terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Os meus leitores...


Por vezes olho para as estatísticas deste blog e vejo que o número de leituras de certos textos dispara.
Ou escrevi algo muito bom, ou muito chocante, ou .. não, esqueçam, o muito mau não costuma ter grandes leituras.
 Isto não é como a TV onde as pessoas se esquecem que podem mudar de canal, e assistem a alegados maus programas até ao fim só para fazer uma crítica negativa, e repetir na semana seguinte.
Aqui, acredito que quem não gosta deixa de ler a meio e muda de página... ou vai mesmo para outro site.
E pelo menos as estatísticas suportam esta minha ideia.
As pessoas gostam dos meus textos matemáticos. Têm números elevados de visitas.
Tenho de escrever mais desses...(trabalhar em explicações rouba-me mais tempo do que eu gostaria...)
Olhando para os mapas, vejo leitores de todo o mundo. Não só do espaço lusófono.
E ainda bem...
Um abraço para todos vocês. São sempre bem vindos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

(Não) Estranhas decisões...


Estando eu a dar explicações há quem esteja à espera que eu aceite todo o tipo de situações.
Não é nem pode ser assim.
Há horários a cumprir, programas a pesquisar e a respeitar, e todo um trabalho feito "por fora" que não pode ser ignorado.
Se no ensino secundário todos seguem o mesmo programa, alterando,por vezes, apenas a sequência dos assuntos, no ensino superior não é bem assim.
Mudando de instituição, de curso, e às vezes apenas de professor, mudam notações, programas, até definições e notações.
Em instituições onde o número de aprovações tem peso na avaliação dos professores ( conceito algo estúpido, mas que consegue combater certos excessos e manias de alguns...), vê-se algo bem vicioso: para não serem prejudicados, os professores abusam no facilitismo das provas.
Noutras onde tal não acontece, chegam-se a ver professores a exigirem a alunos de primeiro ano, conhecimentos que não constam dos programas do secundário dos últimos trinta anos.
Em alguns casos nem dos últimos trezentos...
Eles que tenham paciência... pelo menos os alunos que entrarem em 2018 saídos dos 'novos' programas de Matemática têm alguns desses conhecimentos...(dos últimos 30... os que esperam coisas dos últimos 300, se calhar precisam de algum apoio psicológico...ou psiquiátrico)
Tendo em conta todos estes cenários e a quantidade de trabalho que cada cenário exige 'fora de aulas', não me é possível aceitar todos os casos.
Como tornei publico recentemente, casos de professores em que tenho conhecimentos de irregularidades, deixei de aceitar.
A razão é simples: eu próprio fui vítima de (várias) situações dessas e recuso-me a participar em potenciais novos cenários por vezes com as mesmas 'bestas', visto que o trabalho dificilmente compensa.
Se não conseguem compreender, ao menos respeitem a decisão e pensem na analogia
Uma mulher violada será obrigada a trabalhar directa ou indirectamente com o violador?
Será assim tão estranho compreender?
Repito: se é, ao menos respeitem... Dinheiro/negócio não é tudo na vida.

Na verdade, explicações é o tipo de negócio em que o que não falta é oferta, e portanto facilmente as pessoas encontram outro explicador.
(Ou seja... é tipo prostituição... e nós explicadores, somos os 'prostitutos'...pois um aluno pode sempre mudar de explicador quando lhe apetecer)

Mas como matemático... mau seria se apenas desse explicações...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Estranhas viragens

Janeiro mal está a começar e eu começo cansado.
É normal...
Nunca fui muito de "andar na boa vida".
Só mesmo de sair para arejar as ideias...
Digo, como piada, que a minha namorada é a Matemática... e a tipa é uma galdéria!
Os meus problemas pessoais,... são essencialmente problemas de saúde.
(As escapadelas da Matemática são compreensíveis: não pode ser monógama, ahahahaha, portanto, não são problemas pessoais).
Ultimamente, até ao cinema, quando vou, vou sozinho.
Provavelmente faz-me apreciar melhor os filmes.
É isto a vida? Bem... eu tentei tirar um mestrado duas vezes.
De ambas fui sabotado pela minha saúde e por idiotas, e decidi parar.
Se a minha saúde, por mais aleatória que seja é controlável...os idiotas, nunca os tinha tentado prever, mas são previsíveis (mas incontroláveis).
 E percebendo isso, é mesmo preferível parar.
Mas o tempo perdido tentando fazer exclusivamente algo... nota-se quando se para.
Os meus antigos colegas e amigos estão todos casados (ou em algum tipo de compromisso), bem empregados, têm filhos.
Eu 'trabalho sozinho'... por outras palavras, não tenho colegas de trabalho.
Contacto as pessoas via telemóvel (pronto alguém acha que eu devo dizer smartphone), email, caixas de mensagens de redes sociais...
Isso lembra-me que tenho explicandos que ... têm o horário tão preenchido com actividades que nem têm tempo para estudar. A minha prática é avisá-los que se não estudam... eventualmente vou ter de os recusar nas explicações.
As pessoas precisam de uma 'vida', ou acabam como eu... ou ainda pior.
Por outro lado, não ter quem se meta na minha vida... ou falta dela, é muitas vezes uma benção.
Não há como ter paz e sossego...
A menos que se tenha algum tipo de problema de saúde crónico e por exemplo... de vez em quando se perca a consciência de repente.

Quando olho para os filhos de alguns ex-colegas nas minhas explicações, às vezes penso
"Uau.. já passou tanto tempo...Já têm filhos com esta idade."

Se estou arrependido das minhas opções?
Não! Só gostaria de ter tido mais sorte em algumas delas (ou ter tido acesso a algumas informações à priori)... e ter visto a justiça a funcionar.
Porque na verdade, como (re)escrevi hoje de manhã no texto anterior
"%&$%&$%'s há muitos... o que realmente mete nojo é serem protegidos pelo sistema.
 E um sistema que protege %&$%&$%'s, só pode estar cheio deles."


O meu futuro é uma incógnita... que continuará a ter estranhas viragens.
Dada a minha história e idade, acredito que já passei de metade da minha vida.
Há situações que me recuso voltar a passar.
Neste mundo cada vez mais incerto só quero ter um resto de vida mais calmo, pacífico, e o mais afastado possível de chatices.
Porque certeza mesmo, só temos na morte, o último Kobayashi Maru.

%&$%&$%'s

%&$%&$%'s há muitos... o que realmente mete nojo é serem protegidos pelo sistema.
 E um sistema que protege %&$%&$%'s, só pode estar cheio deles.

A frase é minha, também se adapta bem a este texto que recentemente partilharam comigo:
https://www.linkedin.com/pulse/o-perigo-de-ser-competente-luis-morgado

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ministério do Tempo

Olá. (Mais uma vez) Sejam bem vindos a 2017.
Eu raramente vejo TV, mas tendo em conta o meu estado gripal, de vez em quando abro excepções...
Na verdade vejo as séries que me apetece, quando me apetece, mas isso é uma 'modernice'.
Ontem à noite no facebook alguém recomendou uma série da RTP1.
 Bem... lá consegui ver o episódio no site da RTP.
... Argumento suficientemente curioso para me fazer ver o episódio todo, algo que já não conseguia fazer há anos nas séries portuguesas (...não vou discutir porquê...).
Uma série que envolve viagens no tempo, e tentativas de evitar modificações da História de Portugal (!)
Como se fosse um "Timeless" português, mas, suficientemente diferente.
 A equipa de viajantes do tempo é algo curiosa, e pelo menos por mais alguns episódios vou me sentar frente à TV.

Para mais informações: http://media.rtp.pt/ministeriodotempo/

À RTP desejo muito boa sorte com a série.
E a si, caro visitante, desejo um excelente 2017.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Feliz 2017

Ano novo.
Mundo velho.
Mesmas pessoas...
Ás vezes pergunto-me se será natural comemorar cada rotação em torno do Sol.
Todos os anos as pessoas prometem 'mudar'... mas na verdade, nada muda.
Tudo fica na mesma.
Nada muda se não for obrigado. É a minha versão da 1ª lei de Newton aplicada a seres humanos.
Mas força!
São mais 365 oportunidades... aproveitem-nas enquanto forem vindo!
Feliz ano novo!
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990