segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Terra não é só nossa!

A história de estarmos a viver acima das possibilidades da Terra, não é treta. Temos imensos indícios de várias áreas. Há até quem defenda que estamos perante uma das maiores extinções em massa da história da Terra.
Também há quem não se preocupe muito porque acredita que se uma espécie se extinguir, podemos trazê-la de volta.
Muito discutível, visto que, por exemplo, ainda não trouxemos de volta os mamutes nem os dodos. A desextinção pode parecer uma ideia muito Jurassic park ou Jurassic World, mas é possível. Só não estou mesmo a ver ser possível trazerem de volta os dinossauros do Jurassic Park porque, que saibamos, nenhuma célula viável consegue sobreviver 65 milhões de anos.
Como só precisamos do código genético, poderíamos pensar em tentar arranjar só os núcleos das células...Pouca sorte! Mesmo problema.
Mas, e espécies que se extinguiram mais recentemente?
Mesmo nestas, ainda existem imensos problemas que estão a ser alvo de investigação em universidades e centros de investigação em todo o mundo.
O ideal é mesmo pensar em preservar o mundo em que vivemos e todas as espécies que nele vivem.
A Terra não é só nossa!
Deixo-vos com dois pequenos vídeos de uma das conferências TEDx, sobre desextinção.
Para mais informações, não se esqueçam que estão na Internet!




sábado, 15 de agosto de 2015

Vivemos acima das possibilidades da Terra

Infelizmente, a raça humana comporta-se como um virus no planeta Terra.
De acordo com um artigo do Diário de Notícias,de 1 de Janeiro a 13 de Agosto consumimos tudo o que a Terra podia dispensar durante este ano.
Portanto, de 14 de Agosto a 31 de Dezembro somos parasitas.
Precisamos de mudar e corrigir muitos hábitos, em muitos pontos do globo. Só existe um planeta Terra, e pelo menos por enquanto, não temos outro sítio para onde ir.
Vamos ignorar aquelas notícias sobre a "Terra 2", porque sem termos enviado pelo menos uma sonda para um desses planetas extra-solares, não há certezas. Não esqueçamos que nascemos na Terra. O nosso organismo adaptou-se a esta gravidade, e quer queiramos quer não, o ser humano faz parte do grande eco-sistema que é a Terra.
Mesmo que conseguíssemos colonizar outro planeta, a humanidade ainda não está preparada para o fazer. A forma como tratamos o nosso planeta reflectir-se-ia nas novas colónias.
Sem respeitar o nosso planeta, não temos o direito a invadir outro.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Continuam a brincar aos ricos...

Já várias vezes disse que me opunha à utilização de software comercial no ensino superior público.
Por exemplo, impor o SPSS em cadeiras de Estatística porque é o que é feito noutras universidades deste planeta, é irracional! Não estamos em condições de brincar aos ricos quando existem alternativas equivalentes ou melhores, gratuitas. Só por curiosidade fazem ideia de quanto custa uma licença SPSS? Uma simples pesquisa online mostrou-me isto.
Podem gaguejar à vontade. Quero lá saber se usam o SPSS na Universidade de Coimbra, na Universidade de Lisboa, na Universidade da Madeira! Parece-me é uma péssima opção tanto a nível financeiro como a nível educativo.
Já nos basta muitas universidades continuarem a impor sistemas proprietários nos seus computadores (por cá, tipicamente Windows).
Continuem a brincar aos ricos e a seguir modas, que as multinacionais agradecem, e o dinheiro continua a desaparecer para coisas realmente importantes.
No caso particular do SPSS, é aberrante ver cursos onde NÃO HÁ estatística sem SPSS.
Mas posso falar de outros softwares como o MS-Office, o Mathematica, o Matlab,...
Deixem-se de modas!
Se as empresas querem pessoal que saiba trabalhar com essas ferramentas, que sejam as empresas a investir na formação, e não as universidades ou os alunos.
No caso do SPSS, se me vêm falar de SPSS como ferramenta "obrigatória" ou standart de investigação, eu garanto que me rio na vossa cara!
Actualização: mesmo sabendo que as instituições de ensino superior têm protocolos que lhes permitem arranjar o software mais barato, a prática continua a ser imoral porque os alunos chegam cá fora, e em caso de necessidade têm mesmo de pagar uma licença, ou arranjar uma versão pirata arriscando-se a todos os problemas legais que isso traz.

domingo, 9 de agosto de 2015

As universidades deviam limitar o uso de powerpoints e de acetatos...


No ano lectivo 2009/2010, (num daqueles mestrados que eu desisti e onde era aluno único) tive a última cadeira cujas aulas teóricas era... bem... a leitura de Powerpoints. Não fiz a cadeira, mas não foi por ser a leitura de powerpoints.
Inscrevi-me na cadeira, mas não apareceu na lista das minhas cadeiras inscritas, portanto assumi que já não havia vagas ou qualquer coisa assim, portanto nem me dei ao trabalho de assistir às aulas.
Tentei foi resolver a questão visto que então faltava-me uma cadeira.
Quando finalmente ficou resolvida, deixaram-me mesmo inscrever na cadeira (Mecânica Quântica).
Na primeira aula a que assisti fiquei a saber que o professor exigia a comparência a 75% das aulas práticas, onde bem, se resolviam exercícios de Álgebra Linear e Cálculo elementar em R e R3. (Portanto...eu não precisava mesmo nada daquelas aulas...eu sou licenciado em Matemática, sou perito naqueles assuntos, e cheguei a dar aulas de muitos daqueles assuntos na Universidade da Madeira).
Para não ajudar, as aulas teóricas, onde de facto aparecia alguma mecânica quântica, eram uma bela seca: leitura de powerpoints.
O verdadeiro combate nessas aulas teóricas era: Não adormecer.
Mas infelizmente tive um problema de saúde, e em Novembro tive de faltar a uma aula prática (as tais que na verdade eu dispensava). À custa disso não fui admitido a avaliação nenhuma! (Alguém duvida que eu sairia dali com uma nota alta?)
No ano seguinte, escolhi outra cadeira, em que tinha vários colegas: Simulação. As aulas teóricas não eram powerpoints, e as práticas, bem, essas era mesmo necessárias visto que se faziam mesmo simulações. A nota mais alta foi a minha.

Mecânica Quântica não foi a primeira (mas foi a última!) cadeira a que assisti onde o professor lia powerpoints. Na licenciatura tive vários, e mesmo no ensino secundário, tive disciplinas onde os professores liam acetatos. Eu ia tirando notas altas, mas mais porque ia para casa estudar porque o que eu aprendia nas aulas era nada.
Portanto eu abomino aulas com Powerpoints e acetatos, porque são uma imensa perda de tempo!
Mas ainda abomino mais, "aulas práticas obrigatórias" onde só se resolvem problemas- esse tipo de atitude só sugere mediocridade por parte do professor.
Recentemente, partilharam comigo este texto.
E eu não podia concordar mais.
Mas, recordo que no secundário consegui ter pior: uma professora que limitava-se a ler o livro (Sim, as aulas eram mesmo só sessões de leitura).
Um dia protestei, e naturalmente quem se lixou fui eu, tendo o meu encarregado de educação sido chamado à escola.
Aprendi cedo a não protestar, mesmo tendo razão...
Realmente, eu cruzei-me com cada anormal...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O paradoxo de Banach–Tarski (vídeo)

Não me castiguem por dizer a verdade...

“Many people, especially ignorant people, want to punish you for speaking the truth, for being correct, for being you. Never apologize for being correct, or for being years ahead of your time. If you’re right and you know it, speak your mind. Speak your mind. Even if you are a minority of one, the truth is still the truth.”

Mahatma Gandhi


Esta frase justifica muitos dos textos que publico aqui.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Se tiver juizo, não beba.

À medida que o tempo passa, a minha paciência para arraiais (e outros eventos culturais do mesmo calibre) e principalmente para bebidas alcoólicas e respectivos abusos vai diminuindo.

Quem espera encontrar-me no Art' Camacha 2015 vai ter uma bela desilusão.
Nem mesmo num universo paralelo!
O alcool é uma droga. E grande parte do problema deve-se ao facto de ser uma droga socialmente aceite, o que serve de desculpa para muitos abusos. Uma lei seca não resolve o problema, apenas vai criar mais traficantes.
O problema tem de ser  combatido de outra forma: saber quando dizer "basta"!
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990