terça-feira, 5 de abril de 2016

Entretanto em 2016, no dia do primeiro contacto... os meus problemas informáticos continuam


Como já referi em posts de anos anteriores, de acordo com o filme Star Trek: First Contact, em 5 de Abril de 2063 vamos simultâneamente fazer o primeiro voo a velocidades Warp, e ter o primeiro contacto oficial com uma espécie inteligente extraterrestre: Os Vulcan.
Bem, entretanto, em 2016, vamos lendo notícias que preferíamos não saber que mostram uma (des)humanidade que me dá arrepios.
Portanto, vou falar do meu computador com 10 anos, o Scratchy.
O Scratchy esteve comigo em Lisboa, em Almada... na Nova, está cheio de riscos e arranhões (por isso ficou com o nome que tem), e neste momento corre Linux (Debian Jessie).
"Corre", é o termo adequado. É rápido, mesmo comparado com outros computadores mais recentes que já passaram aqui por casa.
Mas ontem, pregou-me uma partida...
Ao ligá-lo recebo uma mensagem de erro no disco rígido, e tenho de fazer um fsck (pode dizer-se que é o equivalente linux a um scandisk).
Assim que acabo de o fazer, o computador já liga e... hum??
Onde é que anda a minha pasta pessoal?
Desapareceu, com todo o seu conteúdo!
Ok, encontrei algumas coisas na pasta "lost+found"... mas deve ser mais seguro fazer um restauro a partir das minhas cópias de segurança, e se calhar ver que componentes do hardware têm de ser substituidas.
(Tendo em conta as mensagens iniciais .... provavelmente o disco)
Pelo sim pelo não, arranquei o computador com o CPKnoppix (é a minha versão modificada do Knoppix, um Linux "live" que arranca e corre a partir de uma pen), criei um ficheiro .img formatado para ext4, montei-o e copiei todo o conteúdo da pasta lost+found para lá. Assim que houver tempo vejo se é possível recuperar algumas coisas recentes que não foram guardadas em backups, nomeadamente scripts, fichas de trabalho para explicações, programas para calculadoras, e um potencial modelo de página com software para calculadoras para alojar neste blog e no blog CPmathExplicações.

Quanto ao CPKnoppix, não é algo que eu vá distribuir, embora esteja em Português (sim, Knoppix em Português), contenha imensa coisa útil como por exemplo algumas criações minhas,0 o WabbitEmu com as ROMs das minhas (defuntas) calculadoras TEXAS INSTRUMENTS e a versão mais recente do Geogebra . Distribuir as minhas ROMs seria pirataria, e não me apetece arranjar problemas.
Para poder teria de rever licenças e o software a mais que a minha versão tem em relação à do Knoppix.
 Portanto, para já, está fora dos meus objectivos...

Por hoje, despeço-me com um "feliz dia do primeiro contacto", e até à próxima.


PS:

domingo, 3 de abril de 2016

Um dia, Batman e Superman foram ao cinema

Vamos lá falar de um assunto polémico. Na semana passada fui ao cinema!
Vi o "Batman v Superman" e gostei do filme.
Tudo o resto são histórias!
Portanto, não me venham com tretas sobre o que dizem os críticos.
O objectivo de um filme é entreter o público, e este cumpriu-o muito satisfatoriamente.
Mas se querem comparações, preferi o "Batman v Superman" ao segundo Avengers!
Há um ou outro detalhe que eu não teria feito assim, mas o filme não estava a meu cargo, nem fui consultado para o assunto.
Parabéns à equipa, e que venham muitos mais de qualidade igual ou superior!
Aviso: no resto do texto posso ter alguns spoilers, mas são spoilers "aceitáveis" que não revelam 'grande coisa' sobre o enredo do filme


Eu conheço relativamente bem o Universo DC (melhor que o universo Marvel) e posso dizer que o filme não me decepcionou em nada, estava dentro do que eu esperava, depois de ter visto o (igualmente polémico) Man of steel.

Eu penso que filmes baseados em universos da Banda desenhada vão ter sempre vozes pouco simpáticas contra eles, uns mais do que outros.
Por outro lado, "crítico de cinema" é daquelas profissões que eu deixei de levar a sério depois de ter visto o filme Alexander, de Oliver Stone, ou mesmo o "Superman returns"
Os filmes "Superman" e Superman II" com o actor Cristopher Reeve são bons filmes, excelentes para a época em que foram lançados, mas tinham uma distancia significativa (talvez necessária) dos universos da banda desenhada.
Vamos esquecer os Superman III e IV, já vi episódios de desenhos animados muito melhores...
Superman returns, está longe de ser um mau filme, mas mantém-se algo afastado dos Supermans que conheço da BD.
Finalmente aparece-nos o Man of Steel, num universo mais próximo das versões da BD (sim, versões... a BD tem muitas versões de vários personagens).

Gotham assim tão perto de Metrópolis, é algo que me faz alguma impressão... sempre vi o Bruce Wayne a ter de apanhar um avião para lá ir.
Ou, igualmente a dupla Clark Kent/Lois Lane a ter de apanhar um avião para fazer uma reportagem em Gotham. Mas as cidades de Gotham e Metrópolis do universo DC não são cidades do universo em que vivemos, portanto tudo o que um realizador ou um argumentista lhes quiser fazer é admissível.

Veredicto: Vão lá ver o filme porque vale a pena, e ignorem as opiniões de gente que é paga para ter opiniões...

sábado, 2 de abril de 2016

Ossos do ofício (II)

Ontem foi 1 de Abril. Para evitar confusões, optei por não escrever por estes lados.
Por estes dias, tenho andado a resolver centenas de exercícios (de Matemática, Estatística e Física) dos vários graus de ensino e a juntar aos meus arquivos.
Alguns têm várias resoluções (correctas) e outros, algumas iterações até chegar à resolução correcta.
Nos últimos, por vezes,por distração escapa-me algo do enunciado, ou, por questões de português, assumo qualquer coisa que não é o que se pretende.
Estes acabaram por se revelar mais didácticos para mim.
Por vezes tenho mesmo de assumir situações irrealistas do ponto de vista físico, mas que satisfazem as condições do problema...
Por exemplo, há tempos, num café, enquanto tomava a minha dose de cafeína para começar a trabalhar, alguém colocou no facebook um problema que envolvia uma viagem a pé e outra de carro onde tudo estava sincronizado e não havia problemas. Neste tipo de problemas ainda é mais habitual assumir que as velocidades são constantes e iguais à velocidade média.
Fiz um pequeno esquema e cheguei à solução 10 minutos.
Não voltei a pensar no assunto e fui trabalhar.
No fim do dia, após mais de 10 horas de trabalho, ao arrumar as coisas, olhei para o esquema e percebi dois disparates (um deles pouco óbvio)... corrigindo-os, a solução quadriplicou...
(Há dias assim)
Noutro dia andava às voltas com um exercício tirado de uma tradução de um livro.
Bem... ao fim de algum tempo desisti, e vim à internet, ao google books ver se havia hipótese de consultar o livro original.
Ok... havia um erro (sério) na tradução do exercício. Erro que impossibilitava a sua resolução (GRRRR!).
Finalmente... há poucas semanas, ao fim do dia, estava a resolver uma ficha de exercícios de 11o ano, do professor José Carlos Pereira, e não percebia porque é que a minha solução não batia com a das soluções (que deviam estar correctas pois a minha versão da ficha já tinha mais de um ano). Acabei por contactá-lo, e percebi o meu estúpido disparate: tinha me enganado num domínio de uma função composta, depois de ter passado uma tarde inteira a dar explicações sobre... domínios de funções, e vamos ignorar que já ando nisto há 20 anos...
(Há mesmo dias assim... pode-se sempre culpar o cansaço, só que nada apaga o sentimento de ridículo, mas ao menos faz-me consegui perceber alguns dos disparates que vemos em testes e exames).
Bom, é Sábado, mas... lá vou eu para mais um dia de trabalho.


quarta-feira, 30 de março de 2016

(Falta de) Bom senso

De acordo com as notícias que têm saído, há problemas com a aplicação dos novos programas de Matemática no ensino Secundário. Ao que parece o programa "é impossível de cumprir".
Bem, eu tenho comigo o programa, alguns livros deste programa, e explicandos que estão a passar por esse programa.
Tenho uma opinião sobre o que se está a passar, e tenho lido muita coisa nos media.
Parece-me que o programa é cumprível desde que se façam algumas coisas, que ninguém está a fazer.
Aliás parece-me que havendo má vontade contra este programa desde princípio, as pessoas recusam-se a usar os neurónios...
As pessoas têm o direito à sua opinião, mas quando uma opinião afecta o destino de milhares de pessoas, não pode nem deve ser imposta à força, por teimosia nem por radicalismo.
Hoje em dia toda a gente (acha que) tem direito à sua opinião e gostam de perder imenso tempo em debates.
Basta aparecer uma pessoa com carisma, que consegue mover uma multidão, mesmo que as ideias dessa pessoa sejam, na verdade ... más a longo prazo.
No caso dos programas de Matemática, tem havido teimosia em muitos aspectos.
Não volto a repetir argumentos (bem válidos) que usam as palavras "facilitismo","estatísticas" ou "falta de rigor", mas volto a repetir que imitar cegamente o que se faz noutros países não é o melhor caminho.

Não gosto de pegar num livro de Matemática que tem fotos de ecrãs de calculadoras, que "toda a gente percebe" que é da marca X ou Y, ou pior, que é dito mesmo para que modelos se aplicam.
Há sempre alunos com máquinas de outra marca, ou com um modelo ao qual nada daquilo pode ser aplicado de forma sequer semelhante...
Os alunos pagam por livros que fazem publicidade de calculadoras que vão ter de comprar?
Eu compreendo que se queira fazer uso da tecnologia (e se for preciso até sou o primeiro a dizer que o façam), mas as coisas não podem nem devem ser feitas de qualquer forma.
Não se vai impor uma marca nem um modelo, porque parece-me "obsceno", e muito menos impor tecnologia que num curto espaço de tempo se torna obsoleta.
A Matemática tem de ser vista como ciência e não como mera ferramenta de resolução de problemas.

Outra moda que me incomoda imenso é a moda actual de dar "receitas" sem fazer demonstrações!
É grave.
Muitos alunos habituam-se a usar regras sem saber porque funcionam.
Não vamos obviamente exigir que saibam tudo... Supostamente os matemáticos é que devem ser os peritos em Matemática, não há necessidade de  impor TUDO aos alunos.
Na verdade, isto deve ser corrigido... Por exemplo físicos e alguns engenheiros também devem ser peritos até um certo nível.
Se "é chato" fazer deduções, por exemplo, de fórmulas de derivação, tornem as deduções em exercícios, ou arranjem forma de as tornar interessantes. Usem a imaginação! Em Matemática as deduções não são abdicáveis! Está bem, o programa é para cumprir ou o mundo acaba...
Isso não é desculpa para não se ser criativo.
"Não gosto do programa"...
Também não é desculpa. Profissionalismo se faz favor.
Agora... também há limites. Não se vai pedir a ninguém que faça mais do que é realmente possível!

Desde que começaram a se falar em "Metas curriculares" ou nos "novos programas" que noto muita falta de bom senso (tanto de defensores como de opositores).
Não há necessidade disso! Quem gosta de Matemática preocupa-se em fazer os alunos aprender e o resto são "telenovelas".

Acho piada que os "encontros de professores" parecem-me cada vez mais "recruta para a guerrilha" a favor ou contra os novos actuais programas.
Eu preferia recrutá-los para a guerra anti-AO, e no caso do Brasil, se for mesmo necessário, para a criação da língua brasileira e que se deixassem de tretas...
O português do Brasil e o de Portugal são diferentes. Ponto! É bárbaro impor este AO quer a uns quer a outros, e ao resto dos países de língua portuguesa.

Resumo disto tudo: Bom senso, precisa-se!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Crónicas de um comandante no Oolite (II).

Da última vez que dei notícias sobre as minhas aventuras no universo Oolite, tinha acabado noutra galáxia, por ter usado uma galactic drive sem ler o manual...
Desde então,a vida não tem sido fácil. Nesta galáxia a pirataria tem ameaçado a minha sobrevivência. Com o que ganho a abater piratas, mal consigo sobreviver (a recompensa por abater um pirata, em certos sítios nem paga um café).
 Ainda tenho créditos, e de vez em quando tento ganhar a vida levando as pessoas de um sistema a outro. Já mandei mais de uma centena de piratas para o outro mundo.


Grande parte dos meus lucros decentes servem apenas para reparar estragos de quando abato piratas. Há dias tive de largar os meus cálculos e aterrar manualmente numa base icosaédrica. A porcaria do piloto automático avariou! Considero-me um homem de sorte por ainda estar vivo!
Tenho de arranjar outra drive galactica. Preciso de regressar "a casa". Esta galaxia está a fazer-me mal aos neurónios.
Um tipo com formação em Matemática, por estes dias sobrevive fazendo de taxista entre planetas, comprando e vendendo bens, e prestando outros serviços que em muitos mundos são considerados ilegais.
Bolas! Riscaram-me a porta da nave!
Estou em Soreisbe. Daqui a 12 dias tenho de entregar um pacote secreto em Envebe. Acho que estou a ser mal pago, pois faço mais lucro a comprar/vender computadores.
Acabaram os 14 minutos de abastecimento. Lá vou eu de volta ao hiper-espaço, onde passarei umas horas. Aproveito para dormir e fazer algum trabalho intelectual.
(Ok, esta não é icosaédrica... partilho uma foto numa próxima oportunidade.)

Até à próxima.

sábado, 19 de março de 2016

De onde eu estiver, para o mundo.

Hoje, ao chegar à sala de explicações, sentei-me a ver as estatísticas deste blog.
As pessoas estão-se nas tintas para os meus erros ortográficos, e se calhar até gostam que eu não use essa atrocidade obscena que dá pelo nome de acordo ortográfico.
 Passam por aqui pessoas de todo o planeta E lêm qualquer coisa que eu escreva!
Já agora, quem está à espera do código da nova versão do programa de calculadora da foto do post anterior vai ter de esperar até o meu outro computador me regressar às mãos, e ainda eu decidir que o programa já pode ser partilhado online. Por agora os felizardos dos contemplados serão os meus explicandos.
Isto de estar a escrever num sítio que toda a gente lê merece algum cuidado.
Por exemplo aqui não posso simplesmente mandar uma pessoa à merda. Ainda arranjo problemas legais. Portanto, a forma correcta de o fazer  é sugerir e a pessoa só vai se lhe apetecer.
Isto tem de ser escrito com cuidado, para evitar mal-entendidos!
Por exemplo quando eu exclamo:
 "ALA é grande"!
Poucas pessoas saberão que de facto estou a falar de um critério de semelhança de triângulos, e não a publicitar a grandeza do criador do universo segundo uma das maiores religiões do mundo.
 Tenho mesmo de ter cuidado.
Já imaginaram a quantidade de pessoas que conseguem ficar ofendidas com a palavra MERDA?
E se eu lhes disser que aquilo na verdade é uma sigla, são as iniciais do nome de uma senhora: Marlene Eugénia Rodrigues Dias Andrade.
A senhora que não se incomode com a publicidade. Espero que seja visto como boa...
Hoje, daqui para o mundo vai o meu abraço e um obrigado pelas visitas.
Já agora, agradeço a quem mantiver "cês" e "pês" nas suas palavras.
 Afinal, são as iniciais dos meus nomes próprios. Sinto-me ofendido. Ando eu aqui a ter cuidado para só insultar quem eu acho que merece, e fazem-me uma dessas?
Eu até amuava e ia jogar Oolite. Mas não posso! O meu pc ainda não regressou... portanto escrevo no meu blog com o meu telemóvel.

Esperem lá... há uma coisa para Android chamada Alite . Quando eu testar, se for bom, falo sobre o assunto.
Até um dia destes por aqui neste blog.

quinta-feira, 17 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

1+1=3....ups

Por estes dias, acedo às redes sociais(e escrevo aqui no blog) pelo telemóvel. Não se preocupem, raramente estou acompanhado, por isso não estou a ser mal educado.
E não raras vezes aprecem-me perguntas no feed do facebook. Por vezes as "dúvidas" são trivialidades, noutras, são discussões sobre o sexo dos anjos e noutras, são questões com algum interesse em que por vezes discordo da solução. Às vezes posso estar a ver mal o problema (errar é humano, e portanto eu também cometo erros) mas por vezes, a solução que apresentam tem o pormenor de... contradizer o enunciado. O bom senso leva-me a não comentar a solução apresentada. Por vezes até percebo onde está o erro no raciocínio... mas tendo em conta que olhei uma vez para o problema (ok, às vezes faço um screenshot), prefiro 'ficar calado' e deixar o erro para outros.
Mas por vezes o problema todo é só de português...
Quando há erros, gosto de saber onde estão e porque foram cometidos. Em Matemática, isto consegue-se porque esta ciência é exacta.
E, por vezes aprendem-se coisas com os erros.
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990