Nem todos os regimes tutoriais são torturiais... mas garanto que depois de um torturial, o melhor a fazer é fugir dos tutoriais.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Obrigação moral


Abandonando mais um (e desta vez último) mestrado, tenho a obrigação moral de divulgar o que me aconteceu, nem que seja apenas para garantir que o mesmo não acontece a outras pessoas...
Qual a forma mais correcta de o fazer?



E a pergunta realmente séria... E agora? O que é que vou fazer?
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990