segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um ano para esquecer...

Se mudando de ano a vida mudasse... Eu gostaria que 2011 chegasse ao fim bem depressa.
No entanto, não há nada que suporte cientificamente a crença popular "ano novo, vida nova"...
Aliás, os últimos 10 anos da minha vida devem servir como contra-exemplo para essa crença.
Mas 2011 foi particularmente mau.
Mortes de familiares, internamentos graças a sérios problemas de saúde, e o "fim" da minha carreira académica.
Como consolo disse-me o meu antigo professor, colega e amigo professor Dinis Pestana :
"Espero que continues de algum modo, uma vez que não é necessário ter nenhum grau para se ser um Ramanujan."
Deixei "fim" entre aspas, pela simples razão que, como qualquer mortal, não sei o que me espera o futuro.
A verdade é que...
Estou farto de ser limitado pela arrogância, e ideias pré-concebidas de pessoas que por trabalhar em ciência deviam saber que "certeza" é uma coisa que não devia existir.
Estou farto de ter de contar os tostões para viver.
Estou farto de ver políticos a mentir, roubar, e anunciar austeridades impunemente.
Estou farto de uma comunicação social parcial que nos atira constantemente areia para os olhos em vez de falar de assuntos realmente importantes.
Estou farto de pessoas que fazem questão de se meter na minha vida sem fazer ideia do que tem sido a minha vida.
Estou farto de ter razões de queixa... (E SIM, eu tenho mesmo... e muitas)
Estou farto dos meus problemas de saúde.
Estou farto do mau nome que a Matemática tem, quando de facto, o mau nome deve-se a maus profissionais e a maus alunos.
...
Que venha 2012...
O fim do mundo?
O meu mundo já acabou algumas vezes... Se 2012 for o fim do mundo, é só mais um.

2011 foi tão mau que dá para contar pelos dedos de uma mão os momentos bons e ainda sobram dedos...

2011 foi um ano para esquecer.
Será que 2012 será assim tão mau? Pelo menos eu, estou disposto a dar-lhe uma hipótese...

[Que remédio, não é? A menos que eu arranje uma máquina do tempo, não tenho como saltar directamente para 2013 ou 2014]

Posso não precisar de um grau... mas preciso de ver dinheiro a entrar na minha conta...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O azar faz parte da vida.

Conhecem aquela a sensação de ter uma pessoa a dar-vos palpites ou a julgar-vos pelas decisões que tiveram de tomar na vida?
Obviamente se as pessoas soubessem com antecedência o que ia acontecer após tomar certas decisões, provavelmente não as teriam tomado.
Cada um de nós teve experiências únicas que acabaram por modelar quem somos e a nossa forma de agir perante as situações.
Por isso, muitas vezes o que me apetece dizer a certas pessoas é algo do tipo:
"Com todo o respeito que mereces: e se fosses à merda?"
ou um mais simples;
"Mete-te na tua vida: eu fiz o que tinha a fazer e acabou".
É como vocês fazerem uma aposta (2 euros) no euromilhões, não sair, e depois vir alguém criticar-vos por terem escolhido os números errados!
Mas eu, por norma, mesmo que apeteça muito, evito insultar as pessoas, e quando se tornam muito chatas, começo a evitá-las.

A vida não traz livro de instrucções. Cada um vive como pode e consegue, de acordo com a sorte ou o azar que vai tendo na vida.
No entanto, há quem deva ser chamado à atenção.
Quem, por estupidez, mesquinhez ou arrogância, complique, estrague ou destrua a vida dos outros, deve ser responsabilizado...

Por exemplo, no meu caso, quem são as pessoas para me apontar o dedo se por exemplo eu me recusar a voltar a por os pés na UMa em certas circunstancias, a regressar à fcul ou, tiver abandonado dois mestrados?
Certas decisões não foram nada fáceis, outras resumem-se a uma questão de não querer voltar a ter seja o que for com pessoas que perderam a minha confiança e o meu respeito.

Se com isso estou a complicar a minha vida?.. A minha vida já é bem bem complicada e que sabem as pessoas dela? as pessoas sabem o que eu quiser que elas saibam, e fora disso sobram boatos.

Como encontrei há dias no facebook:

Sim... eu desisti de 2 mestrados.Não me arrependo. E depois? Mas também deixo bem claro, que o principal problema foi sempre a estupidez de pessoas, e não os meus vários problemas de saúde.

O azar faz parte da vida.
Respeitem as pessoas e suas decisões.
Isto é algo que já estou farto de dizer, mesmo aqui, neste blog... embora de outras formas.
Deixem os juizos lá para Deus, se forem crentes, e se não forem, pensem na (mesmo que longíqua) hipótese de estarem enganados e serem julgados pelo Deus que vocês sempre afirmaram não existir.

Até à próxima.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

This is my story

Hoje, partilho este link.
É um link com piada, gravado num universo paralelo. Neste em que vivemos, o meu destino é bem mais humilde.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Facebook: Comportamentos e atitudes

Desde que criei a minha conta no facebook, já vi de tudo.

Por norma só aceito "pedidos de amizade" de pessoas que conheço pessoalmente, mas esse critério é muito discutível, mas provavelmente o mais seguro, por razões óbvias.
Há aqueles que aceitam toda a gente, principalmente para terem parceiros nos vários jogos do facebook, e aqueles que têm várias contas onde têm critérios de selecção distintos em cada conta...

Depois há aqueles que publicam todo o tipo de conteúdos no facebook, sem ter cuidado em filtrar as pessoas para quem os conteúdos deviam estar disponíveis. Ou seja, podemos chegar a ver detalhes que deviam ser pessoais e que se calhar não deviam ser-nos mostrados.

Por outro lado o facebook de vez em quando sofre alterações e as próprias definições de privacidade são postas em cheque.

Fora todos os problemas ligados a este analfabetismo infelizmente comum nas redes sociais. convém não esquecer que há pessoas que são simplesmente parvas, sejam elas nossos amigos ou perfeitos desconhecidos, como podemos ver em centenas de sítios na Internet. Uma pequena busca pelo google mostra-nos, por exemplo:

5 Facebook behaviors that ruin your image online and how to avoid them
Facebook Behavior Makes You Look Insane and Creepy in the Real World
Facebook Behavior May Negatively Impact College Application

Outros dão dicas de como se comportar.

Enfim. O ideal é usar o bom senso.
Por exemplo, se quiser namorar ou ter conversas privadas não seja estúpido ao ponto de o fazer publicamente no seu mural do facebook.
A partir do momento em que cometa essa perigosa gafe, não vá chatear os seus amigos que lhe façam comentários do tipo "Façam isso noutro lado", ou qualquer outro tipo de comentário que ache menos próprio.

E depois deste texto, pergunto-me se o Nuno Crato faz ideia do erro que comete ao extinguir a disciplina de TIC ao 9º ano em Portugal. Informática não é só saber utilizar as aplicações de um computador.
As pessoas também precisam de aprender a ter civismo informático.
[por agora não vamos comparar o civismo fora do computador com o civismo "dentro do computador" ok?]

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Facebook

Removi ontem a minha barra lateral do facebook no meu computador. Aquela de chat.
Dá para minimizar, mas estava lá. E naquela posição, já por várias vezes me chateou. Devia haver uma opção no próprio facebook para fazer desaparecer a barra às pessoas que não tencionam usar o chat.
Mas o pior de tudo é que eles (facebook) de vez em quando fazem alterações que acham que são boas para as pessoas, mas as pessoas simplesmente não gostam. E foi o caso desta barra de chat. Outra coisa que me irritava na minha barra era a impossibilidade de eu navegar por ela.
Mas o que me irritou mesmo foi sempre que abria o facebook ter dois contactos meus constantemente a piscar! (!!!!)
De pessoas que eu duvido muito que estivessem online, ou, se estivessem que tivessem o chat ligado!
Quem tem um bug destes... certamente terá outros. Já todos temos conhecimentos das estranhas noções de privacidade do facebook.
Ontem eu disse basta.
Já tinha passado umas horas a programar e a enfrentar bugs, e a minha paciência era quase nula para erros informáticos.
Procurei um script para o google Chrome que fizesse a barra simplesmente desaparecer no meu computador. E voilá!
Quem quiser "chat"ear-me que utilize um dos meus chats que costumam estar sempre ligados: msn, google-talk(gmail), Skype (por vezes) ou ICQ (raramente). Ou então... telemóvel.

[Se calhar é por eu viver num mundo à parte...]

domingo, 30 de outubro de 2011

Memorizando Pi


Quantos dígitos de π sabe de cor?
E como memorizou esses dígitos?
Eu comecei por memorizar o "3.141592654" que me era mostrado pela minha primeira calculadora científica, depois quando vi uma expansão maior percebi que aquele último 4 era um arredondamento por excesso... e fui memorizando mais dígitos.
Recentemente em http://www.ticalc.org encontrei um programa assembly para TI-83plus/TI-84plus chamado MEMPIE que ajuda a memorizar π e e.

Qual a necessidade de memorizar π com tantas casa decimais?
Hoje em dia: bater recordes, e exercitar a memória...

Pode ser que com este programa cheguem vá lá... pelo menos às 115 casas decimais?
(Quantas sei sei? Não digo... mas garanto que são muitos. E dando um valor hoje corro o risco de amanhã esse número ser inferior ao que realmente sei.)

Deixei como animação, o tal programa a correr.
Até à próxima

sábado, 29 de outubro de 2011

Calculadoras e o calculo mental (I)




Tive a minha primeira calculadora gráfica no secundário. Ganhei-a num concurso organizado pelo núcleo de estágio de professores de Matematica da escola secundária Francisco Franco no ano lectivo 1993-1994. Era uma CASIO fx-6300G. Era segundo trimestre, portanto, eu tinha 15 anos. Era a minha segunda calculadora. No ano anterior tinha ganho uma CASIO fx-115D (com a qual eu aprendi os números complexos...).
Até ter ganho a minha 1ª calculadora, até as raízes quadradas eu calculava à mão.
E graças a isso, ainda hoje sei fazer contas "de cabeça".
O cálculo "matemático" não é actualmente uma das prioridades primárias do nosso sistema de ensino e optou-se por tornar obrigatório o uso das calculadoras.
Desde 1999, quando concluí a licenciatura em Matemática têm me aparecido dezenas de alunos dos mais variados graus de ensino que têm sérias dificuldades em coisas que eu considero básicas.
Constou-me que (alguém que me corrija se eu estiver enganado) as calculadoras agora são introduzidas bem cedo na vida escolar para "não desmotivar os alunos" que não conseguem fazer contas ou que se enganam...
Até já ouvi argumentos (estúpidos) de pessoas que acham "anti-pedagógico" obrigar as pessoas a saber coisas como tabuadas, fórmulas de trigonometria, de derivação/primitivação... que para isso existem calculadoras e formulários.
Eu pergunto-me então para que serve a memória das pessoas?
Quando não se usa devidamente uma faculdade ela atrofia. Em condições mínimas, mas com trabalho tudo se consegue.
Algures em 2000 escrevi o meu primeiro programa simples de cálculo mental. A ideia original era expandir as minhas capacidades de cálculo mental, pondo a minha mente à procura de truques.

Por exemplo, 19×18=192-19=361-19=362-20=342.
192 já o sabia de cor de tantas vezes fazer 192=(20-1)2=400-40+1
Aliás, podem-se fazer todo o tipo de truques mentalmente, e com o devido treino até se conseguem efectuar os algoritmos da multiplicação e divisão rapidamente.
No entanto, o uso da calculadora invoca a pouco saudável preguiça mental.

O programa, corria na minha CASIO CFX 9950G e perguntava coisas do tipo 92x71, 1024:32, 1999-672, 1+1, e respondia certo ou errado conforme a minha resposta...

Recentemente voltei a reescrever e ampliar esse programa na minha TI-83Plus SE, e criei por exemplo uma versão para fracções. Tenho algumas ideias para mais ampliações, mas comecei a distribuir na minha skydrive as versões actuais.
Um dia, em breve disponibilizo as versões CASIO.
A velocidade de cálculo e de raciocínio faz, por exemplo os alunos nos testes e exames, ganharem tempo para as questões realmente importantes e que requerem que se pense um bocadinho.

Não me venham com a história que tirar a calculadora do ensino até ao 3º ciclo vai complicar a vida às pessoas. Muito pelo contrário, torná-las-à mais eficientes, desde que trabalhem.

Eu sou um grande fã da Matemática computacional, mas o que se passa actualmente é uma aberração.

Por isso, como não quero insultar a inteligência de ninguém, não vou dizer aqui quantas pessoas já "se entalaram" com uma pergunta simples, sem calculadora: quanto é 18:9?

Estupidificar as pessoas só é bom para quem quer pessoas com memória curta e sem capacidade de pensar em alturas de eleições.

Por hoje é tudo.
Deixei-vos como exemplo animado neste post o "nível 0" do programa de calculo mental com fracções. Existem mais 3... bem mais complicados.

Até à próxima.

PS:Estes programas para TI83Plus correm em todas as versões da TI-83, TI-84 e ainda TI-82 Stat (Que o TI-Connect reconhece como sendo uma TI-83!!!)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E tudo o vento levou...

Desistir de uma coisa importante não é algo que se faça facilmente nem sem perder imenso tempo a pensar.
Estou cansado e farto. Principalmente de pessoas.
Cheguei mesmo a um ponto em que tive de dizer basta.
Tenho 33 anos. Não ocupo o lugar que devia ocupar graças a uma série de azares, mas ainda mais graças a um conjunto de pessoas que foram aparecendo sequencialmente, e que uma a uma foram destruindo o que poderia ser o meu futuro.
Desde pessoas que tiveram a arrogância de por uma opinião acima de uma avaliação justa, a pessoas que irresponsavelmente não estiveram para preparar transições em alturas de mudança.

Sabem que uma vez, lá pelos meus 20 anos, tive um professor que me atribuiu um 10 (de 1 a 20) sem qualquer avaliação?

[Sabem que impacto isso tem na média de uma pessoa?]

Chegou a altura de procurar novos rumos... numa altura bem difícil, em que toda a gente aperta o cinto, onde os políticos só se preocupam em fazer entrar dinheiro nos cofres do estado e não se preocupam como.

Não esquecer o passado e, se possível divulgá-lo. Pode ser que com isso, se comecem a reduzir as atitudes de muita gente que não merece o cargo que ocupa.

"Não se julga um livro pela capa..."

Desistir "facilmente"? Se eu tivesse tido uma vida fácil não era aqui que eu estava...

Este é o último capítulo de um episódio neste blog.
Com sorte, novos e melhores episódios virão.
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990