terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Exames nacionais: Fazer exame como aluno externo/autoproposto

Este é assunto 'tabu'.
Há dois tipos de situações em que se pode sugerir e preparar um aluno para fazer exame nacional de 12º como aluno externo.

  • A média não chega à positiva mínima
  • A média, embora positiva é mínima, mas o aluno tem potencial para mais.

Há um ingrediente fundamental: o aluno tem de estar interessado, e antes do final do período de mudança de inscrições em exame (primeira semana do 3º trimestre), quem o está a preparar tem de 'saber' sem sombra de dúvida que o aluno vai 'se safar' e que tudo vai correr bem.
(Porque é possível saber!)
É um risco? Sim, é (até se consegue calcular a probabilidade de insucesso...). Por isso repito:
Quem o está a preparar tem de 'saber' sem sombra de dúvida que o aluno vai 'se safar' e que tudo vai correr bem. E mesmo no fim, tem de ser o aluno a decidir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O plágio e o ensino...

Desde que há uns anos percebi que para sobreviver teria de regressar ao mundo das explicações, tenho visto coisas muito questionáveis no que diz respeito a direitos de autor.
Por exemplo, na semana passada 'caiu-me do céu' um pdf contendo um livro completo de preparação para exames de Matemática de 9º ano.
Tentei apurar a legalidade da distribuição desse pdf, pois, sendo gratuito, gostaria de o partilhar no meu blog!
Fiquei com tantas dúvidas que acabei por guardar o pdf e não o partilhar.
Há umas semanas, vi, no facebook uma chocante comparação entre uma ficha feita por Nuno Miguel Guerreiro (sinal mais ) e uma ficha distribuída cerca de um ano depois pela Porto Editora, sem qualquer referência a Nuno Guerreiro. A semelhança era tanta que a probabilidade de não terem no mínimo se baseado no trabalho do 1º é muito baixa.
Aliás... tenho livros do actual ensino secundário, onde são apresentados exercícios adaptados de exercícios de exames e testes intermédios produzidos pelo GAVE/IAVE, e onde é feita uma referência, e outros onde tal não é feito. Assim, começo a perceber que os exames e testes intermédios partilhados online pelo IAVE tenham (e com toda a razão) uma referência aos direitos de autor!
Outro dos sites a que recorro com alguma frequência é o Recursos para Matemática do professor José Carlos da Silva Pereira. Bem, já perdi a conta à quantidade de fichas que me apareceram à frente com plágios sem qualquer referência ao trabalho dele.
Fora estes, já me cruzei com sites de vários professores que partilham testes seus online, para que os alunos possam utilizá-los como material de apoio ao estudo, e que vergonhosamente têm o seu trabalho plagiado sem qualquer referência.
Em Matemática existem exercícios que são "padrão"... que 'toda a gente' os faz, e outros que são originais, que o autor perdeu algum tempo a elaborar. Esses, merecem uma referência ao autor!
Não é por ser "material de apoio ao ensino" que deve ser copiado e partilhado sem qualquer consideração.
Se o material existe, é porque alguém investiu o seu tempo a elaborá-lo. Não merece no mínimo ser referenciado?
Já percebi que o problema está longe de ser exclusivo da Matemática, mas falo apenas dos que conheço de perto...

domingo, 19 de fevereiro de 2017

E que tal ensinar as pessoas a assumir culpas?

Ao longo da vida vi muita gente, a fazer trampa e, ou a esconder debaixo do tapete, ou a atirar as culpas para os outros. Até a defender o que não deve ter defesa. E isso se calhar, explica o mundo em que vivo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Bum Bum

El ministerio del Tiempo


Numa visita à wikipedia descobri que a série 'O ministério do tempo' de que falei recentemente é uma adaptação da espanhola "El ministerio del tiempo", e que a semelhança com "Timeless" pode não ser casual.

Na página em inglês da wikipedia da série pode ler-se:

On September 27, 2016 Onza Partners presented a lawsuit to the CDCA against Sony Pictures, NBCUniversal, and executive producers Shawn Ryan, Eric Kripke and John Davis for copyright infringement and breach of implied contract, claiming that the U.S. TV series Timeless is a copy of El Ministerio del Tiempo
.*

Viagens no tempo não são novidade... mas confesso que tenho as minhas dúvidas que se trate mesmo de uma violação de copyright. Vamos lá ver o que é que o tribunal decide.

A série portuguesa tem personagens baseados na série espanhola, mas adaptados a Portugal.

Ao que parece a China também está a adaptar a sua versão.
Confesso que fiquei curioso sobre a versão de nuestros hermanos.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Limpando a Internet..

Quantos de nós ainda não passámos por um fórum, blog, mesmo no facebook de um jornal, e em vez de ler comentários construtivos lemos agressões verbais e insultos?
Alphabet (Google) e Wikipédia juntaram-se para desintoxicar a Internet...
O problema é que eu próprio fiz alguns insultos e na minha opinião, bem merecidos, neste blog.
Serão capazes de distinguir isso, ou vamos ficar-nos pelo politicamente (in)correcto de não permitir qualquer insulto?


Ps:http://visao.sapo.pt/actualidade/visaose7e/tv/2017-01-02-Ministerio-do-Tempo-Regresso-ao-passado-na-RTP1

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Pressupostos errados

Um pré-requisito para trabalhar em ciência é ter uma mente aberta.
Na verdade, isto não é bem assim. Devia ser, mas não é.

Ter conhecido quem considere "errada" uma definição que não era a que conhecia* não foi situação única.
Tendo passado pela Universidade da Madeira, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, cheguei a ter problemas por não ter as mesmas notações, e as mesmas definições que um ou outro professor.
Uma vez que nenhum de nós tinha "mapa de notações" ou comparou definições, tais problemas eram de esperar...
Saindo um pouco do contexto, na Nova, um que merece a classificação de idiota, deu-me uma descasca por eu desconhecer o "Clip", sistema informático onde deixava a documentação... bem, sendo eu novo naquela universidade, não tendo colegas e se ninguém me apresentou o sistema como podia eu conhecer o sistema? Levei uma descasca por não ter consultado aquilo.
Nesse caso particular percebi que "dar descascas" era uma mania desse idiota- eh! Eu disse que merecia a classificação, e sendo o blog meu, não me chateiem por chamar os bois pelos nomes que merecem.

Mesmo actualmente, e sem grande gravidade, para um aluno que sai do ensino secundário, o conjunto dos naturais, começa em 1. Para um aluno do ensino superior... depende do professor que dá cada cadeira. Pode começar em zero.

Dando explicações, já tive alunos de vários pontos do país.
Em várias disciplinas, com professores diferentes, há notações diferentes, definições diferentes e não equivalentes. E isto em Matemática.
Sob certas definições... conclusões tiradas com outras não equivalentes, deixam de ser válidas.
Já assisti a palestras onde os oradores fizeram questão de apontar erros de livros, artigos...
Apontar erros é algo que aprendi a fazer com cuidado. Resultados contraditórios nas mesmas condições são indício de um erro. Mas têm um pré-requisito: "mesmas condições"... (também percebi que nem toda a gente tem cuidado ao fazer referências bibliográficas)

Os novos programas virem mudar a definição de limite no ensino secundário apanharam-me de surpresa. Estava habituado a um ensino pré-universitário diferente ... onde havendo alterações, na verdade, entravam conceitos, saiam outros, mas mas definições quanto muito eram substituídas por outras equivalentes.
Tendo passado os olhos por alto nos novos programas, só depois de algumas conversas é que percebi que de facto... havia ali uma mudança que na verdade já tinha visto muitos, mas mesmo muitos anos antes...
Eu usei o livro do professor Campos Ferreira na minha licenciatura... na altura, ainda com capa amarela!
(E pronto, lá tive de pegar 'a sério' nos novos programas do ensino secundário)

Existem sítios onde no mesmo semestre os alunos são confrontados com professores com definições e notações diferentes. Bem... para evitar um efeito "torre de Babel" eu preferia que na mesma instituição, em Matemática, se mantivessem notações e definições, ou, não sendo possível, toda a gente, no mínimo, tivesse o bom senso de fornecer aos alunos mapas de notações e alguns (de preferência poucos mas suficientes) anexos com as definições pressupostas.
Só que, espero que compreendam, não sou eu que me vou opor a estas "micro-divergências"...
Ajudam a distinguir idiotas de pessoas sérias.
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990