Vou modificar um bocadinho a questão que coloquei no meu facebook:
Consegue identificar esta sequência?
10
11
101
111
1011
1101
10001
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
100 - 0
No longínquo ano de 2003, aprendi C++ com um objectivo: precisava de manipular as equipas de jogadores virtuais (alias Bots) no jogo Unreal Tournament.
Precisava de uma manipulação mais sofisticada do que a permitida pelo jogo.
Num CD da PCGuia vinha uma versão gratuita para uso não comercial do Borland C++ Builder, com a qual escrevi uma aplicação que me permitia clonar bots, muda-los nas posições internas do jogo, e até escolher a dedo quais os bots que estariam na minha equipa.
O Bot mais duro do jogo chamava-se Xan. Mas eu consegui torna-lo mais duro e tê-lo como colega regular.
Normalmente quando trabalho, tenho o computador a fazer algo duradouro, e que me faz ter consciencia do tempo a passar. Ora gerar fractais, ora desfragmentar, ora downloads pesados...
Ontem decidi criar um servidor de Unreal Tournament apenas com bots a jogar uns conta os outros no modo Capture The Flag( a ideia é: há duas bases e o objectivo é ir à base adversária roubar a bandeira sem perder a nossa). A equipa vermelha era formada por 8 bots "humanos" e a equipa azul por oito clones do Xan.
(A imagem que se segue é um screenshot do meu editor)

(obs: embora o editor esteja a mostrar apenas 7 jogadores na equipa vermelha, se contarmos comigo somos 8, mas assim que eu saio sou substituído por um bot, por forma a que o jogo seja sempre justo)
Passadas 5 horas espreitei, e os Xans estavam a derrotar os humanos... por 96-0.
Entrei no jogo na esperança de ao menos marcar 1 ponto de honra para os humanos.

Xan Kriegor (Unreal Tournament de 1999)
O jogo acabou 100-0.
Precisava de uma manipulação mais sofisticada do que a permitida pelo jogo.
Num CD da PCGuia vinha uma versão gratuita para uso não comercial do Borland C++ Builder, com a qual escrevi uma aplicação que me permitia clonar bots, muda-los nas posições internas do jogo, e até escolher a dedo quais os bots que estariam na minha equipa.
O Bot mais duro do jogo chamava-se Xan. Mas eu consegui torna-lo mais duro e tê-lo como colega regular.
Normalmente quando trabalho, tenho o computador a fazer algo duradouro, e que me faz ter consciencia do tempo a passar. Ora gerar fractais, ora desfragmentar, ora downloads pesados...
Ontem decidi criar um servidor de Unreal Tournament apenas com bots a jogar uns conta os outros no modo Capture The Flag( a ideia é: há duas bases e o objectivo é ir à base adversária roubar a bandeira sem perder a nossa). A equipa vermelha era formada por 8 bots "humanos" e a equipa azul por oito clones do Xan.
(A imagem que se segue é um screenshot do meu editor)
(obs: embora o editor esteja a mostrar apenas 7 jogadores na equipa vermelha, se contarmos comigo somos 8, mas assim que eu saio sou substituído por um bot, por forma a que o jogo seja sempre justo)
Passadas 5 horas espreitei, e os Xans estavam a derrotar os humanos... por 96-0.
Entrei no jogo na esperança de ao menos marcar 1 ponto de honra para os humanos.

Xan Kriegor (Unreal Tournament de 1999)
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CarlosPaulices puras,
Unreal Tournament
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Justiça no ensino (I)
Eu estou numa daquelas posições únicas, que me dá uma perspectiva ainda mais única deste assunto.
A avaliação é daquelas coisas cuja justiça devia ser, bem... Justa!
Mas no entanto as coisas são muito mais cinzentas do que pretas ou brancas.
Exigir que um aluno no espaço de 1 ano ou de um semestre faça uma certa cadeira, parece ser aceitável.
Mas... isso só é possível se certos parâmetros forem respeitados, por exemplo na fcul (em mestrado) tive uma cadeira com uma carga anormal de trabalhos, que ainda tinha aquela dose extra de exigir algumas coisas pesadas que não constavam do programa que me foi apresentado aquando da minha candidatura [fartei-me de bater na tecla no meu 1º blog...], e passados 3 anos sobre a cadeira continuo a não só bater na mesma tecla como a achar que esse tipo de professores devia ser proibido de exercer.
Um professor que não esteja no seu posto para ensinar devia ser simplesmente afastado e reciclado.
Uma advogada contactou-me e mostrou-me que eu poderia ganhar alguns trocados à custa da faculdade. Ora, isso até seria muito bem feito: O ensino, principalmente o da Matemática deve ser levado a sério e no meu caso essa brincadeira deu-me imensos prejuízos.
No entanto no meio científico isso parece-me ser dar um tiro no pé!
Cheguei a faltar uma semana por motivos de saúde e essa professora tratou-me literalmente como se eu tivesse tirado férias!!!
Como percebi o que se estava a passar, tentei aquilo a que eu chamo uma "manobra suicida": ou alguma coisa mudava ou eu trataria de por o peso da minha avaliação todo no exame. Não. Nada mudou.
Fui a exame e tirei 0.5 (a nota mais alta foi 1.5)
Passei com 10. Naturalmente eu tinha feito o possível por chumbar: encarreguei-me de tomar as opções necessárias para que a minha nota dependesse o máximo possível do exame que infelizmente vinha na linha do que já vinha dessa professora.
Na UMa (Licenciatura),no semestre a seguir a ter estado internado um mês inteiro, e ainda em recuperação (e portanto tinha de aparecer frequentemente no consultório do médico, e nessa altura a minha capacidade de trabalho era algo limitada).
Tive uma cadeira ... que devia ser um seminário, como de facto é em quase todo o lado, mas na prática deram-me uma cadeira na qual eu na altura não tinha qualquer interesse.
Não houve qualquer avaliação objectiva e todos tivemos notas entre o 10 e 12. A mim em particular calhou-me um "glorioso" 10.
Eu e outro colega protestámos. E o professor então propôs que fôssemos a oral.
O meu colega desistiu. Eu não tive medo da oral...
[Mais tarde quando dei aulas na UMa descobri que não havia nada no regulamento que permitisse tal situação, mas lá que aconteceu, garanto que aconteceu]
Na FCTUNL (mestrado)... descobri que um velho problema de saúde (o mesmo que levou a que eu ficasse internado muitos anos antes na UMa)... continuava presente, e ainda agravou-se.
A recuperação é uma coisa bem lenta como já senti mais do que uma vez na pele.
Infelizmente afecta processos neurológicos e com isso a minha capacidade de trabalhar.
Obviamente quem não sabe, continua a exigir de mim o que seria exigível numa fase normal, e se calhar até a rotular-me como "baldas".
Regressando à UMa... Tive alguns professores de Matemática (e depois colegas) que do ponto de vista matemático disseram graves barbaridades (desculpem-me lá, mas neste blog não me apetece mentir para ser politicamente correcto, dêem-se é por felizes por eu não dar nomes nem factos nem testemunhas...porque elas existem!), mas que são bem vistos por colegas, e mesmo alunos!!! [Ora bolas... entre ter má formação e não ter formação o que é que se escolhe?]
Note-se que eu disse ALGUNS, não disse todos. De facto há lá alguns excelentes professores.
Regressando à UMa, agora aos meus tempos como "Assistente Estagiágio", lembro-me de ter dado aulas práticas de Análise II e ter tido uma aluna que simplesmente não gostava de mim e que chegou a tentar envenenar as mentes de colegas e chegou a fazer queixas de mim (se se esforçasse mais a estudar, tirar dúvidas, porque nunca me recusei a isso se calhar passasse com melhor nota).
Assim que sairam as notas de uma das épocas... teve 10. Fui eu que corrigi o exame.
[Qualquer colega professor sabe perfeitamente que quando se tem mais de duas centenas de testes para corrigir, a última coisa para que se olha é para o nome...Aliás eu nem sabia nem sei o nome, mas algum colega da UMa deve saber]
Algum dos meu colegas descaiu-se e ela descobriu que fui eu que corrigi o teste dela.
Como ninguém contestou a minha correcção (parecendo que não, a minha formação é em Matemática:eu sei o significado da palavra rigor), ela decidiu fazer melhoria de nota mas não queria que fosse eu a corrigir.
Não fui eu, mas não que ela tivesse voz no assunto.
Na melhoria teve qualquer coisa à volta do 6 ou 7.
Eu acho que os factos falam por si.
Mas como a natureza humana é estúpida, anos mais tarde na UMa um colega (que não fez o trabalho de casa) encarregou-se de me atirar as queixas da aluna à cara.
Portanto... do meu ponto de vista, o ensino é apenas uma má telenovela. Péssima! A TVI tem algumas melhores. Até já ganharam um Emmy com uma delas.
Estou farto de "levar nas trombas" num sistema onde as palavras dos palhaços em vez de fazerem rir são levadas a sério.
[e já agora de ter tanto azar...]
Por o motivo ser quente, excepcionalmente neste post não permitirei comentários, mas aceito comentários por email.
A avaliação é daquelas coisas cuja justiça devia ser, bem... Justa!
Mas no entanto as coisas são muito mais cinzentas do que pretas ou brancas.
Exigir que um aluno no espaço de 1 ano ou de um semestre faça uma certa cadeira, parece ser aceitável.
Mas... isso só é possível se certos parâmetros forem respeitados, por exemplo na fcul (em mestrado) tive uma cadeira com uma carga anormal de trabalhos, que ainda tinha aquela dose extra de exigir algumas coisas pesadas que não constavam do programa que me foi apresentado aquando da minha candidatura [fartei-me de bater na tecla no meu 1º blog...], e passados 3 anos sobre a cadeira continuo a não só bater na mesma tecla como a achar que esse tipo de professores devia ser proibido de exercer.
Um professor que não esteja no seu posto para ensinar devia ser simplesmente afastado e reciclado.
Uma advogada contactou-me e mostrou-me que eu poderia ganhar alguns trocados à custa da faculdade. Ora, isso até seria muito bem feito: O ensino, principalmente o da Matemática deve ser levado a sério e no meu caso essa brincadeira deu-me imensos prejuízos.
No entanto no meio científico isso parece-me ser dar um tiro no pé!
Cheguei a faltar uma semana por motivos de saúde e essa professora tratou-me literalmente como se eu tivesse tirado férias!!!
Como percebi o que se estava a passar, tentei aquilo a que eu chamo uma "manobra suicida": ou alguma coisa mudava ou eu trataria de por o peso da minha avaliação todo no exame. Não. Nada mudou.
Fui a exame e tirei 0.5 (a nota mais alta foi 1.5)
Passei com 10. Naturalmente eu tinha feito o possível por chumbar: encarreguei-me de tomar as opções necessárias para que a minha nota dependesse o máximo possível do exame que infelizmente vinha na linha do que já vinha dessa professora.
Na UMa (Licenciatura),no semestre a seguir a ter estado internado um mês inteiro, e ainda em recuperação (e portanto tinha de aparecer frequentemente no consultório do médico, e nessa altura a minha capacidade de trabalho era algo limitada).
Tive uma cadeira ... que devia ser um seminário, como de facto é em quase todo o lado, mas na prática deram-me uma cadeira na qual eu na altura não tinha qualquer interesse.
Não houve qualquer avaliação objectiva e todos tivemos notas entre o 10 e 12. A mim em particular calhou-me um "glorioso" 10.
Eu e outro colega protestámos. E o professor então propôs que fôssemos a oral.
O meu colega desistiu. Eu não tive medo da oral...
[Mais tarde quando dei aulas na UMa descobri que não havia nada no regulamento que permitisse tal situação, mas lá que aconteceu, garanto que aconteceu]
Na FCTUNL (mestrado)... descobri que um velho problema de saúde (o mesmo que levou a que eu ficasse internado muitos anos antes na UMa)... continuava presente, e ainda agravou-se.
A recuperação é uma coisa bem lenta como já senti mais do que uma vez na pele.
Infelizmente afecta processos neurológicos e com isso a minha capacidade de trabalhar.
Obviamente quem não sabe, continua a exigir de mim o que seria exigível numa fase normal, e se calhar até a rotular-me como "baldas".
Regressando à UMa... Tive alguns professores de Matemática (e depois colegas) que do ponto de vista matemático disseram graves barbaridades (desculpem-me lá, mas neste blog não me apetece mentir para ser politicamente correcto, dêem-se é por felizes por eu não dar nomes nem factos nem testemunhas...porque elas existem!), mas que são bem vistos por colegas, e mesmo alunos!!! [Ora bolas... entre ter má formação e não ter formação o que é que se escolhe?]
Note-se que eu disse ALGUNS, não disse todos. De facto há lá alguns excelentes professores.
Regressando à UMa, agora aos meus tempos como "Assistente Estagiágio", lembro-me de ter dado aulas práticas de Análise II e ter tido uma aluna que simplesmente não gostava de mim e que chegou a tentar envenenar as mentes de colegas e chegou a fazer queixas de mim (se se esforçasse mais a estudar, tirar dúvidas, porque nunca me recusei a isso se calhar passasse com melhor nota).
Assim que sairam as notas de uma das épocas... teve 10. Fui eu que corrigi o exame.
[Qualquer colega professor sabe perfeitamente que quando se tem mais de duas centenas de testes para corrigir, a última coisa para que se olha é para o nome...Aliás eu nem sabia nem sei o nome, mas algum colega da UMa deve saber]
Algum dos meu colegas descaiu-se e ela descobriu que fui eu que corrigi o teste dela.
Como ninguém contestou a minha correcção (parecendo que não, a minha formação é em Matemática:eu sei o significado da palavra rigor), ela decidiu fazer melhoria de nota mas não queria que fosse eu a corrigir.
Não fui eu, mas não que ela tivesse voz no assunto.
Na melhoria teve qualquer coisa à volta do 6 ou 7.
Eu acho que os factos falam por si.
Mas como a natureza humana é estúpida, anos mais tarde na UMa um colega (que não fez o trabalho de casa) encarregou-se de me atirar as queixas da aluna à cara.
Portanto... do meu ponto de vista, o ensino é apenas uma má telenovela. Péssima! A TVI tem algumas melhores. Até já ganharam um Emmy com uma delas.
Estou farto de "levar nas trombas" num sistema onde as palavras dos palhaços em vez de fazerem rir são levadas a sério.
[e já agora de ter tanto azar...]
Por o motivo ser quente, excepcionalmente neste post não permitirei comentários, mas aceito comentários por email.
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Ensino da Matemática
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
CarlosPaulices no século XXI
Mais uma vez mudei o subtítulo deste blog.
Tenho a impressão que este subtítulo deverá ficar por muito tempo.
Não vai mudar muito, embora com a notável recuperação do meu estado de saúde eu comece a passar mais tempo a matematicar, e a publicar textos que depois me arrependo de ter publicado e acabo por eliminar.
Saber que um problema de saúde consegue afectar a capacidade de trabalhar em ciências exactas é assustador.
Na sexta feira recebi em casa uma carta com o resultado de um exame médico que pela primeira vez desde 1998 me dá uma resposta e com ela a esperança de não voltar a ser afectado pelos mesmos problemas.
Será que finalmente poderei trabalhar decentemente?
Só o tempo o dirá.
Tenho imensas coisas atrasadas, entre elas a minha vida.
Fazendo uma perspectiva dos meus últimos anos eu poderia dizer que tive foi imenso azar. Mas, como me disse um colega da Universidade da Madeira no meu facebook
"Tu não tens azar. Tens é o universo contra ti"
Senti-me inspirado. Se não sou azarado devia começar a jogar no euromilhões.
o que vai mudar por aqui?
Devo fazer umas pequenas alterações ao aspecto deste Blog, continuarei a criticar ou a elogiar o que me apetecer (sim, eu não sou apenas crítico!)
E a gozar e mandar bocas e piadas (sem ser ordinário) que não posso garantir que não vão ofender pessoas sem sentido de humor.
E tendo em conta que tenho toda a minha vida atrasada... as minhas publicações devem ter uma distribuição de Poisson. Quanto aos parâmetros, que sejam vocês a calculá-las.
Sejam bem-vindos ao "CarlosPaulices no século XXI".
Tenho a impressão que este subtítulo deverá ficar por muito tempo.
Não vai mudar muito, embora com a notável recuperação do meu estado de saúde eu comece a passar mais tempo a matematicar, e a publicar textos que depois me arrependo de ter publicado e acabo por eliminar.
Saber que um problema de saúde consegue afectar a capacidade de trabalhar em ciências exactas é assustador.
Na sexta feira recebi em casa uma carta com o resultado de um exame médico que pela primeira vez desde 1998 me dá uma resposta e com ela a esperança de não voltar a ser afectado pelos mesmos problemas.
Será que finalmente poderei trabalhar decentemente?
Só o tempo o dirá.
Tenho imensas coisas atrasadas, entre elas a minha vida.
Fazendo uma perspectiva dos meus últimos anos eu poderia dizer que tive foi imenso azar. Mas, como me disse um colega da Universidade da Madeira no meu facebook
"Tu não tens azar. Tens é o universo contra ti"
Senti-me inspirado. Se não sou azarado devia começar a jogar no euromilhões.
o que vai mudar por aqui?
Devo fazer umas pequenas alterações ao aspecto deste Blog, continuarei a criticar ou a elogiar o que me apetecer (sim, eu não sou apenas crítico!)
E a gozar e mandar bocas e piadas (sem ser ordinário) que não posso garantir que não vão ofender pessoas sem sentido de humor.
E tendo em conta que tenho toda a minha vida atrasada... as minhas publicações devem ter uma distribuição de Poisson. Quanto aos parâmetros, que sejam vocês a calculá-las.
Sejam bem-vindos ao "CarlosPaulices no século XXI".
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CarlosPaulices puras
domingo, 28 de novembro de 2010
Como substituir o teclado do portátil (com Windows) por um teclado USB, nem que seja só provisoriamente.
A resposta é simples. Vão à minha skydrive e sacam o ficheiro Teclado.pdf . Lá encontram a informação pretendida.
Passei algumas horas a pesquisar a net e a fazer experiências com o meu portátil ( o meu amigo velho Scratchy) até conseguir produzir esse PDF.
Pode um dia ser-vos útil...
Tenham um muito bom fim de semana.
Passei algumas horas a pesquisar a net e a fazer experiências com o meu portátil ( o meu amigo velho Scratchy) até conseguir produzir esse PDF.
Pode um dia ser-vos útil...
Tenham um muito bom fim de semana.
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Ruindows
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Greve
Para além de servir para mostrar o desagrado, pergunto-me para que serve esta greve.
Em Portugal estas formas de luta não mudam nada.
Não costumo querer ser levado a sério neste blog, e aqui é-me indiferente se sou levado a sério ou não.
No post anterior falei... de forma um bocado ridícula e a gozar do estado do ensino da Matemática em Portugal.
Mas mais uma vez, é algo que está mal porque poucas pessoas levam o problema a sério.
Não me cabe a mim decidir ou intervir... mas incomoda-me, e por isso falo do assunto.
Há factos dos quais tenho conhecimento mas não vale a pena falar porque não serei levado a sério.
Portanto aqui, gozo com tudo.
No entanto... este país está muito mal, e nada muda porque ninguém faz nada para que mude.
Esta greve não vai mudar absolutamente nada. Apenas mostrar ao governo e ao resto do mundo que estamos descontentes!
Que bom! O que é que há de novo?
Uma das coisas que eu não gosto em negociações é que é necessário chegar a um meio termo. E nesses meios termos temos de ceder em alguma coisa.
Este país está assim por muitos motivos, mas em parte porque não há equilíbrio nas negociações. A intransigência do governo é mais do que notória como se viu nas ridículas negociações com o PSD para a aprovação do OE.
Sinceramente, cada vez mais sinto que somos todos palhaços num circo chamado Portugal.
Em Portugal estas formas de luta não mudam nada.
Não costumo querer ser levado a sério neste blog, e aqui é-me indiferente se sou levado a sério ou não.
No post anterior falei... de forma um bocado ridícula e a gozar do estado do ensino da Matemática em Portugal.
Mas mais uma vez, é algo que está mal porque poucas pessoas levam o problema a sério.
Não me cabe a mim decidir ou intervir... mas incomoda-me, e por isso falo do assunto.
Há factos dos quais tenho conhecimento mas não vale a pena falar porque não serei levado a sério.
Portanto aqui, gozo com tudo.
No entanto... este país está muito mal, e nada muda porque ninguém faz nada para que mude.
Esta greve não vai mudar absolutamente nada. Apenas mostrar ao governo e ao resto do mundo que estamos descontentes!
Que bom! O que é que há de novo?
Uma das coisas que eu não gosto em negociações é que é necessário chegar a um meio termo. E nesses meios termos temos de ceder em alguma coisa.
Este país está assim por muitos motivos, mas em parte porque não há equilíbrio nas negociações. A intransigência do governo é mais do que notória como se viu nas ridículas negociações com o PSD para a aprovação do OE.
Sinceramente, cada vez mais sinto que somos todos palhaços num circo chamado Portugal.
sábado, 20 de novembro de 2010
O fim da Matemática, e o nascimento da Aberração
A avaliar pelo post do professor Filipe Oliveira no blog De Rerum Natura e respectivos comentários (vamos esquecer o meu por enquanto) não estou só ao achar grave a falta de rigor e desadequedação da Matemática que se está a ensinar no secundário.
Ao longo dos anos conheci pessoas que estiveram sugeitos a vários sistemas de ensino.
Fiquei deveras bem impressionado com as pessoas que vinham da Noruega, da Rússia e da Alemanha.
Comparado com o que eu aprendi no secundário em Matemática, perante eles eu era um analfabeto.
[Acabei o secundário com média de 20 a Física e a Matemática - agora que sou um nabo tenho de aproveitar todas as ocasiões que posso para me gabar!]
MAS: desde que saí do secundário os programas do nosso secundário pioraram.(15 anos de pioria)
Isso signfica que aqueles que acabaram o secundário depois de mim, com iguais médias começaram (regra geral) a sair de lá "mais analfabetos" do que eu.
Mas sejamos optimistas: as coisas conseguem ser mais graves.
Há alunos que entram nas engenharias vindos do secundário com uma aberração chamada "Matemática B", que a meu ver devia ser simplesmente extinta.
Se eu tive de apanhar com Fernando Pessoa, Cesário Verde, Bocage e vários outros poetas, que para uma pessoa de Ciências não passa de "cultura geral", os tipinhos de letras também deviam levar com Matemática a sério. Não lhes faria mal nenhum, e a capacidade de raciocínio que é anormalmente baixa neste país (o que em parte justifica a situação actual) corria sérios riscos de aumentar.
Temos "Matemática"s intuitivas e sem rigor, temos uma Aberração !
Matemática sem rigor não é Matemática. Dêm-lhe outro nome. Eu proponho Aberração, designação que utilizarei a partir de agora.
(Nem vou falar no recurso às novas tecnologias que está a revelar-se desastroso.)
Por mim, psicólogos e pessoas das chamadas "ciências da educação" deviam ser caladas e perder todo e qualquer voto ou mesmo direito a opinião no que diz respeito a educação Matemática, e já agora de qualquer ciência exacta.
A ideia de um puto não saber as tabuadas e poder utilizar a calculadora alem de errada é grave, e até dou um exemplo,
Suponhamos que um desses indivíduos está a fazer a multiplicação 11x12... mas ao efectuar a multiplicação obtém 1332, porque pressionou na tecla 1 mais tempo do que devia.
Muito provavelmente achará o resultado normal e seguirá em frente.
"Ah.. mas assim terá mais autoconfiança para resolver problemas"
Sim! Para resolvê-los de qualquer forma, e até com resultados errados.
Se tem de gostar de Matemática, que goste pelo que ela é, e como ela é!
Ao longo dos anos conheci pessoas que estiveram sugeitos a vários sistemas de ensino.
Fiquei deveras bem impressionado com as pessoas que vinham da Noruega, da Rússia e da Alemanha.
Comparado com o que eu aprendi no secundário em Matemática, perante eles eu era um analfabeto.
[Acabei o secundário com média de 20 a Física e a Matemática - agora que sou um nabo tenho de aproveitar todas as ocasiões que posso para me gabar!]
MAS: desde que saí do secundário os programas do nosso secundário pioraram.(15 anos de pioria)
Isso signfica que aqueles que acabaram o secundário depois de mim, com iguais médias começaram (regra geral) a sair de lá "mais analfabetos" do que eu.
Mas sejamos optimistas: as coisas conseguem ser mais graves.
Há alunos que entram nas engenharias vindos do secundário com uma aberração chamada "Matemática B", que a meu ver devia ser simplesmente extinta.
Se eu tive de apanhar com Fernando Pessoa, Cesário Verde, Bocage e vários outros poetas, que para uma pessoa de Ciências não passa de "cultura geral", os tipinhos de letras também deviam levar com Matemática a sério. Não lhes faria mal nenhum, e a capacidade de raciocínio que é anormalmente baixa neste país (o que em parte justifica a situação actual) corria sérios riscos de aumentar.
Temos "Matemática"s intuitivas e sem rigor, temos uma Aberração !
Matemática sem rigor não é Matemática. Dêm-lhe outro nome. Eu proponho Aberração, designação que utilizarei a partir de agora.
(Nem vou falar no recurso às novas tecnologias que está a revelar-se desastroso.)
Por mim, psicólogos e pessoas das chamadas "ciências da educação" deviam ser caladas e perder todo e qualquer voto ou mesmo direito a opinião no que diz respeito a educação Matemática, e já agora de qualquer ciência exacta.
A ideia de um puto não saber as tabuadas e poder utilizar a calculadora alem de errada é grave, e até dou um exemplo,
Suponhamos que um desses indivíduos está a fazer a multiplicação 11x12... mas ao efectuar a multiplicação obtém 1332, porque pressionou na tecla 1 mais tempo do que devia.
Muito provavelmente achará o resultado normal e seguirá em frente.
"Ah.. mas assim terá mais autoconfiança para resolver problemas"
Sim! Para resolvê-los de qualquer forma, e até com resultados errados.
Se tem de gostar de Matemática, que goste pelo que ela é, e como ela é!
Matemática não é apenas um conjunto de receitas de cozinha. Matemática é mais a produção e apuração dessas receitas, do que propriamente a utilização!
A vida não é fácil para ninguém, e não é por ensinar Aberração a alguém que alguém aprende Matemática!
Se se ensinar Aberração as pessoas aprendem Aberração.
Mas se se ensinar Matemática, as pessoas podem aprender Matemática.
Será que precisamos chegar ao ponto de termos engenheiros (ou outra coisa) que sabem usar uma calculadora mas muito provavelmente (P>0.95) não sabem sequer o conceito por detrás de cada operação?
Obviamente não estou a pretender que tenhamos uma nação de matemáticos (ohh... mas eu seria feliz nessa nação), mas apenas que se acabe de vez com Aberração e se volte a ensinar Matemática.
Sobre o meu comentário ao post: É para que percebam que passar de "Análise" para "Cálculo" não é progresso!
Na realidade já havia quem ensinasse "Cálculo" mas lhe desse o nome de Análise
(VIGARISTAS! Ao menos a mudança de nome tornou-vos honestos!)
Já agora aprender um bocadinho de História da Matemática também não seria mau... (talvez assim, sem frequentar seja cálculo seja análise as pessoas compreendessem a diferença e porque é que Análise é melhor !)
Eu justifico: Se no século XVII Cálculo foi Matemática, no século XXI, Cálculo é Aberração.
Àqueles que querem ser Engenheiros a sério só dou um conselho: procurem universidades onde ainda se ensine Análise Matemática aos cursos de engenharia.
Deixem as outras sem alunos. Deixem os meus colegas matemáticos que não se opoem a Aberração no desemprego.
Porque quem não se opõe a Aberração não merece o título de "matemático" e muito menos de "professor de Matemática".
Que fique com o título de "professor de Aberração"...
A vida não é fácil para ninguém, e não é por ensinar Aberração a alguém que alguém aprende Matemática!
Se se ensinar Aberração as pessoas aprendem Aberração.
Mas se se ensinar Matemática, as pessoas podem aprender Matemática.
Será que precisamos chegar ao ponto de termos engenheiros (ou outra coisa) que sabem usar uma calculadora mas muito provavelmente (P>0.95) não sabem sequer o conceito por detrás de cada operação?
Obviamente não estou a pretender que tenhamos uma nação de matemáticos (ohh... mas eu seria feliz nessa nação), mas apenas que se acabe de vez com Aberração e se volte a ensinar Matemática.
Sobre o meu comentário ao post: É para que percebam que passar de "Análise" para "Cálculo" não é progresso!
Na realidade já havia quem ensinasse "Cálculo" mas lhe desse o nome de Análise
(VIGARISTAS! Ao menos a mudança de nome tornou-vos honestos!)
Já agora aprender um bocadinho de História da Matemática também não seria mau... (talvez assim, sem frequentar seja cálculo seja análise as pessoas compreendessem a diferença e porque é que Análise é melhor !)
Eu justifico: Se no século XVII Cálculo foi Matemática, no século XXI, Cálculo é Aberração.
Àqueles que querem ser Engenheiros a sério só dou um conselho: procurem universidades onde ainda se ensine Análise Matemática aos cursos de engenharia.
Deixem as outras sem alunos. Deixem os meus colegas matemáticos que não se opoem a Aberração no desemprego.
Porque quem não se opõe a Aberração não merece o título de "matemático" e muito menos de "professor de Matemática".
Que fique com o título de "professor de Aberração"...
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Ensino da Matemática
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