terça-feira, 30 de julho de 2013

Geometria analítica: rotações no espaço (1ª versão)

No espaço, as rotações são feitas em torno de uma recta orientada, a que vou chamar eixo de rotação.
A orientação da recta é importante para se poder ter também um sentido positivo para a rotação.

Comecemos com três rotações simples: as rotações em torno dos eixos coordenados:

Seja P um ponto do espaço, e ROz,θ a aplicação (ou função) que faz corresponder a P o ponto Pdo espaço correspondente a uma rotação em torno do eixo Oz, por um ângulo positivo de amplitude θ.

Exemplos:
ROz,π4(1, 0,-1) = ( √2 √2-    )
  2-,-2-,- 1
ROz,π4( √2- √2- )
   2 , 2 ,e = (0,1,e)
ROz,π
4 (0,1,2013 ) = (              )
    √2-√2-
  - 2 , 2 ,2013
ROz,π
4(  √- √ -  )
 - -2,--2,z
    2  2 = (- 1, 0,z)
(z é um número real fixo);

Neste caso particular, consegue-se reaproveitar a fórmula do post anterior para rotações no plano, em torno da origem:

ROz,θ(a,b,c) = (acos θ - b sin θ,a sin θ + bcosθ,c)

Ainda se consegue aproveitar esta fórmula para rotações em torno dos outros eixos. Uma rotação em torno do eixo Ox será ROx,θ e verificará a fórmula:

ROx,θ(a,b,c) = (a,bcos θ - csin θ,bsin θ + c cosθ)

Da mesma forma uma rotação em torno do eixo Oy será ROy,θ

ROy,θ(a,b,c) = (acos θ - c sin θ,b,a sin θ + ccosθ)

Passemos agora para o caso mais interessante, em que o eixo de rotação passa pela origem e tem a direcção de um vector arbitrário ⃗r = (rx,ry,rz).

Aqui o truque consiste em compor as aplicações anteriores.

Vou mostrar uma forma de efectuar a rotação(mas como poderão perceber, obviamente não é a única)

Seja α o ângulo que a projecção ortogonal de ⃗r faz sobre o plano xOy, e φ o ângulo que ⃗r faz com o semieixo positivo Oz

Então

R   = R     ∘ R     ∘ R    ∘ R      ∘ R
 ⃗r,θ    Oz,α    Oy,φ    Oz,θ    Oy,-φ    Oz,-α

(poderá querer fazer alguns esboços para se convencer disto)

E se o eixo de rotação for uma recta s, paralela a um eixo de rotação que não passa pela origem?

A essa rotação chamaremos Rs,θ. O problema resolve-se facilmente, de forma análoga ao caso das rotações no plano, fazendo uma translacção para um eixo que passe pela origem a que o eixo de rotação é paralelo, efectuando a rotação e desfazendo a translacção.

Observações:
  • Nesta primeira versão, que pode-se considerar uma mera introdução evitei conscientemente alguns assuntos e alguns cálculos
  • Um dia mais tarde penso que voltarei ao assunto ainda neste blog. Por isso deixei no título aquele "1ª versão"
  • Nos próximos posts mostrarei algumas aplicações práticas destes dois últimos posts

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