Há bons motivos para este blog se chamar CarlosPaulices no século XXI...
No século XXI!
Embora tenha nascido no século XX, ao recriar este blog em 2010, fazia parte dos meus objectivos não olhar para trás.
Mas eu tenho de olhar para trás... esse passado faz parte da minha história, e bom ou mau, faz parte de mim, moldou-me no que sou hoje. Em 2010, depois do "reset" ao blog, tinha alguns objectivos.
Evoluíram... mudaram. O que queiram lhe chamar. Passou a ser o meu espaço onde digo o que me apetece quando me apetece.
Um cantinho meu onde posso ser eu, sem ter de me preocupar. Quem não gosta, lê e não volta... quem gosta, acaba por voltar, nem que seja só para ler os meus disparates.
O tempo não volta para trás.
Acabei sozinho...aqui... num blog.
Sou apenas mais uma colecção de histórias na Internet.
Um tipo que comenta fotos, manda piadas, e nem sempre é compreendido.
Por vezes ouço e vejo opiniões que não correspondem à verdade sobre mim.
Um tipo que um dia quis ser matemático...e acabou sozinho na Internet.
A dar explicações para sobreviver...
Depois da meia-noite volto a ter dados móveis.
Se calhar, desinstalo o Instagram e repenso no que faço eu na Internet... e se calhar, na vida.
sexta-feira, 31 de março de 2017
Sou um eco...
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Silêncio digital na era do fast-food e da Internet...
Nesta semana, ando sem dados móveis.
Gastei os meus 5Gb mensais.
Desligando a Internet... vem o "silêncio".
Ligo os auscultadores e trabalho.
Não me faltam coisas para fazer.
Mas percebo "o vazio" que faz parte da minha vida.
Tirando as explicações, onde comunico directamente com explicandos...
Quase todas as outras comunicações são electrónicas.
Na verdade...
Desde 2004 que é assim. E consegui o feito de ir reduzindo o leque de pessoas com quem falo pessoalmente.
Esboço este texto a comer batatas fritas e um Big Mac, bebendo uma coca-cola zero. Algo muito recomendável a um diabético.
E utilizo a Internet do MacDonalds
Gosto dos meus explicandos... preocupo-me com eles. São "a minha família emprestada", os meus "colegas de trabalho", os únicos com quem falo pessoalmente. Mas todos eles um dia, vão embora..,
O silêncio do mundo sem comunicações electrónicas.
Gastei os meus 5Gb mensais.
Desligando a Internet... vem o "silêncio".
Ligo os auscultadores e trabalho.
Não me faltam coisas para fazer.
Mas percebo "o vazio" que faz parte da minha vida.
Tirando as explicações, onde comunico directamente com explicandos...
Quase todas as outras comunicações são electrónicas.
Na verdade...
Desde 2004 que é assim. E consegui o feito de ir reduzindo o leque de pessoas com quem falo pessoalmente.
Esboço este texto a comer batatas fritas e um Big Mac, bebendo uma coca-cola zero. Algo muito recomendável a um diabético.
E utilizo a Internet do MacDonalds
Hoje em dia posso acompanhá-los pela internet...
Só que, nesta semana, há menos net.
"Como te correu o teste?"
"Pedi-te para estudar regularmente... não de véspera..."-Penso, penso mas poucas vezes digo, sabem perfeitamente que penso isso.
"Sei que tens outras coisas na vida... mas o dia tem 24 horas e não tas estou a pedir a todas".
Vêm-me à memória aqueles tempos em que professores que deviam viver num mundo à parte, exigiam algo humanamente inalcançável para o humano comum, quanto mais para um tipo com anemia.
Não, anemia não se apanha só por descuido com a alimentação... se não têm um curso de medicina, não digam disparates!
Não quero ser assim... não quero pedir o impossível. Só quero mesmo, melhor.
Não peço o impossível...
Apenas peço responsabilidade nas escolhas, e sugiro as que me parecem ser as melhores.A vida é tua, a decisão é tua. Eu não passo de alguém que deve estar de passagem.
"Regularmente não significa ficar sem tocar nisto durante uma semana!"
Passam os anos... alguns passam por mim e não me reconhecem.
Outros reconhecem, mas fingem não reconhecer. Pergunto-me se terei exagerado muito acima ou muito abaixo na exigência.
São humanos, e na verdade, como já escrevi antes, isto não é muito diferente de prostituição. É um erro envolver-se emocionalmente... mas errar é humano, e ainda sou humano.
Não devia ser estranho.
Cresci sem ele.
Sempre fui, e provavelmente sempre serei... um matemático solitário...
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quarta-feira, 29 de março de 2017
B+
Toda a gente conhece pessoas que não têm noção da realidade.
Umas são estupidamente optimistas, outras, exactamente o contrário... e outras gostam de dar palpites irrealistas sobre realidades que desconhecem.
Para cada pessoa deve existir um equilíbrio de realismo/optimismo/pessimismo. Digo eu. Não sou psicólogo... mas já passei por muito.
Frases como
"Joga-te de um avião a 3000m de altitude sem para-quedas e sê optimista... não te vais magoar"
ou
"Jogando um dado cúbico equilibrado com as faces numeradas de um a seis, a mim sai um sete", são...
no mínimo ridiculamente irrealistas.
Lembro-me em 2011, pouco mais de 24 horas depois de ter tido alta do segundo internamento no Hospital Garcia Orta, ter ouvido a coordenadora do mestrado que eu tinha acabado de desistir, fazer uma lista de elogios a um indivíduo, para os quais eu tinha no mínimo um contra-exemplo para cada um deles... por ter "convivido" com esse senhor durante 3 anos.
Além de inoportuno, (eu tinha acabado de passar uma semana hospitalizado, saí, fiz um exame que não foi "oferecido" - tive 18)... demonstrava uma falta de sensibilidade e sim, de noção da realidade.
Depois de vários anos, a minha decisão estava tomada, e não estava nem está nos meus planos viver num mundo que não seja o real.
Já ouvi críticas suficientes, e a minha resposta é e sempre será: metam-se na vossa vida. Fiz o que tinha a fazer, a decisão foi minha e até hoje nada me sugeriu sequer que tivesse sido uma má decisão. Se tiver de pedir opinião a alguém, peço, não será certamente a quem não faz a mínima ideia do inferno porque passei, e mesmo fazendo ideia, também não será por quem não passou pelo mesmo (semelhante ou "pior" não serve, tem mesmo de ser "o mesmo").
Foi didáctico, e ajuda-me a perceber por vezes as pressões a que os meus explicandos estão sujeitos.
Passar um mau bocado recorda-nos que somos pequenos perante o universo, e precisamos disso. Sem exageros se faz favor! Eu acho que no meu caso, já tive que chegue!
Espero ter aprendido as lições necessárias... e que com elas consiga ensinar outros, que estejam dispostos a aprender.
Lembro-me do dia em que num sala de espera de um hospital perguntei a uma enfermeira
"Qual é o meu tipo de sangue?", e ela reponde-me "B positivo".
E eu sorri ao perceber que em inglês seria... "Be Positive".
Mais tarde, percebi que também era um dos memes da internet.
Já me foi útil algumas vezes para tentar animar algumas pessoas.
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CarlosPaulices puras
terça-feira, 28 de março de 2017
O erro
Errar é humano. Eu sou humano. Eu cometo erros. Corrijo os que posso.
Admito os meus. Custa assim tanto admitir erros?
Manobras de "intimidação", como algumas que vejo e tentam me impingir no meio académico*são assim tão necessárias?
Custa assim tanto emendar e corrigir?
Há erros que cometo de propósito e conscientemente. Sou livre para fazê-lo...
Admito os meus. Custa assim tanto admitir erros?
Manobras de "intimidação", como algumas que vejo e tentam me impingir no meio académico*são assim tão necessárias?
Custa assim tanto emendar e corrigir?
Há erros que cometo de propósito e conscientemente. Sou livre para fazê-lo...
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Errare humanum est
segunda-feira, 27 de março de 2017
Eu hoje, ao chegar a casa, estive a procurar isto online.
O preço assustou-me. Vou mesmo desenrascar-me sem isto...
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Casio
domingo, 26 de março de 2017
Intimidação: Amor à camisola
Recentemente, numa troca de S.M.S:'s eu respondi que nunca na vida sugeriria um curso de Matemática a um bom aluno.
E as respostas que tive lembraram-me uma "lavagem cerebral" praticada por algumas pessoas na Universidade da Madeira...
Na verdade não me referia àquela instituição em particular, só que parece que sem querer piquei alguém.
Mas, já que se fala no assunto, e sem querer repetitivo, pois já falei sobre o "amor à camisola" no passado (por exemplo aqui - não sei de cor as datas dos meus posts... fui ao google).
Quando um ex-aluno "fala mal" do seu curso, sabe perfeitamente porque o faz. No meu caso, tenho "óptimas" memórias, por exemplo, do meu último ano de licenciatura, no ano lectivo 1998-1999: "Opções" impostas pelo departamento, um "seminário" que honestamente, é o mais estranho que conheço, tendo como referência todas as pessoas que conheço com curso de Matemática, que não são poucas! Nem vou falar das avaliações nesse "seminário...", porque vai mesmo custar ao leitor acreditar...
(Vá lá acusem-me de difamação! Vejam se tenho medo!)
Depois se começar a falar dos meus mestrados... Não!
Se há pessoas que se deram bem... há.
Mas eu dei-me mal. Se não fosse o pormenor de ter acabado o secundário com 20 a Física e a Matemática, e ter sido o melhor aluno do meu curso nesse ano lectivo ...a minha opinião seria irrelevante.
Se há necessidade de apelar ao "Amor à camisola", quando ninguém está a apontar o dedo é porque alguém reconhece que fez asneira (não levem a mal se sair outra palavra... não vou rever este texto!)
Aliás, quando se quer amor à camisola, faz-se por merecê-lo.
Manobras de intimidação como "se falas mal do teu curso ninguém te contrata"... além de falsas demonstram um tipo de mentalidade típico de ditaduras, e de onde não há qualquer respeito pela opinião dos outros.
Já agora, quando "não recomendo o curso de Matemática" aos meus alunos/explicandos, é literalmente: eu nem falo do assunto, mas sim, recomendo outros cursos...
E as respostas que tive lembraram-me uma "lavagem cerebral" praticada por algumas pessoas na Universidade da Madeira...
Na verdade não me referia àquela instituição em particular, só que parece que sem querer piquei alguém.
Mas, já que se fala no assunto, e sem querer repetitivo, pois já falei sobre o "amor à camisola" no passado (por exemplo aqui - não sei de cor as datas dos meus posts... fui ao google).
Quando um ex-aluno "fala mal" do seu curso, sabe perfeitamente porque o faz. No meu caso, tenho "óptimas" memórias, por exemplo, do meu último ano de licenciatura, no ano lectivo 1998-1999: "Opções" impostas pelo departamento, um "seminário" que honestamente, é o mais estranho que conheço, tendo como referência todas as pessoas que conheço com curso de Matemática, que não são poucas! Nem vou falar das avaliações nesse "seminário...", porque vai mesmo custar ao leitor acreditar...
(Vá lá acusem-me de difamação! Vejam se tenho medo!)
Depois se começar a falar dos meus mestrados... Não!
Se há pessoas que se deram bem... há.
Mas eu dei-me mal. Se não fosse o pormenor de ter acabado o secundário com 20 a Física e a Matemática, e ter sido o melhor aluno do meu curso nesse ano lectivo ...a minha opinião seria irrelevante.
Se há necessidade de apelar ao "Amor à camisola", quando ninguém está a apontar o dedo é porque alguém reconhece que fez asneira (não levem a mal se sair outra palavra... não vou rever este texto!)
Aliás, quando se quer amor à camisola, faz-se por merecê-lo.
Manobras de intimidação como "se falas mal do teu curso ninguém te contrata"... além de falsas demonstram um tipo de mentalidade típico de ditaduras, e de onde não há qualquer respeito pela opinião dos outros.
Já agora, quando "não recomendo o curso de Matemática" aos meus alunos/explicandos, é literalmente: eu nem falo do assunto, mas sim, recomendo outros cursos...
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sábado, 25 de março de 2017
sexta-feira, 24 de março de 2017
Eu, o mau...
Há poucas coisas piores que ter conhecimento que não se quer ter...
A ignorância, consegue ser uma benção.
Ter razão nem sempre é bom.
Há vezes em que prefiro estar enganado.
De vez em quando sou confrontado com essas situações... copias fieis de acontecimentos do passado... que têm tudo para correr da mesma forma (entenda-se: mal) e naturalmente é assim que correm.
Se eu consigo, aviso as pessoas... as decisões não são minhas para tomar.
Quando correm mal, não sou eu que lhes vou dizer "eu avisei"...
Não quero ser o mau da fita.
A ignorância, consegue ser uma benção.
Ter razão nem sempre é bom.
Há vezes em que prefiro estar enganado.
De vez em quando sou confrontado com essas situações... copias fieis de acontecimentos do passado... que têm tudo para correr da mesma forma (entenda-se: mal) e naturalmente é assim que correm.
Se eu consigo, aviso as pessoas... as decisões não são minhas para tomar.
Quando correm mal, não sou eu que lhes vou dizer "eu avisei"...
Não quero ser o mau da fita.
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