quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Já passou...

Não, o título não está relacionado com a versão portuguesa do filme Frozen da Disney!
Muitas vezes falo aqui de algumas patifarias que me foram feitas em instituições do ensino superior. Não é uma questão de rancor. Isto é um blog! Eu simplesmente dou a conhecer, e insisto porque não me apetece que caia no esquecimento. O investimento que fiz no superior saíu-me bem caro, e contrariamente ao que algumas bestas possam pensar, saiu do meu bolso!
Isto porque a besta que um dia me proibiu de usar o teorema do homomorfismo em Análise (mesmo estando em condições para o fazer) um dia mandou umas bocas bem feias, quando tive de faltar, depois das "férias" da Páscoa, mais uma vez por motivos de saúde (segundo ela, eu "prolonguei as minhas férias, haja dinheiro"... raio de arrogância de achar que sabe tudo sobre a minha vida). Não lhe dei satisfações. Apenas disse que estive doente. Aliás, dias antes, durante um trabalho, ao levantar-me da mesa tive tonturas... e sentei-me logo depois. Disse ao pessoal que estava comigo que eu não me sentia bem e ia ficar por ali. Horas depois corri para um médico.
"Besta" não é uma designação emocional. É uma designação que fica-lhe muito bem porque, emocional seria chamar-lhe uma série de palavrões (não é que ela não mereça, mas já passou...).
Quando nos dizem que a nossa vida é fruto das nossas decisões (E e muitas frases feitas que se dizem, e se espalham, que parecem andar por aí para nos "programar" como se fossemos idiotas incapazes de pensar) apetece-me corrigi-los: A nossa vida depende das nossas decisões, combinadas com as decisões de outros.
Ou acham que os judeus decidiram ir viver para os campos de concentração alemães por sua livre e espontânea vontade?
Ou acham que todos os palestinianos que sofrem nos territórios ocupados sofrem porque decidiram?
Não esqueçam o passado. O passado está lá atrás, mas não pode ser esquecido!
Para a frente é que é o caminho, mas... acham que uma mulher de bom senso, violada voltará a percorrer o mesmo caminho que a levou a ser violada? Que confiará no violador? Que o passado do violador deve ser esquecido?
Já passou...
Mas só um idiota esquece propositadamente o passado e volta a confiar em quem o traíu. E eu já tenho as costas cheias de punhais.
Garanto que frases como "O teorema do homomorfismo não se usa em Análise"
"Isto está errado porque tenho mais experiência que tu" (a justificação mais matemática da minha vida... e garanto que o meu trabalho estava 100% certo, o que me diz muito sobre a experiência/arrogância dele)
"Vais fazer o que eu quero como eu quero"(prepotência... "eu quero posso e mando")
"..."
(Queriam que eu pusesse aqui todas? Deixem-me ter uma vida fora deste blog, mas existem muitas mais) São frases que nunca esquecerei.

Acham mesmo que eu tenho algum interesse em regressar ao ensino superior? Para trabalhar em Matemática não preciso disso. Só de pessoas interessadas e honestas.
Já passou, mas o passado tem como consequência o presente e o futuro.
E isto é uma das principais razões para o estudo de História!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A relatividade do "Muito difícil"

Principalmente nos meus estudos em Portugal continental deparei-me com alguns problemas de natureza Matemática com alguns professores. Como já contei anteriormente neste blog, uma vez, há 8 anos, coloquei uma dúvida sobre um assunto (mais precisamente uma fórmula) em que andava a trabalhar, a que o professor me respondeu "deixe estar, é muito difícil". Pouco tempo depois (cerca de um mês)...nas férias, mais precisamente, no mês de Agosto ocorreu-me como fazê-lo! Deduzi a fórmula e para minha desilusão, a dedução até era simples (até eu consegui fazê-la!). Andei às voltas a olhar para a dedução, à procura de um erro, e nada! Não encontrava erros. Dois anos depois, assisti a uma disciplina (que não fazia parte dos planos do curso a que eu estivesse a frequentar, ou seja eu estava lá voluntariamente) noutra faculdade, o professor repete a minha demonstração quase passo por passo.
Das duas uma: ou não sabia, ou não se lembrava... ou queria livrar-se de mim, ou achava-me muito burrinho para perceber (não façam perguntas parvas: há e sempre houve quem faça juízos à priori.) Mas, no ano anterior, outro professor fartou-se de utilizar a expressão "é difícil" noutra cadeira.
Nessa outra cadeira infelizmente fiquei com a impressão que, o "é difícil" era uma expressão que na verdade era usada quando o professor não preparava as aulas (!!!!!).
Temos finalmente o caso do professor que no ano lectivo 2013/2014 considerou que havia uma questão de difículdade universitária no exame de Matemática A da primeira fase. Para ser honesto, fiquei com a impressão que ele deve ter interpretado mal o enunciado, ou se calhar teve uma branca, e para azar dele, havia um jornalista por perto.
Brancas e azares, todos temos!
Principalmente quando estou cansado, por vezes não me ocorrem coisas simples. Não quer dizer que sejam difíceis. Quer dizer que tenho de dormir...
Então, o que é que na verdade é difícil? O último Teorema de Fermat levou alguns séculos a ser demonstrado, pode-se considerar difícil para os últimos 300 anos.
Difícil, é algo para o qual não existe uma resposta simples, dado o conhecimento que se possui.
Portanto "difícil", é um conceito relativo. Para quem pouco sabe, tudo é difícil.
Para quem sabe "tudo", dizer que uma coisa é difícil, provavelmente significa que essa coisa é mesmo "difícil"!
Coisas realmente difíceis, vão existir sempre, porque o "conhecimento absoluto" (saber literalmente tudo) é algo que não existe.
Portanto, para mim, existem muitas coisas difíceis. Mas evito usar a palavra. Não me apetece que ninguém, principalmente alunos, herdem as minhas dificuldades. Se aquilo que é difícil para mim para eles se tornar fácil, aprendo com eles...

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Terra não é só nossa!

A história de estarmos a viver acima das possibilidades da Terra, não é treta. Temos imensos indícios de várias áreas. Há até quem defenda que estamos perante uma das maiores extinções em massa da história da Terra.
Também há quem não se preocupe muito porque acredita que se uma espécie se extinguir, podemos trazê-la de volta.
Muito discutível, visto que, por exemplo, ainda não trouxemos de volta os mamutes nem os dodos. A desextinção pode parecer uma ideia muito Jurassic park ou Jurassic World, mas é possível. Só não estou mesmo a ver ser possível trazerem de volta os dinossauros do Jurassic Park porque, que saibamos, nenhuma célula viável consegue sobreviver 65 milhões de anos.
Como só precisamos do código genético, poderíamos pensar em tentar arranjar só os núcleos das células...Pouca sorte! Mesmo problema.
Mas, e espécies que se extinguiram mais recentemente?
Mesmo nestas, ainda existem imensos problemas que estão a ser alvo de investigação em universidades e centros de investigação em todo o mundo.
O ideal é mesmo pensar em preservar o mundo em que vivemos e todas as espécies que nele vivem.
A Terra não é só nossa!
Deixo-vos com dois pequenos vídeos de uma das conferências TEDx, sobre desextinção.
Para mais informações, não se esqueçam que estão na Internet!




sábado, 15 de agosto de 2015

Vivemos acima das possibilidades da Terra

Infelizmente, a raça humana comporta-se como um virus no planeta Terra.
De acordo com um artigo do Diário de Notícias,de 1 de Janeiro a 13 de Agosto consumimos tudo o que a Terra podia dispensar durante este ano.
Portanto, de 14 de Agosto a 31 de Dezembro somos parasitas.
Precisamos de mudar e corrigir muitos hábitos, em muitos pontos do globo. Só existe um planeta Terra, e pelo menos por enquanto, não temos outro sítio para onde ir.
Vamos ignorar aquelas notícias sobre a "Terra 2", porque sem termos enviado pelo menos uma sonda para um desses planetas extra-solares, não há certezas. Não esqueçamos que nascemos na Terra. O nosso organismo adaptou-se a esta gravidade, e quer queiramos quer não, o ser humano faz parte do grande eco-sistema que é a Terra.
Mesmo que conseguíssemos colonizar outro planeta, a humanidade ainda não está preparada para o fazer. A forma como tratamos o nosso planeta reflectir-se-ia nas novas colónias.
Sem respeitar o nosso planeta, não temos o direito a invadir outro.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Continuam a brincar aos ricos...

Já várias vezes disse que me opunha à utilização de software comercial no ensino superior público.
Por exemplo, impor o SPSS em cadeiras de Estatística porque é o que é feito noutras universidades deste planeta, é irracional! Não estamos em condições de brincar aos ricos quando existem alternativas equivalentes ou melhores, gratuitas. Só por curiosidade fazem ideia de quanto custa uma licença SPSS? Uma simples pesquisa online mostrou-me isto.
Podem gaguejar à vontade. Quero lá saber se usam o SPSS na Universidade de Coimbra, na Universidade de Lisboa, na Universidade da Madeira! Parece-me é uma péssima opção tanto a nível financeiro como a nível educativo.
Já nos basta muitas universidades continuarem a impor sistemas proprietários nos seus computadores (por cá, tipicamente Windows).
Continuem a brincar aos ricos e a seguir modas, que as multinacionais agradecem, e o dinheiro continua a desaparecer para coisas realmente importantes.
No caso particular do SPSS, é aberrante ver cursos onde NÃO HÁ estatística sem SPSS.
Mas posso falar de outros softwares como o MS-Office, o Mathematica, o Matlab,...
Deixem-se de modas!
Se as empresas querem pessoal que saiba trabalhar com essas ferramentas, que sejam as empresas a investir na formação, e não as universidades ou os alunos.
No caso do SPSS, se me vêm falar de SPSS como ferramenta "obrigatória" ou standart de investigação, eu garanto que me rio na vossa cara!
Actualização: mesmo sabendo que as instituições de ensino superior têm protocolos que lhes permitem arranjar o software mais barato, a prática continua a ser imoral porque os alunos chegam cá fora, e em caso de necessidade têm mesmo de pagar uma licença, ou arranjar uma versão pirata arriscando-se a todos os problemas legais que isso traz.

domingo, 9 de agosto de 2015

As universidades deviam limitar o uso de powerpoints e de acetatos...


No ano lectivo 2009/2010, (num daqueles mestrados que eu desisti e onde era aluno único) tive a última cadeira cujas aulas teóricas era... bem... a leitura de Powerpoints. Não fiz a cadeira, mas não foi por ser a leitura de powerpoints.
Inscrevi-me na cadeira, mas não apareceu na lista das minhas cadeiras inscritas, portanto assumi que já não havia vagas ou qualquer coisa assim, portanto nem me dei ao trabalho de assistir às aulas.
Tentei foi resolver a questão visto que então faltava-me uma cadeira.
Quando finalmente ficou resolvida, deixaram-me mesmo inscrever na cadeira (Mecânica Quântica).
Na primeira aula a que assisti fiquei a saber que o professor exigia a comparência a 75% das aulas práticas, onde bem, se resolviam exercícios de Álgebra Linear e Cálculo elementar em R e R3. (Portanto...eu não precisava mesmo nada daquelas aulas...eu sou licenciado em Matemática, sou perito naqueles assuntos, e cheguei a dar aulas de muitos daqueles assuntos na Universidade da Madeira).
Para não ajudar, as aulas teóricas, onde de facto aparecia alguma mecânica quântica, eram uma bela seca: leitura de powerpoints.
O verdadeiro combate nessas aulas teóricas era: Não adormecer.
Mas infelizmente tive um problema de saúde, e em Novembro tive de faltar a uma aula prática (as tais que na verdade eu dispensava). À custa disso não fui admitido a avaliação nenhuma! (Alguém duvida que eu sairia dali com uma nota alta?)
No ano seguinte, escolhi outra cadeira, em que tinha vários colegas: Simulação. As aulas teóricas não eram powerpoints, e as práticas, bem, essas era mesmo necessárias visto que se faziam mesmo simulações. A nota mais alta foi a minha.

Mecânica Quântica não foi a primeira (mas foi a última!) cadeira a que assisti onde o professor lia powerpoints. Na licenciatura tive vários, e mesmo no ensino secundário, tive disciplinas onde os professores liam acetatos. Eu ia tirando notas altas, mas mais porque ia para casa estudar porque o que eu aprendia nas aulas era nada.
Portanto eu abomino aulas com Powerpoints e acetatos, porque são uma imensa perda de tempo!
Mas ainda abomino mais, "aulas práticas obrigatórias" onde só se resolvem problemas- esse tipo de atitude só sugere mediocridade por parte do professor.
Recentemente, partilharam comigo este texto.
E eu não podia concordar mais.
Mas, recordo que no secundário consegui ter pior: uma professora que limitava-se a ler o livro (Sim, as aulas eram mesmo só sessões de leitura).
Um dia protestei, e naturalmente quem se lixou fui eu, tendo o meu encarregado de educação sido chamado à escola.
Aprendi cedo a não protestar, mesmo tendo razão...
Realmente, eu cruzei-me com cada anormal...
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990