O Scratchy, é um computador que já está comigo há 10 anos. Nas minhas viagens Madeira-Lisboa entre 2006 e 2011 ficou todo arranhado, facto que tentei camuflar com autocolantes, mas depois desisti (e dei-lhe o nome...). O disco rígido estava à beira da morte há 2 anos, até que na 4a feira passada sou surpreendido com este ecrã:
Bem... ao reiniciar entrando na consola de recuperação, vejo que vários ficheiros estão corrompidos por todo o disco. Continuando a receber mensagens de erro de I/O sobre o disco rígido. Tirei o disco e tentei fazer um backup noutro computador que reportou os mesmos erros de I/O. Ainda tentei limpar a tabela de partições e reformatar o disco sem sucesso. Tive o computador a funcionar sem disco, e só com um cpknoppix por um dia. Procurei discos online, mas não gostei dos preços, nem das capacidades ( disco IDE de 3,5 polegadas de pelo menos 120 GB ).
Bem, o tamanho é ridículo, visto que tenho pen's maiores. Bom.... já que tenho maiores, decidi usar uma como disco rígido!
Liguei a pen ao computador sem disco (Scratchy) e instalei o Debian 8.5 64bit "completo".
Por forma a minimizar a escrita na pen, fiz algumas alterações ao sistema.
E voilá: tenho um sistema funcional. Onde mal se notam diferenças entre esta versão e autra previamente instalada no disco!
PS: Será que esta pen vai durar muito tempo?...
domingo, 31 de julho de 2016
Debian 8.5 (Jessie) instalado numa PEN
Etiquetas:
Linux
quinta-feira, 28 de julho de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
terça-feira, 26 de julho de 2016
segunda-feira, 25 de julho de 2016
domingo, 24 de julho de 2016
As avaliações viciadas... e o 31 de Julho
Vivemos num mundo estranho, cheio de gente estranha.
Tenho evitado falar aqui de certos assuntos da nossa actualidade, porque passam-se coisas que até os cegos conseguem "ver", mas os tipos que estão à frente do mundo estão a assistir de braços cruzados, ou tomando decisões anedóticas que não só não resolverão problema nenhum, como levarão a problemas mais sérios.
Vejo os extremismos a regressar ao poder...
Mas já o vejo há anos (exemplo:AO90) e até nas nossas universidades...
Os leitores mais habituais deste blog já devem saber que acabei o secundário com média de 20 (de 1 a 20) a Matemática, Física, ... Já agora, o que não sabem é que as outras notas de ciências, como C.T.V. (Ciências da Terra e da Vida, actualmente Biologia e Geologia) as notas andaram lá perto (18s, 19s)
A avaliação era feita por forma a que o avaliador soubesse se eu de facto tinha adquirido o conhecimento e a qualidade desse conhecimento, através de testes com alguma exigência.
No entanto, chegando ao ensino superior (tanto como aluno, como, mesmo mais tarde como docente do ensino superior) assisti a algo impensável: alguns professores fazem uma avaliação pouco objectiva, com base em ideias pré-concebidas... E nem vou voltar a falar daqueles que deram nota sem avaliação, porque isso é mesmo o extremo e sim! Aconteceu!
No meu mestrado na F.C.U.L., tive uma professora que nos bombardeava com trabalhos muito pouco saudáveis que nos roubava o tempo (e a sanidade mental) que precisávamos para as outras cadeiras. Trabalhos que como acabei por ter a infelicidade de observar, não eram avaliados pela sua qualidade, mas sim pelas ideias pré-concebidas que tinha dos alunos. Éramos apenas 2!
Nessa altura, já não podia anular a matrícula... apeteceu-me a chumbar a cadeira e fazê-la a com outro professor! Mas a $#%"#$%"#$ não deixou. Deu-me 10 (de 1 a 20)!
Tirar dúvidas com ela era impossível (foi a tal que uma vez me disse que dei qualquer coisa numa cadeira que não funcionava há cerca de 20 anos - Se calhar a culpa foi minha, não?)
A tal professora já não se encontra por lá, e ainda bem... só por isso a F.C.U.L. sobe umas centésimas na minha consideração....
Não foi a última vez que me deram uma avaliação muito pouco objectiva e a meu ver injusta...
Recebo de vez em quando, emails de leitores deste blog, mensagens no facebook e até relatos de explicandos e ex-explicandos meus com histórias monstruosas de todo o país!
A avaliação deve ser algo objectivo com base no programa apresentado no início da cadeira...
Tornar aulas de ensino superior obrigatórias é inaceitável, visto que se o docente for mesmo bom, os alunos aparecem, e mais: não perturbam nem as aulas nem os colegas.
Sob a cobertura do processo de Bolonha passaram-se coisas muito mais graves, como começa agora a vir a público com o caso da licenciatura de Miguel Relvas.
Mais tarde, no meu "plano B", na FCT/UNL, após ter recebido uma segunda ameaça de um professor que me ia fazer "um exame para eu chumbar" decidi não regressar a este sistema tão viciado, injusto e tão pouco objectivo...
Fiz apenas um exame, com outra professora, mais racional e objectiva, porque depois de todo o trabalho que tive a estudar para uma cadeira para o qual eu não satisfazia quaisquer pré-requisitos, queria mesmo saber "o que valia" o meu conhecimento... tive 18, sem estar a tentar dar o meu melhor, apenas a testar o que eu sabia sem grande esforço!
Poucos dias depois de ter saído de uma hospitalização!
Regressei à Madeira no dia 31 de de Julho desse ano, onde estou desde então.
Não há plano C, nem como financiar novas aventuras.
Celebro anualmente o meu regresso, no dia 31 de Julho. Ainda não sei como vou celebrar neste ano... Gostaria de ver um bom filme... ou, dada a minha idade... ser chamado para um excelente emprego como Matemático.
Realisticamente, dia 31 é um Domingo. Provavelmente de manhã vou a uma missa... à tarde saio (sozinho) e vou a um cinema (no ano passado passaram um filme só para mim...), regressando a casa pouco antes da meia noite por causa dos autocarros.
É verdade, eu tenho uma vida meio solitária...
Tenho evitado falar aqui de certos assuntos da nossa actualidade, porque passam-se coisas que até os cegos conseguem "ver", mas os tipos que estão à frente do mundo estão a assistir de braços cruzados, ou tomando decisões anedóticas que não só não resolverão problema nenhum, como levarão a problemas mais sérios.
Vejo os extremismos a regressar ao poder...
Mas já o vejo há anos (exemplo:AO90) e até nas nossas universidades...
Os leitores mais habituais deste blog já devem saber que acabei o secundário com média de 20 (de 1 a 20) a Matemática, Física, ... Já agora, o que não sabem é que as outras notas de ciências, como C.T.V. (Ciências da Terra e da Vida, actualmente Biologia e Geologia) as notas andaram lá perto (18s, 19s)
A avaliação era feita por forma a que o avaliador soubesse se eu de facto tinha adquirido o conhecimento e a qualidade desse conhecimento, através de testes com alguma exigência.
No entanto, chegando ao ensino superior (tanto como aluno, como, mesmo mais tarde como docente do ensino superior) assisti a algo impensável: alguns professores fazem uma avaliação pouco objectiva, com base em ideias pré-concebidas... E nem vou voltar a falar daqueles que deram nota sem avaliação, porque isso é mesmo o extremo e sim! Aconteceu!
No meu mestrado na F.C.U.L., tive uma professora que nos bombardeava com trabalhos muito pouco saudáveis que nos roubava o tempo (e a sanidade mental) que precisávamos para as outras cadeiras. Trabalhos que como acabei por ter a infelicidade de observar, não eram avaliados pela sua qualidade, mas sim pelas ideias pré-concebidas que tinha dos alunos. Éramos apenas 2!
Nessa altura, já não podia anular a matrícula... apeteceu-me a chumbar a cadeira e fazê-la a com outro professor! Mas a $#%"#$%"#$ não deixou. Deu-me 10 (de 1 a 20)!
Tirar dúvidas com ela era impossível (foi a tal que uma vez me disse que dei qualquer coisa numa cadeira que não funcionava há cerca de 20 anos - Se calhar a culpa foi minha, não?)
A tal professora já não se encontra por lá, e ainda bem... só por isso a F.C.U.L. sobe umas centésimas na minha consideração....
Não foi a última vez que me deram uma avaliação muito pouco objectiva e a meu ver injusta...
Recebo de vez em quando, emails de leitores deste blog, mensagens no facebook e até relatos de explicandos e ex-explicandos meus com histórias monstruosas de todo o país!
A avaliação deve ser algo objectivo com base no programa apresentado no início da cadeira...
Tornar aulas de ensino superior obrigatórias é inaceitável, visto que se o docente for mesmo bom, os alunos aparecem, e mais: não perturbam nem as aulas nem os colegas.
Sob a cobertura do processo de Bolonha passaram-se coisas muito mais graves, como começa agora a vir a público com o caso da licenciatura de Miguel Relvas.
Mais tarde, no meu "plano B", na FCT/UNL, após ter recebido uma segunda ameaça de um professor que me ia fazer "um exame para eu chumbar" decidi não regressar a este sistema tão viciado, injusto e tão pouco objectivo...Fiz apenas um exame, com outra professora, mais racional e objectiva, porque depois de todo o trabalho que tive a estudar para uma cadeira para o qual eu não satisfazia quaisquer pré-requisitos, queria mesmo saber "o que valia" o meu conhecimento... tive 18, sem estar a tentar dar o meu melhor, apenas a testar o que eu sabia sem grande esforço!
Poucos dias depois de ter saído de uma hospitalização!
Regressei à Madeira no dia 31 de de Julho desse ano, onde estou desde então.
Não há plano C, nem como financiar novas aventuras.
Celebro anualmente o meu regresso, no dia 31 de Julho. Ainda não sei como vou celebrar neste ano... Gostaria de ver um bom filme... ou, dada a minha idade... ser chamado para um excelente emprego como Matemático.
Realisticamente, dia 31 é um Domingo. Provavelmente de manhã vou a uma missa... à tarde saio (sozinho) e vou a um cinema (no ano passado passaram um filme só para mim...), regressando a casa pouco antes da meia noite por causa dos autocarros.
É verdade, eu tenho uma vida meio solitária...
quinta-feira, 21 de julho de 2016
A banha de cobra no acesso ao ensino superior...
Na semana passada saíram os resultados dos exames do ensino secundário. Agora os alunos começam a tratar da sua candidatura ao ensino superior.
Nisto alguns jornais começam a mostrar listas de cursos com desemprego a 0%.
E aqui é que a porca torce o rabo...
Desses cursos, quantos têm alunos a trabalhar na área específica do curso?
(Tirar um curso de Matemática e estar a servir à mesa ou a trabalhar como técnico de informática... é ridículo)
Depois, há a verdadeira qualidade dos cursos. Se me pedirem opiniões sobre certos cursos eu posso dá-la, fundamentando a minha opinião... o "desemprego 0" é uma banha de cobra! Não é um verdadeiro critério.
Exemplo: por estar a dar explicações e estar colectado como explicador (para poder passar recibos verdes) não sou considerado desempregado. Note-se que nos meses de Julho e Agosto posso não ter alunos (não é mau sinal, no mês de Julho pode querer dizer que todos os explicandos de 12º safaram-se a Matemática), tenho salário 0, mas tenho de pagar por exemplo a segurança social (e todas as outras contas que temos de pagar como electricidade, àgua...) e não sou considerado desempregado.
Aliás, já vi a instituição de ensino superior que me deu a licenciatura gabar-se de não ter alunos de Matemática no desemprego.
Eu posso garantir que tenho colegas licenciados em Matemática que não trabalham em Matemática...
E penso que ninguém gosta de tirar o curso numa área para trabalhar noutra.
Não enganem os nossos jovens.
Não lhes digam que certos cursos são equivalentes quando são bem distintos.
Não lhes apresentem planos de curso para depois alterá-los durante o curso...
Não lhes garantam empregabilidade com base nestas estatísticas.
Não recomendem aos de 9º ano cursos com Matemática B dizendo que é mais fácil no acesso ao ensino superior quando, depois esses alunos têm de fazer enormes sacrifícios para conseguir enfrentar as disciplinas de Matemática no superior.
As instituições querem é ter alunos. Mas será que alguma realmente se importa com eles? Quando os cursos são formulados, quantos se podem gabar de ter uma série de objectivos e de os conseguir cumprir?
No meu caso, posso garantir que concorri a dois mestrados onde ninguém se preocupou com o meu background, e num deles, cheguei a por uma dúvida, que me foi respondida com "você deu isso na cadeira X", e não me tirou a dúvida... cadeira cujo conteúdo não fez parte do meu curso, e, como revelou mais tarde a minha investigação, nem estava no plano de curso dessa mesma instituição há cerca de 20 anos! (Não estou a inventar! ISTO ACONTECEU!)
Noutra cadeira, quando pus uma dúvida, a resposta que tive foi: "é difícil...", a dúvida não me foi tirada.
Um dia, nas férias, sentei-me com um papel à frente. Pensei no assunto, deduzi meia dúzia de fórmulas, analisei consequências e tirei a minha dúvida. Não, não foi difícil. Das duas uma.
Ou eu sou um génio (não, não sou...) ou o professor simplesmente quis despachar-me sem pensar no assunto.
[Não vou por a hipótese de incompetência, o professor em questão ainda merece o meu respeito]
Portanto, eu não consigo deixar de olhar para certas apresentações de cursos como autênticas vigarices, tornando algumas pessoas e instituições em vigaristas que deviam ser publicamente penalizados por isso mesmo!
Mas isto é apenas a minha opinião...
Nisto alguns jornais começam a mostrar listas de cursos com desemprego a 0%.
E aqui é que a porca torce o rabo...
Desses cursos, quantos têm alunos a trabalhar na área específica do curso?
(Tirar um curso de Matemática e estar a servir à mesa ou a trabalhar como técnico de informática... é ridículo)
Depois, há a verdadeira qualidade dos cursos. Se me pedirem opiniões sobre certos cursos eu posso dá-la, fundamentando a minha opinião... o "desemprego 0" é uma banha de cobra! Não é um verdadeiro critério.
Exemplo: por estar a dar explicações e estar colectado como explicador (para poder passar recibos verdes) não sou considerado desempregado. Note-se que nos meses de Julho e Agosto posso não ter alunos (não é mau sinal, no mês de Julho pode querer dizer que todos os explicandos de 12º safaram-se a Matemática), tenho salário 0, mas tenho de pagar por exemplo a segurança social (e todas as outras contas que temos de pagar como electricidade, àgua...) e não sou considerado desempregado.
Aliás, já vi a instituição de ensino superior que me deu a licenciatura gabar-se de não ter alunos de Matemática no desemprego.
Eu posso garantir que tenho colegas licenciados em Matemática que não trabalham em Matemática...
E penso que ninguém gosta de tirar o curso numa área para trabalhar noutra.
Não enganem os nossos jovens.
Não lhes digam que certos cursos são equivalentes quando são bem distintos.
Não lhes apresentem planos de curso para depois alterá-los durante o curso...
Não lhes garantam empregabilidade com base nestas estatísticas.
Não recomendem aos de 9º ano cursos com Matemática B dizendo que é mais fácil no acesso ao ensino superior quando, depois esses alunos têm de fazer enormes sacrifícios para conseguir enfrentar as disciplinas de Matemática no superior.
As instituições querem é ter alunos. Mas será que alguma realmente se importa com eles? Quando os cursos são formulados, quantos se podem gabar de ter uma série de objectivos e de os conseguir cumprir?
No meu caso, posso garantir que concorri a dois mestrados onde ninguém se preocupou com o meu background, e num deles, cheguei a por uma dúvida, que me foi respondida com "você deu isso na cadeira X", e não me tirou a dúvida... cadeira cujo conteúdo não fez parte do meu curso, e, como revelou mais tarde a minha investigação, nem estava no plano de curso dessa mesma instituição há cerca de 20 anos! (Não estou a inventar! ISTO ACONTECEU!)
Noutra cadeira, quando pus uma dúvida, a resposta que tive foi: "é difícil...", a dúvida não me foi tirada.
Um dia, nas férias, sentei-me com um papel à frente. Pensei no assunto, deduzi meia dúzia de fórmulas, analisei consequências e tirei a minha dúvida. Não, não foi difícil. Das duas uma.
Ou eu sou um génio (não, não sou...) ou o professor simplesmente quis despachar-me sem pensar no assunto.
[Não vou por a hipótese de incompetência, o professor em questão ainda merece o meu respeito]
Portanto, eu não consigo deixar de olhar para certas apresentações de cursos como autênticas vigarices, tornando algumas pessoas e instituições em vigaristas que deviam ser publicamente penalizados por isso mesmo!
Mas isto é apenas a minha opinião...
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